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21 de setembro de 2011

Projeto para o Dia das Crianças

PROJETO A CRIANÇA PENSA A CRIANÇA

Duração: 28/09 a 30/10/2009

JUSTIFICATIVA

A escola é um local por excelência, de aprendizagem, de formação para a cidadania e, portanto, espaço ideal para a discussão e reflexão dos direitos inerentes à criança. Nesta perspectiva, a Secretaria Municipal de Educação durante o mês de outubro, levará a todas as creches e escolas, atividades didático-pedagógicas que evidenciem a Declaração Universal dos Direitos da Criança oportunizando à criança conhecer, analisar e discutir suas responsabilidades e direitos a partir do Projeto “A criança pensa a criança”.

 A nossa proposta pressupõe ainda o respeito ao pensamento infantil, a estimulação da construção da sua autonomia e os princípios do erro construtivo, tendo em vista que ao “pensar bem” e “pensar por si própria”, a criança constrói o seu eu em diálogo com os outros.

Entendemos que, desde a educação infantil, as crianças devem participar de atividades que propiciem o pensamento reflexivo e o diálogo investigativo, daí este projeto contempla a criança em todo o período da infância.

Ao divulgar os direitos da criança e efetivar ações para que os mesmos sejam evidenciados e discutidos, é essencial a participação dos vários segmentos sociais, a partir das famílias. Família, célula base da sociedade, que às vezes, por falta de informação, pela desigualdade social ou por questões culturais, age com violência, negando o diálogo e, consequentemente, marca de forma negativa o ser humano na sua mais tenra idade. Consideramos ainda, que a desestruturação familiar resulta em relacionamentos conflituosos e difíceis, tornando a criança vítima indefesa; reforçar o direito e o dever dos pais de educar e participar na formação dos seus filhos se faz necessário, como assegura o sexto princípio da Declaração “Toda criança tem direito ao amor e à compreensão, deve crescer sob a proteção dos pais, com afeto e segurança para desenvolver a sua personalidade”.

           Cabe ao educador estabelecer junto à criança a relação direitos X responsabilidades a fim de que ela compreenda sua posição de sujeito de limites e possibilidades:  “a criança tem direito à educação para desenvolver as suas aptidões, suas opiniões e o seu sentimento de responsabilidade moral e social”.(Art. 07 da Declaração).

 Para participar deste projeto mobilizaremos as instituições: Conselho Tutelar, profissionais da área da saúde, Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente - COMDICA, Ministério Público, Vara da Infância e Juventude, Núcleo de Defesa da Criança e Adolescente, Centro de Referência de Assistência Social - CREAS, Programa de Educação para a Vida – PEV, Secretaria de Saúde, Escolas de Dança, Secretaria de Esporte Cultura e Lazer, Pastoral da Criança, Conquista Criança e Centro de Convivência do Idoso.

Durante a realização do projeto “A criança pensa a criança”, a Secretaria Municipal de Educação - SMED, de Vitória da Conquista, juntamente com as creches e escolas promoverá: palestras, fóruns, apresentações artísticas envolvendo artes cênicas, música, dança, atividades literárias e momentos de lazer.

Para desenvolver-se tanto nos aspectos psicossocial como cognitivo, a criança precisa ter os seus direitos assegurados, inclusive o direito ao lazer, que envolve essencialmente o brincar. Brincando a criança aprende a elaborar e resolver situações que vivencia no seu dia a dia, e para isso, usará capacidades como a observação, a imitação e a imaginação. Consequentemente, ela desenvolve habilidades tanto do ponto de vista físico, quanto motor, cognitivo, afetivo e social.

Na culminância do projeto, daremos visibilidade às produções infantis, realizadas durante todo o processo nas creches e escolas, especialmente as atividades que envolvam as várias linguagens artísticas por meio de uma exposição na Casa Memorial Governador Régis Pacheco. Com a utilização deste espaço pretendemos dar uma dimensão de respeito e valorização aos trabalhos realizados pelas crianças, o que determinará um aporte positivo para a construção da sua auto-estima e com a participação do Centro de Convivência do Idoso, visamos a aproximação das gerações e a educação da infância em relação ao sentimento de respeito e gratidão às pessoas idosas.

Pelo caráter transformador da educação, vislumbramos assim a possibilidade de uma sociedade realmente preocupada com a formação de seus filhos e, como tal, capaz de se reinventar em tempos mais justos e mais dignos.

OBJETIVO GERAL

* Oportunizar o desenvolvimento da consciência crítica da criança em relação à sua condição de cidadã, sujeito de direitos e deveres, proporcionando atividades lúdicas de aprendizagem.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS


  • Conhecer e discutir o ser criança e valorizar a sua identidade infantil;
  • Conhecer a Declaração Universal dos Direitos da Criança;
  • Refletir sobre os deveres da criança dentro da sociedade entendendo, sobretudo, o significado da palavra RESPONSABILIDADE;
  • Confrontar vivências infantis em diferentes contextos;
  • Expressar pensamentos e sentimentos relacionados à infância por meio de desenhos, pinturas, poesias, textos narrativos, músicas e outros decorrentes;
  • Proporcionar às crianças momentos lúdicos evidenciando o valor da brincadeira.

ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS


  • Na abertura do projeto, realização de uma Caça ao Tesouro na escola/creche (por turma) com pistas bem interessantes e divertidas. O tesouro são as cartas ilustradas com a Declaração Universal dos Direitos das Crianças enviadas pela SMED que deverão  estar embalado para presente. O “presente” será levado para a sala de aula e a professora deve instigar a curiosidade das crianças antes de abri-lo. Questionando por exemplo: O que será este presente? (anotar as hipóteses levantadas pelas crianças, questionando o porquê das mesmas). Ao abrir o presente, continuar questionando bastante. O que é? Quem já conhece? Com as crianças que ainda não sabem ler, explorar bastante as gravuras, explicando que se trata da Declaração Universal dos Direitos da Criança;
  • Em uma roda de conversa, questionar as crianças: do que vocês acham que todas as crianças precisam para viver bem? Se vocês fossem escrever os seus direitos, quais seriam?A professora deverá registrar as opiniões das crianças, organizando como um poema com o título Os direitos das crianças. Quando todas as crianças tiverem dado a sua contribuição a professora realizará com eles uma leitura coletiva em voz alta. Em seguida, apresentará a sugestão: Vamos ler um poema da autora Ruth Rocha? O título dele também é Os direitos das crianças. Será que ela pensa como vocês? Leitura, interpretação do texto e montagem de um painel ilustrado coletivo;
  • Em uma roda de conversa, questionar as crianças se elas conhecem a palavra  DECLARAÇÃO. Em que contexto a escutaram? Quem sabe o que é? Quem não souber, deve ser orientado a pesquisar da maneira que tiver acesso. Ex: buscar no dicionário, perguntar a outros adultos da instituição, entrevistar alguém. A professora registrará todos os conceitos que a turma conseguiu e ao final da pesquisa a turma explicará com suas palavras o significado da palavra. Por fim, a professora poderá propor a leitura dos textos: a)Quando foram criadas as primeiras declarações.b) Você e seus direitos! Conheça a Declaração dos Direitos da Criança. A partir dos textos, as crianças podem refletir sobre a importância desta declaração para todas as crianças do mundo e criar desenhos e/ou dramatizações que representem como elas imaginam que foi a sua criação;
  • Releitura dos direitos da criança por meio de pinturas, desenhos, colagens, dramatizações, dobraduras, confecção de máscaras, maquetes, esculturas etc.;
  • Audição, leitura e interpretação das músicas de Toquinho e Elifas Andreato com posterior criação de coreografias, dramatizações, brincadeiras, ilustrações e painéis. (Obs. É interessante relacionar as músicas aos princípios da Declaração dos Direitos da Criança –  nos anexos);
  • Realização da dinâmica da semente com as crianças: em uma roda de conversa, a professora explicará às crianças que elas terão uma experiência diferente: farão de conta que são sementes! Mas, para que a atividade dê certo mesmo, serão necessários concentração e silêncio. Então, com uma música suave tocando ao fundo, a professora inicia convidando cada criança a fechar os olhos e se colocar no chão encolhendo-se ao máximo, como se fosse uma semente jogada na terra. Pede então, que cada uma imagine que é uma semente que o semeador vai lançando à cova, ao sulco. Com voz suave, vai falando: que tipo de semente você é: grande, pequena, forte, frágil... Sinta o peso da terra que é jogada para cobri-la. Ouça os trovões, escute a chuva que cai. Sinta o corpo molhado. Agora o sol se levanta e vai aquecendo a terra. Sinta-se como a semente inchando e germinando. Vá movimentando lentamente os dedos e as mãos como o broto que surge. Vem mais chuva que refresca, e novamente o sol, que provoca novo impulso no crescimento. Isso mesmo, vai levantando o corpo e abrindo os braços como se fossem galhos. Já de pé, veja como o vento balança seus galhos; sinta os galhos das outras plantas que estão perto de você. Veja como os pássaros vêm pousar em seus galhos, abra as mãos para que possam fazer um ninho e criar seus filhotes. Veja como os pássaros tratam seus filhotes com carinho. Ih! Formou-se uma tempestade! Vem o vento. Veja como ela quebra galhos e leva até arvores inteiras. A enxurrada cava as raízes... Ufa! Graças a Deus passou. Agora vêm as flores. Sinta as abelhas e o beija-flor fazendo festa. E as flores se transformando em frutos. Os frutos vão crescendo e amadurecendo. Epa! Já vêm aqueles meninos! Nem esperam os frutos amadurecer...Outros frutos resistem e amadurecem. Sinta a alegria daqueles que colhem os frutos. Os pássaros fazem aquela festa... Mas não deram conta de todos. Sobraram alguns. É chegada a hora. Pof! Caia ao chão como um fruto que derrama suas sementes. E começa tudo de novo... Novamente na roda de conversa, a professora perguntará o que as crianças sentiram durante a dinâmica. Elas gostaram? Por quê? Qual a importância das sementes para a natureza? Vamos escutar uma música chamada Semente do amanhã. Do que será que ela vai falar? Audição, leitura e interpretação da música Semente do Amanhã, de Gonzaguinha. Plantação de sementes de flores, legumes etc. simbolizando a confiança no futuro;

  • Após a leitura da Declaração Universal dos Direitos da Criança, proporcionar um momento em que, na rodinha, as crianças observarão gravuras que mostram o desrespeito aos seus direitos (a professora selecionará previamente as gravuras). Questionar: o que estas gravuras estão representando? Quais os direitos estão sendo desrespeitados? Em nossa cidade, observamos situações parecidas? Realização da leitura do cartum de Jean Galvão, questionando: a personagem é um adulto ou uma criança? Em que local ela se encontra? O que ela está fazendo? O que cada palavra do cartum representa? Qual gravura representa: a moradia? A informação? A alimentação? A educação? O transporte? O saneamento básico? A saúde? Qual a relação entre o cartum e as gravuras lidas anteriormente? Em seguida, peça que as crianças imaginem que está nas mãos delas resolver estes problemas: o que elas fariam? Peça que elas registrem em forma de textos;
  • Pesquisa em revistas e jornais: notícias, manchetes, fotografias e artigos que tenham relação com a criança. Socialização do material coletado e organização dos mesmos em dois blocos: um contendo imagens e textos que mostram crianças exercendo seus direitos; outro com imagens e textos que retratam a violação dos direitos da criança. Confecção de cartazes;

  •  Apresentação da música Pequeno Cidadão, de Arnaldo Antunes e Antônio Pinto às crianças. Em seguida, construir com elas o conceito de cidadania a partir dos questionamentos: onde vivemos? Vivemos sozinhos ou em comunidade? As nossas ações têm efeito só em nossas vidas, ou nas vidas das outras pessoas também? Do que precisamos para viver bem com outras pessoas? Como devemos agir para melhorar a convivência em casa, na escola e na comunidade? O que podemos fazer para melhorar a vida em nosso planeta? E então, com base na música que ouvimos e nesta conversa que estamos tendo, para vocês, o que é ser cidadão? As crianças começarão dizendo o que já sabem e deverão também pesquisar no dicionário, perguntar a outros adultos da escola etc. A partir da discussão, as crianças sistematizarão com suas palavras a definição de cidadania. Leitura e interpretação do texto Você não está sozinho e Fazendo um mundo melhor. Em seguida, as crianças escutarão novamente a música e a professora questionará qual a relação entre a música, os textos e o conceito de cidadania que eles construíram. A professora dividirá a turma em equipes e cada equipe escolherá uma maneira de apresentar o que entendem por cidadania para a turma, pode ser através de desenhos, coreografias, cartazes, paródias, dramatizações etc.;
·         Na rodinha, apresentar às crianças a frase Cidadania é quando... e solicitar que as crianças a completem de acordo com o que pensam. Em seguida, apresentação e leitura do poema Cidadania é quando..., de Nilson José Machado, interpretação e ilustração do mesmo;
  • Em uma roda de conversa, questionar as crianças: e se o mundo fosse governado pelas crianças, como seria? Audição, leitura e interpretação da música Depende de nós, de Sérgio Mendes. Produção de texto, desenho, colagem, pintura  e montagem de um painel com o mesmo título;
·          Na rodinha, apresentar às crianças uma sacola surpresa, cheia de objetos. Em seguida, mostrar os objetos às crianças e questionar o nome de cada um (dentre estes objetos, é importante que haja alguns repetidos). Após a apresentação de todos os objetos, pedir que cada criança diga o seu nome próprio. Continuar questionando: vimos que alguns objetos estavam repetidos e tinham o mesmo nome, como podemos fazer para diferenciá-los? E em nossa turma, temos crianças com os nomes iguais? Quando as pessoas têm o mesmo nome, o que as diferencia? Ouvir a opinião das crianças e falar que elas escutarão uma música que fala sobre isso, por isso devem prestar atenção para ver se a música diz a mesma coisa que eles. Audição da música Gente tem sobrenome, de Toquinho e Elifas Andreato, interpretação da mesma a partir da comparação da sua letra com as opiniões emitidas pelas crianças. Questionamentos: quais das pessoas citadas na música, vocês conhecem? Qual é o sobrenome de cada criança da nossa turma (caso as crianças não saibam, a professora lerá para elas)? Por que é importante que todas as pessoas tenham um nome? Explicar às crianças que quando elas nasceram, seus pais escolheram o seu nome e foram ao cartório registrá-las. Apresentar uma certidão de nascimento às crianças, explicando a importância deste documento para o exercício da cidadania. Retomada da Declaração Universal dos Direitos da Criança, enfocando o princípio 3: “A criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade”;
  • Em uma roda de conversa, trabalhar a importância do nome de cada um. Perguntar quem o escolheu, o motivo da escolha, o significado, quem tem apelido, quem o colocou etc. Caso a criança não saiba, passar como pesquisa (pedir às famílias que contem às crianças a história dos seus nomes). Ao abordar a questão dos apelidos, é importante ressaltar a importância do respeito, evitando chamar o colega por apelido, se o mesmo não gostar. A partir da leitura do poema O Nome da Gente, de Pedro Bandeira, questionar às crianças: como seria se todos escolhessem o próprio nome quando adultos? E, se assim fosse, como poderíamos chamar alguém sem uma identificação tão própria como é o nosso nome? Se você pudesse trocar o seu nome, qual escolheria e por quê? Produção de acrósticos a partir do nome das crianças (nas turmas das crianças alfabetizadas) e, na Educação Infantil, realização de atividades como: pesquisa em revistas, recorte das letras dos nomes e montagem de cartaz com os nomes das crianças da turma; bingo com os nomes; escrita dos nomes das crianças espalhados pelo pátio, com letras grandes, para  que cada uma procure o seu;
·         Realização da atividade Solidariedade é...: traga para a roda de conversa uma tira de papel kraft ou cartolina com 10x40cm, com a palavra SOLIDARIEDADE escrita em letra bastão. Mostre-a para as crianças e fale que você trouxe uma palavra muito interessante para o grupo. Pergunte se todos sabem o que está escrito. Se disserem que sabem, pergunte-lhes o que ela quer dizer. Leia a palavra para elas e pergunte quem sabe o que significa. Amplie as possibilidades de significações trazidas pelas crianças com mais questionamentos. Por exemplo: solidariedade é ser bondoso? Ajudar a mamãe? Auxiliar os amigos quando precisam de alguma coisa? Ajudar alguém quando está com dificuldade? Dividir as coisas que estão sobrando? Fazer bem à natureza e aos animais? Conversar com alguém que está triste? Dando continuidade à conversa, escreva no quadro ou no papel kraft a frase Solidariedade é... e faça uma lista com as respostas dadas pelas crianças. Distribua folhas de papel ofício e materiais de pintura e peça que façam um desenho para representar a solidariedade. Organize uma nova roda de conversa para que a turma possa mostrar e falar sobre suas produções. Encaminhe os diálogos para que todos tenham oportunidade de se expressar. Ao final, fixe na parede da sala ou do corredor uma faixa com a frase Solidariedade é... e, logo abaixo, as produções dos pequenos. Peça a ajuda da turminha na montagem do mural;
·         Exercite com as crianças por meio de encenações, a prática da solidariedade. Antes, escreva com elas pequenas encenações que contenham uma pessoa com dificuldade e outras para ajudá-la. Crie situações em que a solidariedade, a compreensão e o amor sejam necessários, como um idoso ou uma pessoa com deficiência visual querendo atravessar a rua, uma pessoa com braço ou perna engessados precisando de um lugar para se sentar, uma mãe com um bebê no colo aguardando na fila do banco etc. Estimule as crianças a fazer os dois papéis, tanto o de quem ajuda como o de quem é ajudado;
·         Em uma roda de conversa, pergunte as crianças quem faz os trabalhos domésticos em sua casa. Questione-as sobre de que maneira podem ajudar a mãe ou a pessoa responsável por estas tarefas. É importante ressaltar os cuidados necessários para evitar acidentes domésticos com facas, fogo, produtos químicos etc. Produza com as crianças uma lista de coisas que elas podem fazer para ajudar em casa e passe, com letra bastão e reproduza. Entregue uma cópia para cada criança, para que elas possam levar para casa. Incentive as crianças a conversar com suas mães ou responsáveis sobre a possibilidade de ajudarem em casa um dia por semana, realizando uma das tarefas listadas em sala de aula;
·         Jogo Solidariedade no dia a dia: divida as crianças em grupos de 04 ou 05 componentes e entregue-lhes um jogo de cartas com uma situação problema e as sugestões para ela (nos anexos). Explique-lhes que eles terão que escolher uma carta com o problema e observar as soluções sugeridas para chegar a uma conclusão de qual é a solução mais adequada para aquela situação. Depois que os grupos terminarem as discussões e chegarem às conclusões que acharem melhor, questione-os com relação a qual tipo de situação-problema tiveram que resolver, se acharam difícil a escolha de uma solução e por que acreditam ser aquela a melhor. Pergunte-lhes quais outras soluções eles teriam para tais situações;
·         Atividade Mãozinhas Mágicas: na rodinha, inicie uma conversa que estimule as crianças a dizerem o que pensam e o que sentem quando estão felizes. Em seguida, os alunos deverão carimbar uma das mãos em uma folha de ofício. Escolha a técnica mais adequada ou a que você considere mais interessante. Ex.: contorno e colagem com areia, impressão com tinta guache etc. Quando terminarem, um aluno por vez deverá dizer ao grupo uma boa e uma má ação que aquela mãozinha já praticou. Monte um painel escrevendo as boas ações feitas pelas crianças. Em volta das palavras, desenhe um grande coração e peça que as crianças colem suas mãozinhas, formando uma moldura;
·         Em uma roda de conversa, estimule as crianças a falarem sobre respeito. Faça perguntas como: O que é respeito? De que maneira tratamos bem nossos amigos? O que seus amigos fazem que demonstra que sentem respeito por você? Quando um amigo falta com o respeito, o que ele diz? O que é respeito? Peça que cada criança diga uma situação de desrespeito de que não gosta. Entregue revistas à turma e peça que as crianças pesquisem gravuras que ilustram situações de respeito e desrespeito: às pessoas, ao meio ambiente etc.;
  • Realização de atividades que estimulem a demonstração de afeto e respeito entre as crianças. Exemplo: lanche coletivo, trabalhando a partilha e a solidariedade; Brincadeira do beijo, abraço ou aperto de mão (atenção, esta atividade não é recomendada para as crianças que estão na fase das mordidas); Conversa sobre a importância de demonstrarmos carinho pelas pessoas. Sugira que todos se abracem após aprenderem e cantarem a música A paz do mundo, de Thelma Chan; Hoje é dia de cafuné: as crianças fazem carinho na cabeça de um amigo. Elas podem fazer carinho na sua também e você nas delas; Que vontade de colinho: proponha que as crianças brinquem de “Nana neném” com seus amiguinhos; Sugira que as crianças inventem apelidos carinhosos para os colegas e escreva-os em um cartaz (só valem apelidos carinhosos, aqueles que ofendem o colega estão proibidos); Dinâmica do carinho na boneca: na rodinha, uma boneca passará pela mão de cada criança e cada uma deverá fazer um gesto de carinho nela. Depois que a boneca passar por todas as crianças, elas deverão fazer o mesmo carinho que fizeram na boneca no coleguinha que estiver sentado do seu lado direito;
  • Brincadeira Todo mundo junto: coloque vários colchonetes no chão formando um círculo (a quantidade varia conforme o número de alunos. Pode ser de dois a quatro, pois várias crianças sentarão em um mesmo colchonete). Peça aos alunos para se movimentarem em roda, fora dos colchonetes. Enquanto isso, coloque uma música bem animada para tocar. Quando a música parar, todos devem se sentar nos colchonetes. Na próxima rodada um colchonete é retirado e a música é colocada novamente. Novamente, as crianças deverão se sentar quando ela parar. Na terceira rodada, tire mais um colchonete e repita o mesmo procedimento. Como não caberão mais todas as crianças nos colchonetes restantes, elas terão de se sentar no colo dos colegas. Para finalizar, deixe somente um colchonete e, quando a música parar, todos devem dar um jeito de se sentar. Variação: você pode repetir esta brincadeira com folhas de jornal espalhadas em um espaço livre. Coloque uma música para as crianças andarem, desviando dos jornais. Quando o som parar, todos devem encostar uma parte do corpo solicitada por você em um jornal. A cada rodada retire uma folha até sobrar apenas uma (as crianças terão que encostar no mesmo jornal);
·         Em uma roda de conversa, questione as crianças sobre as atitudes que consideram adequadas e inadequadas dentro e fora da escola. Faça o papel de intermediador, permitindo que todas se expressem. Em seguida, questione as crianças a respeito da importância de preservar os espaços que habitam, que são utilizados não só por eles, mas também por colegas, familiares e demais pessoas (neste momento podem ser abordados temas como: limpeza e organização dos ambientes, uso racional da água e da energia elétrica, preservação do patrimônio público, cuidado com os materiais, carteiras, aparelhos, brinquedos etc.) é importante ainda levá-las a refletir sobre a necessidade de respeitar e ajudar as pessoas. Após este momento de exploração do tema, realização do jogo da memória “A arte da convivência”: Ainda na rodinha, realize a leitura das gravuras do jogo com as crianças, propondo que elas associem as mesmas ao tema trabalhado: boa convivência em casa, na escola ou em ambientes sociais. Permita que elas observem e comentem sobre as figuras. Em seguida, divida a turma em grupos de 04 alunos para que brinquem de jogo da memória com as cartas. A professora deve acompanhar o jogo com as crianças das turmas menores a fim de que elas se apropriem das regras do mesmo;
·         Em uma roda de conversa, a professora questionará as crianças se elas conhecem as “palavrinhas mágicas”. Quais são estas palavrinhas? Qual é a mágica que elas fazem? Apresentação da música Palavrinhas Mágicas, cantada por Eliana. A professora, perguntará se as palavrinhas mágicas da música são as mesmas que elas haviam mencionado anteriormente. Indagará também sobre situações nas quais estas palavras são usadas e se as crianças percebem a diferença em utilizá-las, como dizer “por favor” ou simplesmente pegar o material do coleguinha sem dizer nada. Em seguida, as crianças serão incentivadas a fazer encenações de situações nas quais as “palavrinhas mágicas” podem e devem ser usadas;
·         Atividade Caixa das Boas Maneiras. Antes de começar a atividade, decore uma caixa de papelão não muito grande para servir como “Caixa das Boas Maneiras”, onde serão guardadas as gravuras que estão nos anexos. Recorte-as e cole-as em cartolina. Na roda diária de conversa, apresente a caixa para a classe, explique o que ela guarda e peça que uma criança por dia retire uma ficha. Solicite que o aluno mostre aos demais colegas a carta retirada e questione-os se sabem o que a gravura representa. Converse um pouco sobre a atitude ilustrada e permita que as crianças se manifestem e dêem suas opiniões. Depois de explorar a gravura, guarde-a fora da caixa, para que todas possam ser lidas, sem repetição e só depois as guarde;
·         Realização do Jogo das Boas Maneiras: Desenhe com giz no chão um caminho com espaços onde serão colocadas as gravuras das boas maneiras (mesmas que serão utilizadas na Caixa das Boas Maneiras) e escritos os números para formar um jogo de trilha. Na primeira casa, escreva a palavra SAÍDA, depois numere os espaços na seqüência. A cada três casas, coloque uma gravura. Em algumas casas, desenhe uma flor. Os pinos de movimentação serão uma criança de cada grupo. Escreva as perguntas a seguir em pedaços de papel ofício e separe-os. PERGUNTAS: Você desembrulhou uma bala, mas não acha lixo para jogar o papel. O que deve fazer? / Um colega o empurrou. Você deve empurrá-lo também? / Você precisa de um lápis emprestado. Como deve pedi-lo?/Você levou um tombo e alguém o ajudou a levantar. O que você precisa falar para essa pessoa? / Você está passeando de ônibus, sentado em um banco confortavelmente. Chega uma pessoa de idade, o que você deve fazer? / Você pode jogar chiclete no chão? / Você pode passar na frente das pessoas em uma fila? / Você pode falar de boca cheia ou deve mastigar primeiro para depois falar? / A vizinha da casa onde mora sempre fala “bom dia” quando o vê passar de manhã. Isso é certo ou errado? / Você quebrou o vaso da sua mãe, o que deve falar para ela? O JOGO: Divida a turma em grupos. O primeiro participante joga o dado. O número da face virada para cima é a quantidade de casas em que ele deverá se movimentar. Se parar em uma casa que contenha a flor, a professora fará uma das perguntas para o seu grupo. Se a resposta dada estiver correta, o participante avança uma casa. Do contrário, ele deverá voltar um número. Caso pare em uma casa que contenha o desenho de alguma situação, a criança deve dizer se a atitude ilustrada está correta ou não. Se estiver errada, ela deve dizer qual seria a melhor atitude a tomar. Acertando, o jogador pode andar uma casa. Do contrário, volta uma. Vence o jogo a equipe que chegar ao final primeiro;
  • Realização do Jogo do Bolso dos Direitos e Deveres da Criança. Antes de começar o jogo questionar as crianças: para que serve um bolso? Quem tem bolso na roupa? O que você pode colocar no seu bolso? O que você tem no bolso? Apresentação do painel questionando como as crianças acham que será o jogo a partir dos bolsinhos e das fichas. Explicação do jogo: Fixar o painel na parede, dividir a turma em grupos de no máximo 4 crianças e entregar fichas  para elas. Todas devem receber. As crianças discutirão entre si qual bolso corresponde a cada fichinha. Em seguida devem colocar cada ficha no respectivo bolso. Quando terminarem, a professora irá pegando as fichas uma a uma e questionando à turma se realmente aquele dever corresponde àquele Direito da criança;
  • Realização do jogo da trilha: Toda criança tem direito a... PREPARO: Em uma cartolina, a professora confeccionará um jogo da trilha com os direitos da criança, pintando os espaços de verde, amarelo e vermelho e colando nos espaços verdes as gravuras dos direitos da criança. MATERIAL: Um dado, o tabuleiro, peões (que podem ser feitos com tampinhas de garrafa PET). DESENVOLVIMENTO: A turma será dividida em equipes de no máximo 04 crianças para a realização do jogo. REGULAMENTO: cada equipe deverá lançar o dado respeitando a sua vez. Avançar, retroceder ou permanecer no lugar de acordo com a cor da casinha. Vermelho: volta uma casa. Amarelo: permanece na mesma casa. Verde lê o direito e avança uma casa;
·         Produção de um livro de história coletivo a partir das discussões a respeito dos direitos e deveres das crianças, nas turmas de Educação Infantil a professora poderá ser a escriba e as crianças as autoras e ilustradoras;
  • Confecção do Livro dos Direitos e Deveres da Criança;

  • Momento de humor! Leitura e interpretação do texto Declaração universal do moleque invocado, de Fernando Bonassi. E então, que tal sugerir às crianças que elas também escrevam sua própria declaração de criança invocada? Explique que a intenção delas ao criar esta declaração será a de provocar o riso nos leitores, no caso, a comunidade escolar. Oriente a turma a fazer uma lista das coisas que elas mais gostam e procurar transformá-las em declarações interessantes e cheias de humor. Elas também podem fazer uma ilustração para cada declaração que forem criando. Depois que todos os trabalhos ficarem prontos, elas poderão montar um varal: o varal da criança invocada. Este varal pode ser montado na sala de aula ou nos corredores da escola/creche a fim de que todos possam conferir a criatividade da e se divertir com os trabalhos;
  • Em uma roda de conversa, explorar com as crianças o significado da palavra RESPONSABILIDADE. Questionar, por exemplo: Quem é responsável pela organização da creche/escola? Quem é responsável pelos trabalhos da sala de aula? Quem é responsável pela arrumação da casa? Quem é responsável pela limpeza das ruas? Quem é responsável pela educação dos filhos? Quem é responsável pelo preparo da merenda da creche/escola? Quem é responsável pela organização do trânsito da cidade? É um elogio quando falamos que uma pessoa não tem responsabilidade?Por quê?Como é chamada uma pessoa que não tem responsabilidade? Quem sabe dizer o que é ser responsável?É importante ser responsável? Por quê? Crianças também devem ter responsabilidades? Quais? (Importante: ao final desta discussão, as crianças devem ter percebido que a responsabilidade deve ser partilhada por todos que querem ajudar o mundo a ser um lugar melhor.) Elaboração de uma lista de responsabilidades das crianças: na escola, em casa, na comunidade e divisão da turma em equipes para elaboração de faixas com frases e ilustrações que estimulem as crianças a serem responsáveis;
  • Leitura do texto Uma menina do seu tamanho, de Ana Maria Machado. Questionamentos: vocês já se sentiram como a menina deste texto?Quando vocês se sentem pequenos? Quando vocês se sentem grandes?Que tal se a nossa turma criasse uma lista das coisas que vocês podem e não podem fazer devido ao seu tamanho? As crianças irão falando e a professora registrará em dois cartazes. Em seguida, a professora apresentará às crianças um texto semelhante, produzido por crianças de 07 e 08 anos. Qual a opinião das crianças sobre este texto? Em que ele se parece com o texto que elas construíram?
  • Realização de um fórum de discussão cujo foco seja o debate sobre os direitos e deveres da criança. As turmas serão divididas em grupos identificados por cores. Cada grupo ficará sob a responsabilidade de uma ou duas professoras, discutirá dois princípios da Declaração Universal dos Direitos da Criança e criará uma maneira de apresentá-los aos colegas dos outros grupos, no momento da plenária final. Ao final do tempo estipulado para a discussão, os grupos se reunirão em uma plenária e cada grupo apresentará a síntese da discussão realizada por meio de dramatizações, cartazes, paródias etc.;
  • Na rodinha, questionar: O que é ser igual? O que é ser diferente? Realização da brincadeira do espelho: divisão da turma em duplas. As crianças terão que imitar umas às outras, uma dupla de cada vez, no centro da rodinha. A professora deve questionar a cada criança: O que você tem de igual ao seu colega? O que você tem de diferente? Leitura e interpretação do texto Não somos figurinhas!, de Claúdia Werneck questionando as crianças se elas concordam com a menina ou não e por quê;
  • Dinâmica das cores: leve um aparelho de som para a classe e coloque uma música suave. Espalhe vários gizes de cera de várias cores no centro da rodinha e peça que cada criança escolha a cor que mais lhe agrada. Haverá cores iguais e cores diferentes. Converse com elas sobre como seria o mundo se tudo fosse de uma só cor... Azul, por exemplo; e se tudo fosse amarelo? Ou vermelho? Será que elas comeriam uma banana azul? Ou uma laranja roxa? Sim? Não? Por quê? Você pode perguntar se é bom haver cores diferentes e por quê. Depois, peça às crianças que caminhem pela sala ao som de uma música calma e observem uns aos outros. Assim como as cores, cada um é diferente. Muitas coisas variam: cor e tipo de cabelo, formato e cor dos olhos, tamanho e formato do nariz, altura, cor da pele... Pergunte que cor de giz de cera é mais parecido com a cor da pele de cada um (Caso alguma criança diga que sua cor é “feia”, procure fazê-la se sentir valorizada. Este momento será propício para melhorar a auto-estima dessa criança). Valorize de modo positivo as características de cada um;
·         No pátio, dramatização da história Menina bonita do laço de fita, de Ana Maria Machado  pelas professoras para todas as crianças da creche/escola. Na sala, questionar as crianças sobre o que elas acharam da história. Dar oportunidade para que a recontem, imitem as personagens, façam o desenho da cena ou personagem que mais gostaram. Questionar: Por que será que as pessoas têm a cor da pele diferente? Na nossa sala, todos têm a mesma cor de pele? A professora deve estimular  a curiosidade das crianças, instigando-as a pensar sobre o assunto, mas não deve dar respostas, nem dizer quem acertou ou errou. Irá simplesmente convidar as crianças a pensar sobre o que viram na peça para que descubram a resposta.  Só depois de deixar as crianças chegarem às suas  conclusões, explicar que a cor da nossa pele, dos nossos cabelos e dos nossos olhos depende de um pigmento chamado melanina:  quanto mais melanina há na pele, mais escura ela é. Ela age como se fosse o nosso “guarda-sol natural”: uma barreira de proteção ao sol;
·         Leitura do poema Diversidade, de Tatiana Belinky, interpretação montagem de um painel com o mesmo título, a partir de gravuras recortadas de revistas;
  • Dispor no centro da rodinha várias fotos de pessoas com características físicas distintas para que as crianças se reconheçam (ou não) no material exposto. Colocar a música Cada um é como é, de Toquinho e relacioná-la com as gravuras e a discussão realizada em classe, ressaltando que ser diferente não significa ser melhor nem pior, mas ser único;
  • Conversa sobre a origem do carvão. Quem sabe qual a origem do carvão? Como ele é feito? Etc. É importante incentivar a pesquisa das crianças (livros, dicionário, perguntando a outros adultos da instituição etc.) e socializar as descobertas. Após este momento, a professora deverá informar às crianças que elas trabalharão com um texto intitulado Os filhos do carvão, de Cristina Porto, Iolanda Huzak e Jô Azevedo. Em seguida, irá questioná-los: Do que será que este texto vai falar? (a professora deve anotar todas as opiniões das crianças e favorecer a fala delas sem se preocupar em dizer o que está “certo” ou “errado”). Em seguida o texto será lido, interpretado e cada criança terá a oportunidade de checar se a sua hipótese foi confirmada ou não.  Coletivamente, as crianças identificarão qual dos seus direitos está sendo desrespeitado na situação relatada no texto. Realização de momento de artes em que as crianças desenharão utilizando carvão, finalizando com a montagem de um painel coletivo;
  • Realização do momento: Vamos ouvir uma história? Ainda promovendo a reflexão sobre os direitos das crianças a professora, de maneira bem criativa, contará para as crianças a história da menina Savita (texto A carta de Savita, de Joe Hoestland).  É interessante trabalhar com o mapa-múndi, solicitando que as crianças localizem a Índia e o Brasil. Os problemas que as crianças indianas enfrentam são semelhantes aos das brasileiras? ;
  • Apresentação da música Criança não trabalha, de Arnaldo Antunes. Leitura e interpretação da mesma, questionando as crianças acerca da afirmação que criança dá trabalho. Elas concordam com esta idéia? De acordo com as discussões que foram realizadas sobre os direitos e deveres da criança, as crianças devem dar trabalho ou não? Criação de desenhos, colagens, coreografias etc. a partir da música;
  • Realização da leitura e interpretação do texto Sem casa, de Roseana Murray, estabelecendo a relação ao direito à moradia e proteção e à realidade observada nas ruas da nossa cidade. Confecção da dobradura da casa;
  • Na rodinha, propor às crianças que respondam as seguintes questões: O que é ser criança? É bom ser criança? Por quê? A professora deverá registrar as respostas das crianças em um cartaz e deixar o mesmo exposto na sala. Em seguida, propor que se expressem sobre estas questões da maneira como preferirem: através de textos, colagens, desenhos etc. Os trabalhos deverão ser socializados com o grupo e organizados em um painel;
  • Construção de gráficos que representem coisas que as crianças gostam, a partir de pesquisas com a turma: qual a sua brincadeira favorita, qual o doce preferido, qual a história mais legal que você conhece etc. (o gráfico pode ser feito com caixinhas de fósforo). Utilização dos gráficos para elaboração de situações-problema envolvendo adição e subtração;
  • Realização de oficinas de culinária com as crianças para preparar guloseimas infantis como bolo de chocolate, gelatina, brigadeiro etc. Trabalho com as receitas, explorando este gênero textual, as quantidades utilizadas, a origem dos ingredientes, as transformações químicas e físicas sofridas durante o processo etc. e também os cuidados com a higiene ao preparar alimentos, com a segurança ao cozinhar e com os impactos ambientais causados pelo lixo;
  • Realização de oficinas de construção de brinquedos com sucata. Na rodinha, apresente às crianças esta proposta. Questione-as sobre o reaproveitamento de embalagens para criar brinquedos, os materiais que eles poderão utilizar, quais os brinquedos poderão construir e como farão isso. Criem um plano de ação para a realização desta atividade: marquem a data e distribuam as atribuições. No dia marcado, transformem a sala em um “ateliê de alegria” em que as crianças construirão os brinquedos que imaginaram. Ao final, peça que as crianças digam o que acharam da experiência e apresentem seus brinquedos, relatando todas as etapas e os materiais utilizados. Montem uma exposição com o material confeccionado;
  • Na rodinha, conversa sobre a brincadeira esconde-esconde: como se brinca? Quem gosta dela ou não? Por quê? Divisão da turma em grupos e entrega das gravuras representando esta brincadeira para que as crianças as sequenciem logicamente. Socialização das formas como cada grupo organizou as gravuras. Produção de texto a partir das gravuras (por grupo) e apresentação na rodinha. Em seguida, realização da leitura do texto Esconde-esconde, de Maurício de Sousa e comparação do mesmo com os textos que elas produziram. O que eles têm em comum? O que têm de diferente? Etc. Realização da brincadeira com as crianças;
  • Leitura do texto Cabra-cega, de Eva Furnari. Realização da brincadeira e, em seguida, na rodinha, questionar às crianças: qual é o nome desta brincadeira? Vocês gostaram de brincar? Por quê? O que é necessário para brincar de cabra-cega? Vamos escrever um texto explicando como se brinca? Produção de texto coletivo e criação de um cartaz (nas turmas das crianças menores, a professora será a escriba). Realização da dinâmica batata-quente, em que as crianças tirarão da caixinha curiosidades sobre a brincadeira realizada. Ex: A brincadeira cabra-cega existe há muitos e muitos anos. / Dependendo do lugar, a brincadeira tem nomes diferentes. / Na Espanha, chama-se galinha-cega. / Na Alemanha, recebe o nome de vaca-cega. / Em Campinas, cidade do estado de São Paulo, é chamada de cobra-cega. / Em Ponta de Pedras, cidade da Ilha de Marajó, no Pará, tem o nome de pata-cega. Localização dos lugares citados nos mapas políticos  do Brasil e do mundo;
  • Leitura do poema Infância, de Sônia Miranda. Interpretação do texto e identificação das rimas, destacando-as com giz de cera ou lápis de cor. Realização da brincadeira barco das rimas com as palavras destacadas: na rodinha, a professora explicará que um barquinho de papel de papel passará pelas mãos de todas as crianças. Para o barquinho “navegar”, cada criança deverá falar uma palavra que rima com a palavra que a professora falar inicialmente;
  • Realização da brincadeira Use a sua imaginação: na rodinha, a professora entregará objetos às crianças e pedirá que elas usem a imaginação e digam uma nova utilidade para eles (não pode ser a utilidade usual). Exemplo: um lenço pode virar um lençol de cama de boneca, uma cadeira pode virar um cavalo etc. Em seguida, apresentação da música O pano encantado, de Lu Chamusca e dramatização da mesma utilizando tiras de TNT ou lençóis para representar o pano encantado. Confecção de esculturas com jornal e exposição das produções das crianças;
  • Conversa com as crianças falando que elas lerão um texto chamado Casa da vovó. Sobre o que elas acham que este texto vai falar? Se elas fossem escrever um texto sobre a casa das suas avós, o que elas falariam nele? Quantos deles têm avó, ou avô? Como é a relação deles com os avós?  Leitura e interpretação do texto Casa da vovó, de Cláudio Thebas. Criação de brinquedos com sabugo de milho, retalhos, casca de melancia (bonecos), meias velhas, gravetos etc.;
·         Contação da história Cachinhos de ouro. Interpretação da mesma, explorando a forte relação familiar existente entre os ursos e levando as crianças a refletirem sobre as ações da menina com perguntas como: podemos entrar na casa das pessoas sem sermos convidados? E mexer nas coisas que não são nossas? Como será que a família de ursos se sentiu com a invasão da Cachinhos de ouro? Realização de questionamentos sobre a importância da família na vida de uma criança e a maneira como são estruturadas as famílias de cada criança da turma, relembrando o sexto princípio da Declaração: “Toda criança tem direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade. Ela deverá crescer com o amparo de seus pais ou de seu responsável legal, em um ambiente de afeto e segurança.”. Desenho dos membros da família e pesquisa em revistas para pesquisa e colagens com recortes de pessoas que se pareçam com os membros da própria família. Na rodinha, solicitar que cada criança apresente o seu trabalho;
·         Contação da história de Chapeuzinho Vermelho, propondo às crianças uma  reflexão sobre o papel do idoso na sociedade. Quais são os direitos das pessoas idosas? Como as pessoas idosas devem ser tratadas pelas crianças? Como Chapeuzinho Vermelho tratava a sua avó? Quais os sentimentos que ela demonstra ter pela sua avó? Produção de textos e desenhos em que as crianças se expressem sobre esta temática;
  • Brincadeira: Amarelinha. Faça uma roda com os alunos e pergunte a eles: Quem conhece a amarelinha? Quais os tipos de amarelinha que conhecem?  Deixe que desenhem como elas são.  Como se joga a amarelinha?  Como podemos organizar essa brincadeira? Como se decide quem joga primeiro? Após levantar o que os alunos sabem sobre essa brincadeira, a professora pode propor que todos vão conhecer uma amarelinha. Pode-se iniciar explorando com as crianças somente a maneira de pular, uma vez que não é simples esse pular, elas precisam coordenar muitas ações ao mesmo tempo. Num outro momento então, pode-se ensiná-las como é a brincadeira. Enquanto algumas crianças são convidadas a iniciar, as demais observam sentadas em círculo ao redor do diagrama. Uma criança também pode auxiliar a outra. Ao final, reúna a turma para fazer um fechamento da atividade: pode ser uma roda onde os alunos falem sobre como foi jogar, o que foi fácil e o que foi difícil, tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez, ou realizar um desenho da brincadeira, ou ainda produzir um texto coletivo sobre as regras aprendidas. Repita a brincadeira, pelo menos umas quatro vezes, para que todas as crianças tenham oportunidade de aprender a brincadeira e superar suas dificuldades, vencendo os desafios propostos, bem como, apreender todas as regras;
  • Peça que cada criança converse em casa com os pais, tios, avós etc. sobre os brinquedos que mais marcaram suas infâncias e as brincadeiras que costumavam fazer. Peça que anotem tudo que eles disserem e, se necessário, façam um desenho que explique a brincadeira.  Em classe, após a socialização da pesquisa, realize a leitura do texto não verbal com as imagens dos “brinquedos de antigamente”. Quais destes brinquedos ainda são usados atualmente? Algum destes brinquedos foi citado nas pesquisas que eles fizeram com seus familiares? Eles já brincaram com algum destes brinquedos? Existe alguma diferença entre os brinquedos de antigamente e os da atualidade? Qual (is)?
  • Conversa com as crianças sobre a origem dos brinquedos a partir das questões: vocês já pensaram como os brinquedos são criados? Como vocês imaginam que a bola foi inventada? E a bicicleta? Qual será o brinquedo mais antigo do mundo? Leitura e interpretação do texto A história do homem, com suas guerras e invenções, está nos brinquedos que você curte em casa, de Rita Aciolo e Veruska Narikawana. Criação de uma tabela para sistematizar os dados apresentados no texto: BRINQUEDO/ QUANDO FOI CRIADO?/ DE QUE ERA FEITO? Esta tabela deve ser transcrita para um cartaz e ficar exposta na sala de aula podendo ser utilizada na realização de atividades matemáticas. Ainda enfocando a criação de brinquedos, pode ser contada a história ou apresentado o DVD de Pinóquio para as crianças;
  • Atividade de pesquisa: em casa, perguntar aos pais, tios, avós, como foi a infância deles, o que foi mais marcante? Em classe, a professora promoverá a socialização das pesquisas e apresentará às crianças o poema Infância, de Carlos Drummond de Andrade. Após a interpretação do mesmo, solicitar que as crianças ilustrem a estrofe que mais gostaram. No momento da socialização dos desenhos, pedir que as crianças justifiquem suas escolhas e relacionem o texto com a própria infância;
  • Leitura, interpretação e realização de brincadeiras apresentadas em textos instrucionais (é importante identificar com as crianças quais são as características deste gênero textual e qual a sua função). Ver textos: Bola na parede, Seu lobo, Estátua e Chicotinho queimado;
  • Produção de uma cartilha com as brincadeiras favoritas da turma: proponha às crianças a confecção de uma cartilha com as suas brincadeiras favoritas. A escrita será desenvolvida em duas etapas. Primeiro, pergunte às crianças quais são as brincadeiras de que elas mais gostam e faça uma lista das mesmas no quadro. Em seguida, peça que as crianças se dividam em grupos e que cada grupo escolha brincadeiras da lista (coordene a distribuição das brincadeiras pelos grupos a fim de evitar repetições). As crianças deverão produzir textos que expliquem passo a passo as etapas das brincadeiras, para tanto, será necessário que elas relembrem o lugar ideal para realizar a brincadeira; a quantidade de participantes; se há necessidade de algum material; o objetivo a ser alcançado e as regras da brincadeira. Realize a revisão e reescrita coletiva dos textos antes que os mesmos sejam transcritos para a cartilha. Sugira que elas ilustrem as brincadeiras e monte com eles a cartilha;
  • Pintura, recorte e montagem do quebra-cabeça do menino brincando com o cavalinho de pau. Brincadeira com cavalinhos de pau feitos com cabos de vassoura no pátio;
  • Em uma roda de conversa, questione as crianças: como vocês imaginam que sejam os jogos e brinquedos usados pelos índios brasileiros? Será que eles têm brinquedos parecidos com os nossos?  Leitura e interpretação do texto Brincadeira na aldeia. Confecção de bilboquê com sucata (ver anexos);
  • Agora que as crianças já identificaram as brincadeiras favoritas da turma, realize com elas a leitura do texto Do que você gosta de brincar?, de  Marilene Felinto para que elas conheçam  como crianças de diversas regiões do Brasil brincam e comparem a sua realidade com a delas. Nesta oportunidade, é interessante trabalhar com o mapa político do Brasil e solicitar que as crianças localizem as cidades e estados citados no texto; Promova também a discussão sobre a questão suscitada no texto: Essa brincadeira é de menino ou menina? Realmente existem brincadeiras exclusivas de meninas ou meninos? Quais são elas? Confecção de um cartaz com a lista dos nomes que as crianças elencaram como sendo de brincadeiras de meninos e de brincadeiras de meninas;
  • Em uma roda de conversa, retomar com as crianças a lista que elas fizeram com as “brincadeiras de meninos e de meninas”. Explicar que elas lerão um texto em que dois irmãos discutem sobre este assunto, será que eles pensam como as crianças? Leitura e interpretação do texto Faca sem ponta, galinha sem pé, de Ruth Rocha e realização da dinâmica júri simulado (orientações nos anexos) para que as crianças reflitam e discutam a existência ou não de brincadeiras exclusivas de meninos ou meninas;
·         A transmissão de valores de igualdade e respeito entre as pessoas de sexos diferentes é uma das responsabilidades do educador. É preciso estar atento para combater os padrões estereotipados dos papéis do homem e da mulher. Ao repetir um clichê como “menino não chora”, difundem-se valores equivocados e preconceituosos. Atividades: Futebol misto é uma maneira de integrar as crianças e fazê-las perceber que todas podem jogar juntas. Divida a turma em equipes heterogêneas e inicie o jogo; Comece um bate-papo com as crianças sobre o que os pais fazem (profissão, lazer, trabalhos domésticos etc.). Proponha então uma brincadeira de faz de conta deixando que as crianças escolham seus papéis e se caracterizem com roupas de adulto (que podem ser solicitadas aos pais com antecedência). Observe como elas exploram os papéis masculinos e femininos. Depois, continue a conversa fazendo perguntas como: quem na sua casa trabalha mais?, De quem é a obrigação do trabalho de casa e de ganhar dinheiro?, O que eu posso fazer em casa para ajudar?, Menino pode fazer as mesmas coisas que menina?, Nessa proposta, o importante não é ensinar ou mudar o brincar das crianças em relação às questões de gênero, mas conversar sobre o assunto ampliando o olhar delas sobre o tema;
  • Leitura do texto O mundo é pequeno, de Adriana Barsotti. Como atividade de pré-leitura, explore as idéias que as crianças têm a partir do título e registre no quadro para posterior verificação das hipóteses. Apresente o mapa-mundi para que as crianças localizem os países citados no texto. Em seguida, proponha que as crianças ilustrem as partes do texto que mais gostaram e exponham os desenhos na sala;
  • Realização de uma “sessão de cinema” na creche/escola com o filme O Menino Maluquinho, de Ziraldo. Para que esta atividade fique bastante interessante, vale a pena investir na arrumação da sala que será o cinema, colocar um cartaz no pátio da creche/escola anunciando o filme e os horários das “sessões”, fantasiar uma professora como “Dona do cinema”, preparar ingressos e saquinhos de pipoca que podem ser trocados por dinheiro de mentira etc.;
  • Realização de gincana na semana da criança, ressaltando o direito à brincadeira;
  • Montagem de um jornal-mural. Questione às crianças se elas sabem o que é um jornal-mural. Em seguida, proponha que a turma construa um coletivamente. Escolha com eles um nome e um local adequado para montar o jornal (pode ser o pátio da escola, a sala de leitura, a sala de aula etc.). Exponha os trabalhos produzidos no decorrer do projeto de forma a possibilitar uma leitura prazerosa. Para isso, eles deverão estar bem organizados e agrupados por assunto. Assim, em uma seção deverão estar os cartazes referentes aos direitos da criança. Em outra, os recortes de imagens e de artigos ilustrativos de situações relacionadas ao respeito e ao desrespeito a esses direitos. E, na terceira seção, os textos produzidos pelas crianças. Dêem um título a cada seção. Convidem as outras classes para ver e ler o jornal-mural. A apreciação dos trabalhos de vocês resultará, sem dúvida, em verdadeiras lições de cidadania;
       RECURSOS
  • Fichas da Declaração Universal dos Direitos das Crianças;
  • Cópias dos textos e jogos sugeridos no projeto;
  • CD com músicas do projeto;
  • Cartolina;
  • Papel Kraft;
  • Papel ofício;
  • Tinta guache;
  • Pincel;
  • Hidrocor;
  • Giz de cera;
  • Carvão;
  • TNT;
  • Revistas e jornais;
  • Cola;
  • Tesoura.


ANEXOS:


Letras das músicas de Toquinho e Elifas Andreato – CD Canções de Todas as Crianças – cada música apresentada neste CD corresponde a um dos direitos da criança.


GENTE TEM SOBRENOME

“A criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade”. (Princípio 3)

Todas as coisas têm nome
Casa, janela e jardim
Coisas não têm sobrenome
Mas a gente sim

Todas as flores têm nome
Rosa, camélia e jasmim
Flores não têm sobrenome
Mas a gente sim

O Chico é Buarque, Caetano é Veloso
O Ari foi Barroso também
E tem o São Jorge, tem o Jorge Amado
Tem outro que é o Jorge Ben

Quem tem apelido, Dedé, Zacarias
Mussum e a Fafá de Belém
Tem sempre um nome e depois do nome
Tem sobrenome também

Todo brinquedo tem nome
Bola, boneca e patins
Brinquedos não têm sobrenome
Mas a gente sim

Coisas gostosas têm nome
Bolo, mingau e pudim
Doces não têm sobrenome
Mas a gente sim

Renato é Aragão, o que faz confusão
Carlitos é o Charles Chaplin
E tem o Vinícius, que era de Moraes
E o Tom Brasileiro é Jobim

Quem tem apelido, Zico, Maguila
Xuxa, Pelé e He-man
Tem sempre um nome e depois do nome
Tem sobrenome também

BÊ-A-BÁ

“A criança tem direito à educação para desenvolver as suas aptidões, suas opiniões e o seu     sentimento de responsabilidade moral e social.” (Princípio 7).
Quando a gente cresce um pouco
É coisa de louco o que fazem com a gente:
Tem hora pra levantar,
hora pra se deitar,
Pra visitar parente.
Quando se aprende a falar,
se começa a estudar,
Isso não acaba nunca.
E só vai saber ler,
só vai saber escrever
Quem aprender o bê-a-bá.
E além do abecedário,
um grande dicionário
Vamos todos precisar:

Com A escrevo amor,
com B bola de cor,
Com C eu tenho corpo, cara e coração.
Com D ao meu dispor escrevo dado e dor,
Com E eu sinto emoção!
Com F falo flor,
com G eu grito gol
Com H de haver eu posso harmonizar.
Com I desejo ir,
com J volto já,
com L tenho luar.
Com M escrevo mão, mamãe, manjericão,
Com N digo não e o verbo nascer.
Com O eu posso olhar,
com P paparicar,
Com Q eu quero querer.
Com R posso rir,
Com S sapoti,
Com T tamanduá,
com U Urubupungá.
Com V juro que vi,
com X faço xixi,
No fim o Z da zebra.

NATUREZA DISTRAÍDA

“A criança deficiente tem direito à educação e cuidados especiais.” (Princípio 5)
Como as plantas somos seres vivos,
Como as plantas temos que crescer.
Como elas, precisamos de muito carinho,
De sol, de amor, de ar pra sobreviver.

Quando a natureza distraída
Fere a flor ou um embrião,
O ser humano, mais que as flores,
Precisam na vida
De muito afeto e toda compreensão.

CASTIGO NÃO

 “A criança não deve ser abandonada, espancada ou explorada, não deve trabalhar quando isso atrapalhar a sua educação, saúde e o seu desenvolvimento físico, mental ou moral.” (Princípio 9)

Um dia você crescerá,
Será gente grande também.
Depois você vai namorar,
Gostar muito, muito de alguém.
E quando você se casar
Virá com certeza um neném.

Não deixe nunca seu filho sozinho,
Sem proteção.
Castigos não fazem ninguém mais bonzinho,
Não fazem, não.

Não levante a voz
Nem levante a mão.
Não bata, não xingue
Nem dê beliscão.
Não trate as crianças
Como bem entender.
Gritos não vão resolver.

Criança que apanha
Não aprende a lição.
Com jeito ela vai aprender.

IMAGINEM

 “A criança deve ser protegida do preconceito, deve ser educada com o espírito de amizade entre os povos, de paz e fraternidade, deve desenvolver as suas capacidades para o bem dos seus semelhantes.” (Princípio 10)

Imaginem todos vocês
Se o mundo inteiro vivesse em paz.
A
natureza talvez
Não fosse destruída jamais.

Russo, cowboy e chinês
Num só país sem fronteiras.
Armas de fogo, seria tão bom,
Se fossem feitas de isopor.
E aqueles mísseis de mil megatons
Fossem bombons de licor.

Flores colorindo a terra
Toda verdejante, sem guerra.
Nenhum seria tão rico,
Nem outro tão pobrinho:
Todos num caminho só.

Rios e mares limpinhos,
Com peixes, baleias, golfinhos.
Faríamos as usinas e bombas nucleares
Virarem pão-de-ló.

Imaginem todos vocês
Um mundo bom que um beatle sonhou.
Peçam a quem fala Inglês
Versão da canção que John Lenon cantou

ERRAR É HUMANO

 “A criança tem direito a ser compreendida, deve ter oportunidade de se desenvolver em condições de igualdade de oportunidades, com liberdade e dignidade.” (Princípio 2)

Não, não é vergonha, não,
Você não ser o melhor da escola, campeão de skate,

O bom de bola ou de natação.
Não, não é vergonha, não,
Aprender a andar de bicicleta
Se escorando em outra mão.

Não, não é vergonha, não,
Você não saber a tabuada,
Pegar a onda, contar piada, rodar pião.
Não, não é vergonha, não,
Precisar de alguém que ajude
A fazer sua lição.

A vida irá, você vai ver,
Aos poucos te ensinando
Que o certo você vai saber
Errando, errando, errando.

Não, não é vergonha, não,
Ser da rua o mais gordinho,
Ter pernas tortas, ser baixinho ou grandalhão.
Não, não é vergonha, não.
Todos sempre têm algum defeito,
Não existe a perfeição.


DE UMBIGO A UMBIGUINHO

  “A criança tem direito à alimentação, direito de crescer com saúde e a mãe deve ter cuidados médicos antes e depois do parto.” (Princípio 4)

Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe já pulsava sem querer
O meu pequenino coração,
Que é sempre o primeiro a ser formado
Nesta linda confusão.

Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe já comia pra viver
X salada, bala ou bacalhau.
Vinha tudo pronto e mastigado
No cordão umbilical.

Tanto carinho, quanta atenção.
Colo quentinho, ah! Que tempo bom!
De umbigo a umbiguinho um elo sem fim
Num cordãozinho da mamãe pra mim.

Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe começava a conviver
Com as mais estranhas sensações:
Vontade de comer de madrugada
Marmelada ou camarões.

Muito antes de nascer
Na barriga da mamãe me virava pra escolher
A mais confortável posição.
São nove meses sem se fazer nada,
Entre água e escuridão.

Tanto carinho, quanta atenção.
Colo quentinho, ah! Que tempo bom!
De umbigo a umbiguinho um elo sem fim
Num cordãozinho da mamãe pra mim.

CADA UM É COMO É

   “A criança tem direito ao amor e à compreensão, deve crescer sob a proteção dos pais, com afeto e segurança para desenvolver a sua personalidade.” (Princípio 6)
Papai é como é, entendo ele até,
Sua vida não é mole, não.
Se sai pra trabalhar, só volta pro jantar,
Cochila em frente da televisão.

Quando chega feliz, mamãe torce o nariz
Mas diz que não é ciúmes não
E se ele às vezes ta de saco cheio,
A mamãe diz "rabo-de-saia tá no meio"

Mamãe foi sempre assim, sempre cuidou de mim,
Diz que eu não sei reconhecer
Pensei em namorar, fingiu até gostar
E que daria uma sogra exemplar

Por fim não agüentou, a que ponto chegou
Me disse assim sem compaixão
Os filhos das minhas filhas são meus netos
E dos meus filhos não sei se meus netos são

Homem e mulher, que confusão,
Cada um é como é...
Por fora, tudo bem, por dentro não.
Ninguém parece com ninguém.

Vovô sabe o que quer, se falam de mulher
Pra ele todas são iguais
Se acaba de almoçar, recosta no sofá
E ronca entre as notícias dos jornais.

Ta bom, mas tenha dó, aonde já se viu
Diz que nunca traiu vovó
Se bebe um pouco mais fica assanhado
Sai beliscando a moça que tiver do lado

Vovó é genial, da casa é a mais normal,
Só quis o que a vida lhe deu
Os filhos soube ter, se orgulha de dizer
Que do que fez nunca se arrependeu

Diz que o fim do mundo está por um segundo,
Olhando a Playboy do papai
Até com sua neta anda cismada
Diz que esse tal de fio-dental não cobre nada

Homem e mulher, que confusão,
Cada um é como é...
Por fora, tudo bem, por dentro não.
Ninguém parece com ninguém.

DEVERES E DIREITOS

 “A criança tem direito à igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade.”(Princípio 1)
Crianças: iguais são seus deveres e direitos.
Crianças: viver sem preconceito é bem melhor.
Crianças: a infância não demora, logo, logo vai passar,
Vamos todos juntos brincar.

Meninos e meninas,
Não olhem cor, religião nem raça.
Chamem quem não tem mamãe,
Que o papai tá lá no céu,
E os que dormem lá na praça.

Meninos e meninas,
Não olhem religião nem cor.
Chamem os filhos do bombeiro,
Os dois gêmeos do padeiro
E o caçulinha do doutor.

Meninos e meninas,
O futuro ninguém adivinha.
Chamem os que não tem ninguém,
Pois criança é também
O menino trombadinha.

Meninos e meninas,
Não olhem cor nem raça nem religião.
Bons amigos valem ouro,
A amizade é um tesouro
Guardado no coração.


É BOM SER CRIANÇA

“A criança em qualquer circunstância deve ser a primeira a receber proteção e socorro”(Princípio 8)
É bom ser criança
ter de todos a atenção
a mamãe carinho do papai a proteção
é tão bom se divertir
e não ter que trabalhar
só comer, crescer, dormir e brincar
é bom ser criança
isso às vezes nos convém
nos temos direitos e gente grande não tem
só brincar, brincar, brincar
sem pensar no boletim
bem que isso podia nunca mais ter fim
é bom ser criança
sem ter que se preocupar
com a conta do banco
e ter filhos pra criar
é tão bom não ter que ter
prestações para se pagar
só comer, crescer, dormir e brincar
é bom ser criança
ter amigos de montão
fazer cross saltando
tirando as rodas do chão
soltar pipas lá do céu
deslizar sobre patins
bem que isso podia nunca mais ter fim.

CRIANÇA NÃO TRABALHA

Arnaldo Antunes
Lápis, caderno, chiclete, peão
Sol, bicicleta, skate, calção
Esconderijo, avião, correria,
Tambor, gritaria, jardim, confusão

Bola, pelúcia, merenda, crayon
Banho de rio, banho de mar,
Pula sela, bombom
Tanque de areia, gnomo, sereia,
Pirata, baleia, manteiga no pão

Giz, merthiolate, band aid, sabão
Tênis, cadarço, almofada, colchão
Quebra-cabeça, boneca, peteca,
Botão. pega-pega, papel papelão

Criança não trabalha
Criança dá trabalho
Criança não trabalha

1, 2 feijão com arroz
3, 4 feijão no prato
5, 6 tudo outra vez


PEQUENO CIDADÃO

Arnaldo Antunes/ Antônio Pinto
Agora pode tomar banho,
Agora pode sentar pra comer,
Agora pode escovar os dentes,
Agora pega o livro, pode ler.

Agora tem que jogar videogame,
Agora tem que assistir TV,
Agora tem que comer chocolate,
Agora tem que gritar pra valer!

Agora pode fazer a lição,
Agora pode arrumar o quarto,
Agora pega o que jogou no chão,
Agora pode amarrar o sapato.

Agora tem que jogar bola dentro de casa,
Agora tem que bagunçar,
Agora tem que sujar de lama,
Agora tem que pular no sofá!

É sinal de educação,
Fazer sua obrigação,
Para ter o seu direito de pequeno cidadão,

É sinal de educação,
Fazer sua obrigação,
Para ter o seu direito de pequeno cidadão.

PALAVRINHAS MÁGICAS

Eliana -Composição: Dany Junior
Algumas palavrinhas são mágicas
E ajudam a gente a viver melhor
Por favor, muito obrigado
Com licença, tudo bem?
Pode passar
Eu te amo, brinca comigo?
Como vai meu amigo?
Aquele abraço!
Bom dia, boa tarde, boa noite
A bênça mãe, a bênça pai
Bom dia, boa tarde, boa noite
Viver assim é bom demais

Essas palavrinhas mágicas
Palavras mágicas são assim
Têm um poder maior
Que abracadabra e sinsalabim
Assim, assim

Se alguém fizer o nosso bem
Muito obrigado, muito obrigado
Se alguém quiser pedir pra alguém
Diz por favor, diz por favor, diz por favor
Então é bom acreditar
A vida é bem melhor se a gente tem
O quê?


O QUE CANTAM AS CRIANÇAS
 A Turma do Balão Mágico

Que canto mais lindo que vem pelo ar
Vem vindo de todo lugar
Que canto mais lindo que brilho que luz
Encanta me abraça seduz

Que canto mais lindo que força que tem
Que canto que me faz tão bem
Que voz de criança que cheiro de flor
Que verde-esperança de amor

Eu canto tanto quanto preciso for
Eu canto porque nunca vai ser demais
Eu canto a liberdade, eu canto o amor
E eu pela felicidade e a paz

Eu canto pro poeta e pro sonhador
Eu canto só de ver o verde jardim
Eu canto aquela velha rima com flor
Eu canto por cantar, é tão bom assim

Que canto mais lindo que vem pelo ar
Vem vindo de todo lugar
Que canto mais lindo que brilho que luz
Encanta me abraça seduz

Que canto mais lindo que força que tem
Que canto que me faz tão bem
Que voz de criança que cheiro de flor
Que verde-esperança de amor

Eu canto pra espalhar o dom de viver
Eu canto por aqueles que não tem pão
Eu canto por amor aos que vão nascer
Pra quem maltrata a Terra eu não canto não

Eu canto até pra quem não quer escutar
Eu canto pelos que perderam a voz
Eu canto por todos que vão se encontrar
E eu por uma coisa dentro de nós

Que canto mais lindo que vem pelo ar
Vem vindo de todo lugar
Que canto mais lindo que brilho que luz
Encanta me abraça seduz

Que canto mais lindo que força que tem
Que canto que me faz tão bem
Que voz de criança que cheiro de flor
Que verde-esperança de amor


Composição: Sérgio Mendes
Depende de nós quem já foi ou ainda é criança
Que acredita ou tem esperança
Quem faz tudo pra um mundo melhor

Depende de nós que o circo esteja armado
Que o palhaço esteja engraçado
Que o riso esteja no ar
Sem que a gente precise sonhar

Que os ventos cantem nos galhos
Que as folhas bebam orvalhos
Que o sol descortine mais as manhãs

Depende de nós se este mundo ainda tem jeito
Apesar do que o homem tem feito
Se a vida sobreviverá

SEMENTE DO AMANHÃ
Composição: Gonzaguinha
Ontem um menino que brincava me falou
que hoje é semente do amanhã...

Para não ter medo que este tempo vai passar...
Não se desespere não, nem pare de sonhar

Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs...
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar!
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá!

nós podemos tudo,nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será

“O PANO ENCANTADO”
Lu Chamusca

Era uma vez um pedaço
De pano, de pano, de pano
Um pano feliz encantado
Que fazia o que eu ia mandando (Bis)

ORDEM 1:

Seu pano encantado
Agora eu quero ver
Se um BARCO bem bonito
Você pode fazer
Um barco, um barco você pode fazer
Um barco, um barco pra remar eu quero ver


ORDEM 2

Seu pano encantado
Agora eu quero ver
Se uma PONTE bem comprida
Você pode fazer
Uma ponte, uma ponte (bis)
Pra passar eu quero ver


ORDEM 3

Seu pano encantado
Agora eu quero ver
Se uma CASA cheia de gente
Você pode fazer
Uma casa, uma casa
Cheia de gente eu quero ver


ORDEM 4

Seu pano encantado
Agora eu quero ver
Se uma FLOR que abre e fecha
Você pode fazer
Uma flor que abre
Que fecha eu quero ver (bis)

ORDEM 5

Seu pano encantado
Agora eu quero ver
Se um CAVALO bem grandão
Você pode fazer
Toc, toc um cavalo
Bem grandão eu quero ver (bis)

 ORDEM 6

Seu pano encantado
Agora eu quero ver
Se um TRIO ELÉTRICO
Você sabe fazer
Um trio, um trio
Pra dançar eu quero ver (bis)


ORDEM 7

Seu pano encantado
Agora eu quero ver
Se uma CAMA bem gostosa
Você sabe fazer
Uma cama, uma cama
Pra dormir eu quero ver
Uma cama bem gostosa
Você sabe fazer
Era uma vez um pedaço...


A PAZ DO MUNDO
Telma Chan

A paz do mundo
Começa no meu coração
No seu coração
A paz
A paz do mundo
Começa num abraço
Dá um abraço pela paz
Abraça, abraça
Abraça, abraça, abraça (BIS)


TEXTOS


O NOME DA GENTE
Pedro Bandeira

Eu não gosto
do meu nome,
não fui eu
quem escolheu.
Eu não sei porque se metem
com um nome que é só meu!
O nenê
que vai nascer
vai chamar
como o padrinho,
vai chamar
como o vovô.
mas ninguém vai perguntar
o que pensa
o coitadinho.

Foi meu pai quem decidiu
que o meu nome fosse aquele.
Isso só seria justo
se eu escolhesse
o nome dele.

Quando eu tiver um filho,
Não vou pôr nome nenhum.
Quando ele for bem grande,
ele que escolha um !


CIDADANIA É QUANDO...
Nilson José machado


... Não gasto água à toa
Água tão boa
Pra se beber
Água tão pura
Água tão rara!

... Trato as árvores
Como amigas
Muito queridas
Respiro com elas
Respeito a vida!

(...)

... Não desperdiço
Nem alimento
Nem energia
Senão, um dia
A Terra se cansa
Usar demais
Somente a paz
E a esperança

... Torço bastante
Para meu time
Do coração
Ser campeão
Mas, se ele perde,
Sei que ganhou
O outro time
O do meu irmão...

(...)

... Sei dar valor
A quem trabalha
Com muito amor
Seja onde for
Para que o mundo
Seja melhor
Viva o lixeiro!
Viva o padeiro!
Viva o doutor!
Viva o encanador!


OS DIREITOS DAS CRIANÇAS
Ruth Rocha

Toda criança do mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os diretos das crianças
Todos tem de respeitar.

Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...

Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!

Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.

Um passeio de canoa,
Pão lambuzado de mel,
Ficar um pouquinho à toa...
Contar estrelas no céu...

Ficar lendo revistinha,
Um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha,
Um bom dum cahorro-quente.

Festejar o aniversário,
Com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos,
Dar pulos no colchão.

Livros com muita figura,
Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura...
Alguém para querer bem...

Festinha de São João,
Com fogueira e com bombinha,
Pé-de-moleque e rojão,
Com quadrilha e bandeirinha.

Andar debaixo da chuva,
Ouvir música e dançar.
Ver carreiro de saúva,
Sentir o cheiro do mar.

Pisar descalça no barro,
Comer frutas no pomar,
Ver casa de joão-de-barro,
Noite de muito luar.

Ter tempo pra fazer nada,
Ter quem penteie os cabelos,
Ficar um tempo calada...
Falar pelos cotovelos.

E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.

Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito de ser feliz!

E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.

Uma caminha macia,
Uma canção de ninar,
Uma história bem bonita,
Então, dormir e sonhar...

Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito a ser feliz!


DIVERSIDADE
(Tatiana Belinky. Diversidade. São Paulo, Quinteto Editorial, 1999)

(...)

Olho redondo
Olho  puxado
Nariz pontudo
Ou arrebitado

Cabelo crespo
Cabelo liso
Dente de leite
Dente de siso

Um é menino
Outro é menina
(pode ser grande
Ou pequenina)

Um é bem jovem
Outro, de idade
Nada é defeito
Nem qualidade

Tudo é humano
Bem diferente
Assim assado
Todos são gente

Cada um na sua
E não faz mal
Di-ver-si-da-de
É que é legal!

Vamos, venhamos
Isto é um fato:
Tudo igualzinho
Ai, como é chato!


VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO
www.kanalkids.com.br

Você vive isolado do mundo e das pessoas, fazendo o que quer, na hora em que bem entende? Provavelmente não, certo? Mesmo sem perceber, você já sabe o que é cidadania: todo mundo que vive em sociedade tem deveres para cumprir e direitos para serem respeitados.


Cidadania é justamente essa relação de respeito com o meio em que a gente vive e as pessoas que fazem parte dele. Os deveres existem para organizar a vida em comunidade. Em casa, na escola, na rua, no shopping – em qualquer lugar a gente vai encontrar regrinhas, o que pode ser feito e o que não pode. Às vezes você perde a paciência com tudo isso... Mas, se não fosse desse jeito, a convivência ficaria impossível.

Os direitos existem para que cada um de nós tenha uma vida digna e decente, ainda que nem sempre eles sejam respeitados. Como cidadão, todo ser humano já nasce com uma série de direitos: direito à vida, ao trabalho, à liberdade. Também as crianças têm direitos só para elas, assim como os consumidores, e até mesmo os animais. Ser cidadão também é bater o pé para que os direitos não sejam só leis no papel.

 FAZENDO UM MUNDO MELHOR


Desde o momento em que nasce, toda criança se torna cidadã. E por isso, criança também tem direitos. Não é porque são pessoas pequenas que as crianças são menos importantes. Pelo contrário: elas devem receber atenção especial, pois a infância é a fase mais importante da vida.

Para que todos tenham uma infância legal, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou um conjunto de direitos para as crianças. É a Declaração Universal dos Direitos da Criança, escrita em 1959.

Essa declaração assegura que todas as crianças tenham direitos iguais. Elas não podem sofrer distinção ou discriminação por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição.

Casa, comida e remédio não podem faltar. Desde o nascimento, toda criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, tem direito a crescer e se desenvolver com saúde, alimentação, habitação, recreação e assistência médica adequadas.

A Declaração diz também que as crianças com deficiências físicas ou mentais devem ter tratamento, educação e cuidados especiais

BRINCADEIRA NA ALDEIA
Conheça alguns jogos e brinquedos usados pelos índios brasileiros!
Diversão não tem idade! Você já deve ter ouvido essa frase de algum adulto por aí. Pois saiba que não tem idade e nem lugar para acontecer, como comprovou uma pesquisa feita com povos indígenas brasileiros. Ao percorrer aldeias do país, uma equipe de pesquisadores catalogou brinquedos e brincadeiras que divertem a garotada lá.


“Durante 15 anos, um estudo desse tipo foi feito com povos do mundo inteiro. Mas ficaram de fora, por exemplo, os países da América do Sul”, explica Maurício Lima, coordenador do projeto Jogos Indígenas Brasileiros, que realizou a pesquisa no Brasil. Ele teve a idéia de fazer o levantamento dos jogos e brincadeiras dos índios do nosso país durante um encontro em que ficou conhecendo o “jogo da onça e do cachorro”, com o qual os índios Bororos, da aldeia Meruri, no Mato Grosso, se divertem.

Esse jogo, que só existe no Brasil, é muito parecido com uma brincadeira dos incas – antiga civilização que viveu nos Andes, no Peru. Para brincar, basta riscar um tabuleiro no chão – parecido com o de xadrez – e ter em mãos 15 pedras: uma representa a onça e as outras, os cachorros. A onça tem de comer os cachorros enquanto eles a encurralam. Ganha quem capturar mais peças.

Em busca de autênticos jogos indígenas como esse, os pesquisadores do projeto brasileiro visitaram oito aldeias indígenas e catalogaram muitas brincadeiras. Entre elas, o quebra-cabeça, dos índios Canela, no Maranhão; o jogo de dado, dos Pareci, no Mato Grosso e o jogo da banana, dos Ticuna, no Amazonas.
O Poï Aru Nhagü, como é conhecido o jogo da banana entre os Ticuna, tem características que lembram a queimada. Diante de uma pilha de rodelas de banana, duas duplas se confrontam: uma tenta impedir que a outra derrube as rodelas da fruta. Ao mesmo tempo, outros participantes, que estão ao redor e se dividem entre os que querem defender a pilha de bananas e os que querem derrubá-la, procuram atingir os adversários com uma bola feita com pedaços de pano, para eliminá-los.

Além de jogos como o da banana, a visita às aldeias revelou também brinquedos fabricados pelos próprios índios, como piões feitos de frutas e varas de bambu ou zunidores, que são uma espécie de disco feito com o fundo de uma cabaça (a casca muito dura de frutos); para brincar com o zunidor, basta girá-lo, o disco emite um som próprio. Também feitos pelos índios, os bilboquês são brinquedos formados de uma bola, com um furo no fundo, ligada por uma corda a um pequeno bastão de madeira. Para brincar, basta jogar a bola para o alto e tentar encaixá-la no bastão. Além disso, os pesquisadores encontraram também dobraduras feitas de folhas de uma planta chamada buriti que representam animais e petecas confeccionadas nas aldeias.
Para quem ficou curioso e quer saber mais sobre a pesquisa, vale a pena visitar o site www.jogosindigenasdobrasil.art.br, que conta detalhes do projeto. Além disso, as escolas públicas podem receber kits com os jogos e uma cartilha explicando como cada um deles foi encontrado e o modo de jogar. Para ter acesso a esse material basta entrar em contato com o Ministério de Educação pelo site.
Cathia Abreu,
Ciência Hoje das Crianças -10/08/05.

A INVENÇÃO DO ABRAÇO
 (Ricardo Silvestrin)

Há braços longos e curtos,
magros e gordos.
Há braços brancos e negros,
de velhos, de crianças.
há braços de homens e de mulheres.
Há braços e braços.
Até que um dia
alguém deu um passo, diminuiu o espaço
e fez do braço um laço.
Foi um sucesso, virou  moda,
e hoje até na hora do fracasso
se há braço há abraço.


DINÂMICA JÚRI SIMULADO
 
TEMA – Brincadeira de Meninos  X  Brincadeiras de Meninas

Objetivo: Debater o tema, levando os participantes a tomar um posicionamento; exercitar a expressão e o raciocínio; amadurecer o senso crítico.

Participantes:

Juiz: dirige e coordena as intervenções e o andamento do júri.

Jurados: ouvirão todo o processo e no final das exposições, declaram que meninos e meninas são livres para brincar do que quiserem.


Equipe de Advogado de defesa: defende que não existem diferenças entre brincadeiras de meninos e de meninas.


Equipe de Promotores (advogados de acusação): devem argumentar que existem, sim, diferenças entre brincadeiras de meninos e meninas..

Testemunhas: falam a favor ou contra a separação entre brincadeiras de meninos e meninas, pondo em evidência as contradições e argumentando junto com os promotores ou advogados de defesa.

Descrição da dinâmica:

1. Divide-se os participantes, ficando em números iguais os dois grupos - todos os participantes (exceto o juiz e os jurados) podem ser testemunhas.

2. Os promotores devem argumentar que existem, sim, diferenças entre brincadeiras de meninos e meninas..
..

3. Os advogados defendem a idéia de que não existem diferenças entre brincadeiras de meninos e de meninas.


4. As testemunhas devem colaborar nas discussões, havendo um revezamento entre a acusação e a defesa, sendo que os advogados podem interrogar a testemunha “adversária”.

5. Terminado o tempo das discussões e argumentações dos dois lados, os jurados devem decidir sobre a sentença. Cada jurado deve argumentar, justificando sua decisão.

6. Avaliação e comentários de todos sobre o assunto discutido.
*Obs.: é importante fixar bem o tema, bem como os fatos que serão matéria do julgamento. Para isso poderá haver uma combinação anterior com todas as partes, preparando com antecedência, os argumentos a serem apresentados.



BOLO DE CHOCOLATE CRIANÇA FELIZ

Ingredientes:
4 ovos
2 xícaras de açúcar
1 xícara rasa de óleo
1 xícara de chocolate em pó
1 xícara de água fervente
1 colher de sopa de fermento em pó
2 xícaras de farinha de trigo

Modo de fazer

Bata no liquidificar o óleo e os ovos. Acrescente o açúcar e bata mais. Coloque a água fervente e o chocolate em pó e continue batendo. Na batedeira, misture com a farinha de trigo. Por último, acrescente o fermento em pó. Coloque em uma fôrma untada com óleo e asse em forno médio.

Cobertura
Misture 1 lata de leite condensado, três colheres de chocolate em pó e 1 colher de manteiga. Leve ao fogo brando e mexa até engrossar. Espalhe sobre o bolo ainda morno e corte-o em quadrados.


FONTE: www.pmvc.com.br
Prefeitura Muicipal da Vitória da Conquista
Secretária Municipal da Educação - Núcleo Pedagógico


OBS:
1- Este projeto é um pouco extenso, mas muito bom, vale a conferir...
2- Recebi este projeto por e-mail o ano passado, caso tenha algo errado, ou de sua autoria, por favor me comunique através do formulário de contato, para que possa fazer as devidas alterações ou dar os devidos créditos.

 

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