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23 de novembro de 2013

Nossa Pátria


12 de novembro de 2013

Proclamação da República







FONTE: http://bancodeatividades.blogspot.com.br/2009/11/proclamacao-da-republica-texto-com.html

8 de fevereiro de 2013

Proclamação da República







FONTE: Vivendo com arte
vida-vivendocomarte.blogspot.com/

6 de novembro de 2012

Atividades 15 de Novembro

FONTE: www.vida-vivendocomarte.blogspot.com

Ótimas atividades para a Proclamação da República










FONTE:  http://tiainez.blogspot.com.br/

15 de Novembro: Proclamação da República

A Proclamação da República no Brasil
A proclamação de Deodoro da Fonseca: o primeiro marco de nossa história republicana

 
No dia 15 de novembro de 1889, aconteceu a proclamação que transformou o Brasil em um país de regime republicano. Antes disso, nosso país era um império organizado a partir do rompimento dos laços coloniais com Portugal. A proclamação republicana foi resultado da ação de um grupo de militares, que se colocou contra o governo imperial que era liderado por Dom Pedro II.
A ação dos militares brasileiros realizou-se numa época em que os movimentos de oposição contra o império já aconteciam. No fim do século XIX, vários intelectuais e políticos acreditavam que o Império não era o melhor para o país. A ideia de um governo controlado por um imperador, portando muitos poderes, era entendida como algo que dificultava o desenvolvimento da nação.
Além disso, havia uma grande oposição ao governo imperial por conta do trabalho escravo. A escravidão era interpretada como um tipo de trabalho que impedia o processo de modernização de nossa sociedade, de nossa economia. Portanto, a escravidão deveria ser combatida. Contudo, esse mesmo regime era mantido pelo governo imperial. Com isso, muitos defensores do fim da escravidão também se transformaram em críticos do governo de Dom Pedro II.
Nesse conjunto de transformações, alguns militares engrossaram a fileira dos que não concordavam com o governo de Dom Pedro II. Após a Guerra do Paraguai, ocorrida entre 1864 e 1870, os militares brasileiros ganharam muito prestígio mediante a vitória do país nesse conflito. Valorizados pelo conflito, passaram a exigir maior valorização com melhores salários e a formação de uma carreira mais interessante. Na medida em que o império não cumpria todas essas exigências, importantes figuras do Exército passaram a se contrapor à ordem imperial.
Não bastando esse movimento, devemos destacar o problema surgido nessa mesma época entre o imperador e a Igreja Católica. No fim do século XIX, o papa havia decretado que os católicos envolvidos com a maçonaria deveriam ser expulsos da Igreja. O imperador, que era católico e simpático à maçonaria, acabou não seguindo essa exigência e impediu que os bispos brasileiros seguissem as recomendações papais.
Nesse período, essas tensões cresciam e a abolição da escravidão, decretada em 1888, acabou piorando a situação de Dom Pedro II. Os grandes fazendeiros proprietários de escravos se sentiram desamparados pela Coroa e também passaram a se voltar contra o rei. Nesse contexto de críticas e oposições, passou a correr um boato de que Dom Pedro II iria realizar uma grande reforma nas Forças Armadas, retirando da corporação os militares que se opunham ao Império.
Essa polêmica, alimentada ao longo do ano de 1889, acabou mobilizando um grupo de militares que exigiam a anulação dessa reforma. Alguns outros, já percebiam nessa oportunidade a situação ideal para impor a dissolução do Império Brasileiro. Foi entre essas duas propostas que o marechal Deodoro da Fonseca, líder do Exército, foi convocado para liderar a ação que deu fim à monarquia brasileira. No dia 15 de novembro daquele ano começava o regime republicano brasileiro.
A partir daquele momento, dava-se início a um novo tipo de governo político em nossa história. Na república, temos a organização de um governo que deveria dar mais autonomia aos estados e maior direito de participação política aos cidadãos do país. Apesar de esses serem os dois pilares do nosso regime, foram muitas ainda as lutas e transformações que viriam a garantir realmente essas duas mudanças em nossa realidade política. Ou seja, o 15 de novembro foi apenas um primeiro passo de uma longa estrada a se construir.

Por Rainer Gonçalves Sousa
Colaborador Escola Kids
Graduado em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG
Mestre em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG
 
 

Resumão da história da Proclamação da República


Brasil República – República Velha : O período que vai de 1889 a 1930 é conhecido como a República Velha. Este período da História do Brasil é marcado pelo domínio político das elites agrárias mineiras, paulistas e cariocas. O Brasil firmou-se como um país exportador de café, e a indústria deu um significativo salto. Na área social, várias revoltas e problemas sociais aconteceram nos quatro cantos do território brasileiro.

A República da Espada (1889 a 1894) : Em 15 de novembro de 1889, aconteceu a Proclamação da República, liderada pelo Marechal Deodoro da Fonseca. Nos cinco anos iniciais, o Brasil foi governado por militares. Deodoro da Fonseca, tornou-se Chefe do Governo Provisório. Em 1891, renunciou e quem assumiu foi o vice-presidente Floriano Peixoto.  O militar Floriano, em seu governo, intensificou a repressão aos que ainda davam apoio à monarquia.



A Constituição de 1891 ( Primeira Constituição Republicana) : Após o início da República havia a necessidade da elaboração de uma nova  Constituição, pois a antiga ainda seguia os ideais da monarquia.

A constituição de 1891, garantiu alguns avanços políticos, embora apresentasse algumas limitações, pois representava os interesses das elites agrárias do pais. A nova constituição implantou o voto universal para os cidadãos ( mulheres, analfabetos, militares de baixa patente ficavam de fora ). A constituição instituiu o presidencialismo e o voto aberto.
 

República das Oligarquias : O período que vai de 1894 a 1930 foi marcado pelo governo de presidentes civis, ligados ao setor agrário. Estes políticos saiam dos seguintes partidos: Partido Republicano Paulista (PRP) e Partido Republicano Mineiro (PRM). Estes dois partidos controlavam as eleições, mantendo-se no poder de maneira alternada. Contavam com o apoio da elite agrária do país.
Dominando o poder, estes presidentes implementaram políticas que beneficiaram o setor agrário do país, principalmente, os fazendeiros de café do oeste paulista.

Política do Café-com-Leite : A maioria dos presidentes desta época eram políticos de Minas Gerais e São Paulo. Estes dois estados eram os mais ricos da nação e, por isso, dominavam o cenário político da república. Saídos das elites mineiras e paulistas, os presidentes acabavam favorecendo sempre o setor agrícola, principalmente do café (paulista) e do leite (mineiro). A política do café-com-leite sofreu duras críticas de empresários ligados à indústria, que estava em expansão neste período.
Se por um lado a política do café-com-leite privilegiou e favoreceu o crescimento da agricultura e da pecuária na região Sudeste, por outro, acabou provocando um abandono das outras regiões do país. As regiões
Nordeste, Norte e Centro-Oeste ganharam pouca atenção destes políticos e tiveram seus problemas sociais agravados.

 
O coronelismo : A figura do "coronel" era muito comum durante os anos iniciais da República, principalmente nas regiões do interior do Brasil. O coronel era um grande fazendeiro que utilizava seu poder econômico para garantir a eleição dos candidatos que apoiava. Era usado o voto de cabresto, em que o coronel (fazendeiro) obrigava e usava até mesmo a violência para que os eleitores de seu "curral eleitoral" votassem nos candidatos apoiados por ele. Como o voto era aberto, os eleitores eram pressionados e fiscalizados por capangas do coronel, para que votasse nos candidatos indicados. O coronel também utilizava outros "recursos" para conseguir seus objetivos políticos, tais como: compra de votos, votos fantasmas, troca de favores, fraudes eleitorais e violência.

 
A crise da República Velha e o Golpe de 1930 : Em 1930 ocorreriam eleições para presidência e, de acordo com a política do café-com-leite, era a vez de assumir um político mineiro do PRM. Porém, o Partido Republicano Paulista do presidente Washington Luís indicou um político paulista, Julio Prestes, a sucessão, rompendo com o café-com-leite. Descontente, o PRM junta-se com políticos da Paraíba e do Rio Grande do Sul (forma-se a Aliança Liberal ) para lançar a presidência o gaúcho Getúlio Vargas.
Júlio Prestes sai vencedor nas eleições de abril de 1930, deixando descontes os políticos da Aliança Liberal, que alegam fraudes eleitorais. Liderados por Getúlio Vargas, políticos da Aliança Liberal e militares descontentes, provocam a Revolução de 1930. É o fim da República Velha e início da
Era Vargas.

 
Presidentes da República Velha:  Marechal Deodoro da Fonseca , Marechal Floriano Peixoto, Prudente Moraes, Campos Salles, Rodrigues Alves , Affonso Penna, Nilo Peçanha, Marechal Hermes da Fonseca , Wenceslau Bráz, Delfim Moreira da Costa Ribeiro, Epitácio Pessoa, Artur Bernardes, Washington Luiz


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República Nova - Era Vargas : Getúlio Dornelles Vargas nasceu em 19/4/1882, na cidade de São Borja (RS) e faleceu em 24/8/1954, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi o presidente que mais tempo governou o Brasil, durante dois mandatos. Foi presidente do Brasil entre os anos de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Entre 1937 e 1945 instalou a fase de ditadura, o chamado Estado Novo.

Embora tenha sido um ditador e governado com medidas controladoras e populistas, Vargas foi um presidente marcado pelo investimento no Brasil. Além de criar obras de infra-estrutura e desenvolver o parque industrial brasileiro, tomou medidas favoráveis aos trabalhadores. Foi na área do trabalho que deixou sua marca registrada. Sua política econômica gerou empregos no Brasil e suas medidas na área do trabalho favoreceram os trabalhadores brasileiros.

Revolução de 1930 e entrada no poder : Getúlio Vargas assumiu o poder em 1930, após comandar a Revolução de 1930, que derrubou o governo de Washington Luís. Seus quinze anos de governo seguintes, caracterizaram-se pelo nacionalismo e populismo. Sob seu governo foi promulgada a Constituição de 1934. Fecha o Congresso Nacional em 1937, instala o Estado Novo e passa a governar com   poderes ditatoriais. Sua forma de governo passa a ser centralizadora e controladora. Criou o DIP ( Departamento de Imprensa e Propaganda ) para controlar e censurar manifestações contrárias ao seu governo.
Perseguiu opositores políticos, principalmente partidários do comunismo. Enviou Olga Benário , esposa do líder comunista Luis Carlos Prestes, para o governo nazista.

Realizações : Vargas criou a  Justiça do Trabalho (1939), instituiu o salário mínimo, a Consolidação das Leis do Trabalho, também conhecida por CLT. Os direitos trabalhistas também são frutos de seu governo: carteira profissional, semana de trabalho de 48 horas e as férias remuneradas.
GV investiu muito na área de
infraestrutura, criando a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Vale do Rio Doce (1942), e a Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945). Em 1938, criou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Saiu do governo em 1945, após um golpe militar.

O Segundo Mandato : Em 1950, Vargas voltou ao poder através de eleições democráticas. Neste governo continuou com uma política nacionalista. Criou a campanha do " Petróleo é Nosso" que resultaria na criação da Petrobrás. 

 
O suicídio de Vargas : Em agosto de 1954, Vargas suicidou-se no Palácio do Catete com um tiro no peito. Deixou uma carta testamento com uma frase que entrou para a história : "Deixo a vida para entrar na História."  Até hoje o suicídio de Vargas gera polêmicas. O que sabemos é que seus últimos dias de governo foram marcados por forte pressão política por parte da imprensa e dos militares. A situação econômica do país não era positiva o que gerava muito descontentamento entre a população.

 
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República Populista : A República Populista vai de 1945 a 1964. A característica principal dessa fase é que os governos eram escolhidos pelo povo. Esse período é chamado de República Populista em razão de políticos e governantes procurarem se aproximar, de maneira simpática, do “povo”, o qual passa a ter, então, o direito de escolher os governantes. Os presidentes desse período foram : General Eurico Gaspar Dutra, Getúlio Vargas, João Café Filho, Nereu Ramos, Juscelino Kubitscheck de Oliveira, Jânio da Silva Quadros e João Goulart.


Governo JK : O Governo de Juscelino Kubitscheck foi marcado por grandes transformações. Ele incentivou a indústria automobilística; construiu estradas que cortaram o Brasil dos quatro pontos cardeais ao centro de Brasília; abriu 13 mil quilômetros de estradas, mas esse desenvolvimento foi realizado com base no endividamento do Brasil e acompanhado por uma grande devastação ecológica.
A grande obra de JK foi a construção de Brasília, a nova capital do Brasil. Com a transferência da capital do Rio de Janeiro para Brasília, JK pretendia desenvolver a região central do país e afastar o centro das decisões políticas de uma região densamente povoada. Com capital oriundo de empréstimos internacionais, JK conseguiu finalizar e inaugurar Brasília, em 21 de abril de 1960.

 
O golpe militar de 1964 : A crise política se arrastava desde a renúncia de Jânio Quadros em 1961. O vice de Jânio era João Goulart, que assumiu a presidência num clima político adverso. O governo de João Goulart (1961-1964) foi marcado pela abertura às organizações sociais. Estudantes, organizações populares e trabalhadores ganharam espaço, causando a preocupação das classes conservadoras como, por exemplo, os empresários, banqueiros, Igreja Católica, militares e classe média. Todos temiam uma guinada do Brasil para o lado socialista.
Este estilo populista e de esquerda, chegou a gerar até mesmo preocupação nos EUA, que junto com as classes conservadoras brasileiras, temiam um golpe comunista.
O clima de crise política e as tensões sociais aumentavam a cada dia. No dia 31 de março de 1964 o presidente João Goulart foi deposto por um golpe organizado pelas Forças Armadas.
Começava aí uma das fases mais difíceis da história do Brasil: a Ditadura Militar.


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Ditadura MilitarPodemos definir a Ditadura Militar como sendo o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar. Todos os presidentes eram generais do Exército, eleitos por um colégio eleitoral. Sendo assim, o povo não votava mais, para Presidente da República.

Os presidentes militares foram:
·         Marechal Humberto Castelo Branco
·         General Artur da Costa e Silva
·         General Emílio Garrastazu Médici
·         General Ernesto Geisel
·         General João Baptista de Oliveira Figueiredo 

A Redemocratização e a Campanha pelas Diretas Já: Nos últimos anos do governo militar, o Brasil apresenta vários problemas. A inflação é alta e a recessão também. Enquanto isso a oposição ganha terreno com o surgimento de novos partidos e com o fortalecimento dos sindicatos.
Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de
futebol e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já. O movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantiria eleições diretas para presidente naquele ano. Para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.
No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da República. Ele fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal.
Era o fim do regime militar.


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 Nova RepúblicaÉ o período de 1985 até os dias de hoje. Começa um novo período democrático. Os governos seriam escolhidos pelo povo. Tancredo Neves fora eleito pelo Colégio Eleitoral.
Porém Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. Assume o vice-presidente José Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova constituição para o Brasil. A Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos no país, como o de escolher livre e diretamente seus governantes. Na primeira eleição direta, em 1989, a população elegeu Fernando Collor de Mello como presidente do Brasil. Toda a expectativa do povo em relação à gestão presidencial de Collor foi frustrada, primeiramente com o confisco dos depósitos bancários populares e, logo após, com a denúncia de corrupção no governo. Os Caras-pintadas, na sua maioria, estudantes saíram às ruas para pedir o impeachment de Collor . Collor renunciou ao mandato, tentando escapar da cassação, mas o impeachment já havia sido concluído. Ele foi declarado culpado e então cassado, tendo de se afastar do cargo de presidente. Em seu lugar assumiu o vice, Itamar Franco.
Mais um Fernando governaria o país, desta vez, Fernando Henrique Cardoso, que governou por dois mandatos, de 1994 a 2002.
Em 2002, entra para a história do país a eleição à presidência da república de um ex-metalúrgico e sindicalista Luís Inácio Lula da Silva, o “Lula do PT”, como é conhecido. Seu governo chegou com muitas propostas sociais, quase sempre voltadas para a camada mais sofrida da população.
Em 2010, foi escolhida pelo PT para se candidatar à Presidência da República na eleição presidencial, Dilma Rousseff, sendo que o resultado de segundo turno, em 31 de outubro, tornou Dilma a primeira mulher a ser eleita para o posto de chefe de Estado e de governo, em toda a história do BRASIL.
 




Um pouco + da história da Proclamação da República

15 de Novembro é uma das datas, que se a nossa Pátria não for destruída,( pelas idéias errôneas ditadas hoje em dia pelos economistas e moldadas pelos psicólogos, isto é, pelos Homo-economicus e pelos Homo-personalis, respectivamente, que sem duvida, nos levarão necessariamente à Animalis-homo), teremos absoluta certeza, que será sempre lembrada, para que possamos prestar o nosso Culto de Veneração à Pátria Brasileira , através dos seus Grandes Filhos ou melhor dos seus Grandes Vultos Nacionais. Pois cada vez mais os mortos necessariamente comandam os Vivos, da espécie Homo-sapiens.
O nosso objetivo é o de congregar todos que tenham Veneração pelos nossos Heróis, Amor aos nossos Mártires, Admiração aos nossos Maiores, para que num momento de recolhimento, venhamos a Glorificar os seus Feitos Altruísticos.
A Bandeira em toda a sua magnitude é Símbolo da Dignidade Humana.
Os Patriotas honram-na, como os tiranos a profanam.
Neste nosso pavilhão idealizado, por um cientista social, Teixeira Mendes, o céu no seu conjunto estrelado, representa a convergência de sentimentos, de pensamentos e atos para uma unidade, de parte da Alma de cada um; e as estrelas , na sua disposição e disparidade exprimem o principio da autonomia sagrada, dos elementos confederados, que cada uma representa objetivamente.
Assim o céu estrelado de nossa bandeira brasileira, traduz com a eloquência da sua beleza o principio da "Independência e Colaboração" , inscrito na sua forma final, "Ordem e Progresso".
Cada estrela também simboliza o ideal republicano de muitos heróis, porque o Patriota é para a Pátria o que a estrela representa para o firmamento.
Apagando no firmamento as lâmpadas celestes, tem-se a treva, o caos, o nada; também esquecemos os nossos Heróis, se abandonarmos os nossos Mártires, se desprezarmos nossos Maiores, rasgaremos as paginas que mais honram nossa própria Historia. Por isso necessitamos educar os nossos filhos, com o dom da Veneração. Hoje as escolas principalmente as particulares, dão mais enfazes ao Pato Donald e outras figurinhas da Disney, do que aos Grandes Vultos Nacionais. Isto já está sendo feito com a intenção de nos desmantelar.
A Bandeira , que é comemorada no dia 19 de Novembro, recorda a cada momento o sentimento cívico que se acumula e avoluma, ao longo dos séculos e é o manto de glórias dos que a sabem Honrar. Se paira na mente de alguns crápulas a idéia de te substituir por algo mais simples, nivelando a tua pujança, pelos níveis barbárie de inteligência em patamares dos fúteis neo-liberais de hoje, não podemos pestanejar, devemos rechaça-los, com todas as nossas forças. O nosso Pavilhão Nacional, enquanto formos Brasil, jamais será alterado, pois parece que desejam aniquilar até as nossas Forças Armadas.
Por isso, é elementar o dever cívico, venerar os heróis e lembrar seus feitos, admirar os Mártires e honrar seus sacrifícios .
No Brasil o fundador da Federação Republicana é uma das melhores sínteses do civismo brasileiro e de todo o seu passado, que é a alma da Bandeira Nacional, representando subjetivamente o sentimento, a inteligência e a ação de nossa eterna Pátria.
Benjamin Constant !
Tantos anos são decorridos, desde aquela noite, de que despedistes da amada esposa, atendendo ao chamado do Brasil, que te reclamava, ensinando com esse exemplo edificante que, mais do que a Família, nós nos devemos devotar à Pátria.
Saístes e fostes abater o espúrio trono, que tripudiava sobre um povo escravo; e fundaste a Federarão Republicana Sociocrática Brasileira, concebida da "Independência e da Colaboração" sob a égide da liberdade espiritual e da fraternidade social.
Sentias então que o lema "Independência e Colaboração" é o único alicerce que de fato sustenta o Espirito Republicano Sociocrático. Por isso, ainda hoje, é a ti que nós nos dirigimos, para quem subjetivamente apelamos, pois tu és o Modelo mais elevado das Virtudes Republicanas.
Exemplo de luz, só tu poderás inspirar os homens de boa vontade, formando os estadistas do futuro. Só tu poderás fazer com que a Pátria, sobreviva no meio de tormentas, és , Benjamin Constant, como uma tábua largada ao mar revolto, e tivestes a grandeza de um caráter, que conduziu a nossa Pátria, para o porto da Regeneração Social .
A República Sociocrática, foi o seu sonho, de cunho científico, que a todos vivificou, desde um dia que um brasileiro pensou em Pátria, e não esta metafísica conhecida por República Democrática.
Lá está Olínda, que na sua condição de Metrópole, que das alturas, olhava o Continente e Gritava :
Viva a República!
Sonho de independência, anseio de fraternidade, força criadora dos sentimentos cívicos. Por esse sonho e por esse anseio tombaram no campo glorioso e da imortalidade tantos patriotas mártires: Agostinho Bezerra, Lázaro de Souza, Nicolau Martins, Monte Oliveira, Antônio Macário, Andrade Pessoa, Carapinima, Luiz Inácio, Silva Loreiro, Ibiapina Metrovich, Joaquim José da Silva Xavier - o Tiradentes.
Mas o sonho de todos estes Mártires, a chama que os incentivava, num amor ardente, não havia-se apagado ainda; ao contrário, mais viva , fagulhando mais ainda, aparecia, crescia em labaredas no peito patriota de Beijamin Constant Botelho de Magalhães.
Corporificando em si os nobres fragmentos do passado republicano, tendo em suas veias circulando o sangue escaldante de todos os heróis que se haviam dado generosamente à Pátria; reunindo no seu patriotismo, o de todos os patriotas e tendo, no seu devotamento, o de todos os brasileiros, Benjamin Constant, quis realizar o sonho dos seus Patriotas : República Sociocrática. "Independência e Colaboração", para a conquista da Ordem e do Progresso !
Parte, o primeiro grito das caatingas de Pernambuco, com Bernardo Vieira de Mello, em 1710, quiseram abafa-lo, mas este brado ressoou e o seu eco, ouviu-se até no Sul. Das caatingas aos pampas, atingiu todas as almas bem formadas. Este grito foi a alma republicana, que se personificou em Benjamin Constant, tornando-o patriota, inspirando-lhe a grande devoção cívica, incutindo-lhe o caráter perfeito e finalmente criando o Fundador da Federação Republicana Sociocrática Brasileira. Assim é que 15 de Novembro de 1889 se filia ao longo do passado republicano, a 10 de novembro de 1710.
As etapas que se interpõem são elos de amor que formam a corrente que se estenderá até o futuro. Mas hoje este futuro está sendo orientado, para um outro futuro, não aquele que nos desejamos e sim aquele que os outros desejam, este é o grande perigo.
Desde 1710 que o espirito republicano, indefinido se era democrático ou Sociocrático, nutrido do mais puro patriotismo, cresceu, fortificou-se e engendrou a história republicana brasileira.
Os nossos compatriotas de 1817, de 1824 e 1828, estão vivos e devem alertar os patriotas de todos os tempos, com os seus clamores ainda, sadios e puros. Sadios dos sentimentos da Pátria, que a Historia retransmite ao futuro.
Mas de todos os gritos de alarme, aquele que arrancou os corações dos peitos dos patriotas, e pôs à disposição do ideal, o que mais profundo rasgou o espaço e o tempo, é sem duvida o 6 de novembro de 1836, cujo o gemido lancinante ecoou pelas planícies, penetrou nas choupanas e germinou em 24 de julho de 1839.
Não há duvida, que a genealogia gloriosa de 15 de novembro de 1889, tem como pai Manuel Beckman 1661-1685; como padrasto Zumbi, valente Mártire Negro, lá dos ídolos de 1696, e como Mãe a Revolução nativista dos Mascates de 1710, gerando como filho prodígio, Benjamin Constant, em 1889.
Quinze de novembro é a consubstanciação de todas essa glorias e martírios, desse ideal que ardentemente pregado e definido até a morte, porém mal definido e vagamente expresso.
15 de Novembro é um passo à frente na evolução brasileira , um grande passo.
Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina são partículas vivas deste ideal que não morre. O sangue dos patriotas alimentará a chama que se reacenderá, o mais rápido, ainda neste século, para a honra da Federação Política das Republicas Sociocráticas Brasileiras.
Benjamin Constant é a herança personificada e viva de todo esse passado e traz em si o sonho da Liberdade e da República, onde aplicável : dos Beckmans, Jorge Sampaio, Zumbi, Jerônimo Pedroso, Bernardo Vieira de Melo o primeiro propriamente a propagar o brado de República no continente americano; Felipe dos Santos Freire, Sebastião da Veiga Cabral , Pascoal da Silva Guimarães, Manuel Mosqueira, Domingos Prado, José Joaquim de Maia, Domingos Vidal Barbosa, José Alvares Maciel, José Joaquim da Silva Xavier-Tiradentes; Francisco de Paula Freitas de Andrade, Inácio José de Alvarenga Peixoto, Domingos de Abreu Vieira; Cláudio Manuel da Costa, Thomás Antônio Gonzaga, José Resende Costa, Luiz Vieira da Silva, Correia de Toledo, Oliveira Rolim, Manuel Rodrigues Costa; José de Barros Lima-Leão Coroa, Domingos José Martins, João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro, Domingos Teotônio Jorge, José Lins de Mendonça, Manuel Joaquim Correia de Araújo, Padre Roma, Padre Miguelino, José Martiniano de Alencar, Gervásio Pires Ferreira, Antônio Carlos de Andrada Machado Silva, Bernardo Luiz Ferreira, Manuel Pereira Caldas, Pedro de Souza Tentório ; José Bonifácio de Andrada e Silva- O Patriarca da Independência; Manuel de Carvalho Paes de Andrade, Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, José Natividade Saldanha, Joaquim Loureiro, João Metrowich, João Guilherme Ratcliff , Diogo Antônio Feijó, Mártires Farroupilhos tendo como Chefe Bento Gonçalves da Silva , ao lado de Davi Canabarro e José Garibaldi, estes três últimos fundando a Republica de Piratini.
Proclamando com orgulho a hegemonia da filosofia positivista, Benjamin Constant se infiltrava neste grupo de republicanos, que desde Bernardo Vieira de Melo vem até Teixeira Mendes. Se não realizou o programa que os Sistema Sociocrático lhe ensinou, por meio do socialismo pacifista, foi porque forças reacionárias por um lado e dissolventes por um outro, lhe dificultaram a ação patriótica.
"A influência positivista , não se fez sentir se não aos dois primeiros meses. isto é, até o Senhor Demetrio Ribeiro sair do Ministério. Esta retirada anunciou que o influxo preponderante havia sido definitivamente conquistado por individualidades nefastas , que não tardaram em desnaturar o novo regime e em extinguir todo o afã regenerador". Miguel Lemos
É neste momento, que infelizmente a Democracia sobrepujou a Sociocracia em nosso Torrão.
O Estado Republicano Sociocrático é criado por um conjunto de Leis Naturais; Ele , tal como percebeu Augusto Comte , sai estruturalmente da Natureza, e a sua sociedade vem das relações espontâneas que naturalmente a determinam.
Este Estado é visceralmente Sociocrático: tem uma estrutura relativa à sua sociedade e tem uma sociedade que só pode viver e evoluir, social e moralmente em paz, dentro desta estrutura. Mudar-lhe a sua estrutura é ferir-lhe a própria Moral, isto é, a mesma coisa que se nós modificássemos a anatomia de um ser humano, com certeza alteraríamos profundamente o seu sentimento, o seu pensamento e a sua forma de agir.
O Estado Republicano, é portanto, uma conseqüência, um resultado da própria existência humana e da sua civilização; Ele surge da vida coletiva continua, com a sua estrutura, como o homem sai do ventre materno, com a sua anatomia própria definida.
O Estado Democrático ou Estado de Nações ou estado Ideológico ou Estado Nominal ou Estado Subjetivo se forma aprioristicamente, para ser Ele mesmo, a razão da existência humana; Ele cria a vida coletiva ao gosto dos mandantes, como outrora se supunha Deus criava os impérios ao gosto dos reis ou príncipes.
Isto ainda hoje é proclamado em linguagem mais que metafísica, em puríssima linguagem teológica. O Estado Democrático se funda, segundo a teologia moderna nos postulados das profecias. Mas tal disparidade , a muito que é sentida e mesmo proclamada pelos espíritos de escol. Já Kant, apesar do alarde que faz do "Direito", sentiu perfeitamente esta questão dando-nos em paginas magistrais o conceito de Estado.
"Não basta que a vontade individual de todos os homens seja favorável a uma constituição legal, segundo princípios de liberdade; não basta a unidade distributiva da vontade de todos.
Para resolver tão difícil problema, é preciso que todos juntos queiram este Estado, para que se institua uma unidade total da sociedade civil. Assim, sobre as diferentes vontades particulares de todos é necessário uma causa que as una, para constituir a vontade geral, e essa causa unitária não pode ser nenhuma das vontades particulares. Não é possível contar com a consciência moral do legislador, e crer que ele , depois de ter reunido em um povo a multidão não civilizada, vai deixar ao cargo dela, o cuidado de uma constituição jurídica conforme a vontade comum."
No Brasil, desde o século XVIII, o Estado republicano paira na atmosfera do sentimento público determinando movimentos dentro do sentimento espontâneo de Pátria e dentro do sentimento natural de Estado.
Somente devido ao egoísmo necessário ao sistema capitalista, que desenfreou e criou a maior centralização econômica, financeira, trabalhista e demagógica que poderia infelicitar os povos brasileiros. Realizada esta centralização, transformaram-na em Nação; e os seus detentores subiram ao pedestal da pátria, que eles criavam e criam até hoje.
O 15 de Novembro vem desta dolorosa evolução política e não - como pensam alguns - conseqüência da abolição escravocrática. Naquela época Miguel Lemos esclarecia :
" a fraqueza da monarquia entre nós não proveio da lei de 13 de maio e sim de nossos antecedentes históricos...... lamentamos que a mesma convicção não exista da parte do chefe do Estado, visto como muitos males seriam poupados à nossa Pátria e a Humanidade , se ele nos isentasse do republicanismo democrático. Mas qualquer que seja a sua conduta esse republicanismo será varrido da cena política para dar lugar a ditadura republicana , e isso, em futuro tão mais próximo, quanto mais cedo igual transformação operar-se na França. É urgente trabalhar para que o republicanismo democrático, torne-se superado, pois ele tem assumido de a muito as proporções de calamidade publica, de modo que ou acabamos com a democracia, ou ela adormecerá em nós as forças patrióticas e morais no tóxico do seu caos.
É devido ao espirito republicano que de fato existe latente, na evolução brasileira, que o Brasil só tem um problema à resolver. Problema de âmbito Nacional Federal que, quando resolvido arrastará com ele, todos os outros problemas que só existem, como apêndices sugadores dele próprio, isto é, a centralização. No entanto todos Estados da Federação deverão propagar o mesmo Sistema Educacional, ditado pelo Governo Federal, para criarmos nos brasileiros o espirito homogêneo Patriótico, com base em uma Moral Positiva e numa Intelectualidade Cientifica, afim de evitarmos o que existe hoje, pois neste momento, as idéias de vender a Pátria, por meio da corrupção, em vez de defende-la, para o bem estar dos seus patriotas, de forma Moral Positiva.
" ...entendemos que no presente, a Federação Política das Republicas Brasileiras, sinceramente respeitada a autonomia destas, é o regime que mais se coaduna com os interesses da humanidade e do povo luso-americano.." Teixeira Mendes
A filiação histórica de um fato é dada pelos seus antecedentes , mas consoante aos mesmo sentimentos que os inspirou. Esta profunda observação de Teixeira Mendes , que abaixo descrevemos nos alerta, sob um cunho científico, sobre as verdades futuras :
" É somente com uma doutrina cientifica que se é capaz de traçar, o plano destinado a dirigir a conduta em qualquer caso. Mas Graças a este privilégio, das teorias monárquicas, é também evidente a sociologia Positiva, não teria ainda seu verdadeiro caráter, se ela fosse incapaz de sistematizar a transformação pela qual está passando a Sociedade . Uma tal lacuna impossibilitaria aplicá-la a investigação do Passado , visto como toda a explicação da Historia está em mostrar como cada fase social resulta da anterior, isto é, importa prever , mediante uma fase, a que se lhe há de seguir. Só o fato de já achar-se realizada, então a segunda fase permite confirmar desde logo , ajustes da previsão , como em qualquer outro caso cientifico. Tendo interpretado o passado, Augusto Comte demonstrou, simultaneamente a aptidão do Positivismo para descrever o Futuro mais remoto, para sistematizar o Presente, ou melhor o Futuro mais próximo." Ultimas Concepções, 482 .
Apreciamos com rigor nosso passado quanto ao princípio republicano, do equilíbrio social, da Independência ou liberdade, e da colaboração da ordem e do progresso e da fraternidade humana.
No dia 10 de Novembro de 1710, num congresso reunido em Olinda, onde estava toda a nobreza pernambucana, para resolver sobre que destino a ser tomado, devido aos acontecimentos conhecido pelo nome de guerra dos Mascates, Bernardo Vieira de Melo ergueu a voz, em pleno congresso, para propor, pela primeira vez, o rompimento com a metrópole e a fundação de uma republica nos moldes da Holanda ou de Veneza; sugeriu que se fizesse da capitania a Republica de Pernambuco. A assembléia unanimemente aplaudiu e aprovou, a medida radical e patriótica. Vieira de Melo com o pessoal do sertão parte marchando sobre Recife, ocupando-o e fazendo aí , a histórica proclamação.
Em 1789 na Chácara do Cruzeiro, residência do Frei de Andrade, o assunto republica foi ventilado, idealizou-se e talvez tenha sido proclamada a republica Mineira, cuja capital seria São João del Rei. Libertas quae sera tamen, o lema inscrito na bandeira toda branca, traduzia o sentimento patriótico mineiro, que conduziu Tiradentes ao cadafalso, em 21 de abril de 1791.
Em 1817 a Junta Provisória do governo pernambucano declara que a revolução vitoriosa é republicana; cria a nova bandeira azul e branca; delibera que os atos do governo seriam datados da "segunda era da liberdade pernambucana".
Sustendo suas gloriosas tradições republicanas, Pernambuco proclama em 2 de Julho de 1824, a Confederação do Equador.
A 28 de agosto de 1828 assina-se o tratado, segundo o qual a Província Cisplatina passa a constituir Estado Soberano.
Em 6 de Novembro de 1836, é proclamada a independência da Província do Sul e constituída a Republica Rio-Grandense.
Em 24 de julho de 1839 , é proclamada a independência de Santa Catarina e constituída a Republica Catarinense.
Em 1870 é fundado na Corte o Partido Republicano. Na filiação de 15 de Novembro, este é um dos fatos sociológicos de maior importância, embora mais democrático que republicano, e portanto mais de espirito metafísico que cientifico. O fato é que a sua existência , e principalmente o titulo de "republicano" que exibia no cenário político monarquista, era uma espécie de bomba, que estouraria a qualquer momento, embora constituídos por homens venais - que logo se acomodaram sob a corrupção do trono- não sabiam guardar e honrar o Ideal que vinha na correnteza dos sangues dos ilustres e dos veneráveis, puros e idealistas, patriotas do passado.
Por menos esclarecidos que fossem esses "republicanos" por mais vagos que fossem os princípios que os animavam , não era possível, em face dos antecedentes históricos, que pretendessem a formação de uma Republica unitária e não de uma Federação Política das Republicas Brasileiras. Embora sem nenhuma ligação direta, este partido sucedera imediatamente a uma Sociedade positivista fundada por Benjamin Constant em 1868, que teve vida muito efêmera.
Esta Sociedade que tinha como finalidade o estudo da Filosofia Positiva, é uma prova de que o ilustre patriarca do movimento de 1889, sabia que somente no Positivismo, estavam os princípios republicanos e as luzes para uma Sã Política. É de admitir , que os princípios mais elementares do Positivismo acerca da política fossem conhecidos, a despeito de mal compreendidos por uns e por outros. " O manifesto de tal Partido, insuficientemente aborda a questão social. Peça de valor político com cunho critico, com base nas doutrinas democráticas, e o seu único alcance foi o de proclamar a eliminação do regime monárquico. Passou o republicanismo democrático a levar uma vida inglória, na evolução nacional, assistindo egoisticamente à elaboração dos grandes princípios regeneradores" Teixeira Mendes.
A idéia republicana era de constituir uma federação consoante ao espirito de liberdade, expresso na denominação posteriormente dada por Teixeira Mendes: Federação Política das republicas Brasileiras, deves que a Historia indiscreta e insistentemente, mostrava que varias destas republicas já haviam dado o grito de liberdade, e sido mesmo proclamadas; portanto o sentimento dominante era o sentimento republicano da pátria: independente economicamente e financeiramente.
A eloquência da historia não podia conduzir os republicanos do Partido de 1870 a idealizar outra reforma que não fosse uma federação dos estados brasileiros; e uma federação só se consegue com a autonomia de seus elementos. Por mais alheios que eles estivessem à ciência social, recém criada, não podiam ser alheios à historia do Império; e bastaria então o bom senso para inspira-los e ensinar-lhes que um Império se transforma em Federação e nunca num Estado; e ainda mais que , é a força que sustenta um Império, e por outro lado o que assegura a existência de uma Federação é liberdade na forma de independência administrativa, econômica e financeira. De modo que quando uma federação, para se manter democraticamente, assenta a sua existência na Força, é certo que não é mais uma federação, mas um Império que, não tendo rei , não sabe dispensar a força bruta, para manter a sua integridade territorial. Carecendo dos canhões, dos bordados e dos galões para manter a sua integridade, é certo que o Estado não é republicano.
 
 
FONTE:

Dia da Proclamação da República

Dia da Proclamação da República
 
República é o sistema de governo em que um ou vários indivíduos eleitos pelo povo exercem o poder supremo por tempo determinado.
Nesta data, no ano de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca entrou no Quartel-General do Exército (hoje Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro), montado num cavalo e terminou com o último Gabinete da Monarquia, que se encontrava em reunião naquele local.

Na verdade, o sistema monárquico de governo já não tinha o apoio de antes da Igreja, nem dos militares, nem das lideranças civis e dos antigos senhores de escravos. Essa insatisfação generalizada enfraqueceu a monarquia e o gesto do marechal Deodoro foi o marco decisivo para abolir aquele sistema e implantar a República. O fato é que muitos só esperavam que isso acontecesse após a morte do imperador D. Pedro II, admirado e respeitado por todos.
O marechal Deodoro, ao chefiar o movimento pacífico do qual se tratou a Proclamação da República no Brasil (não houve derramamento de sangue), marcou o início de uma nova era no país, a partir do ano de 1889. O começo da era republicana, que se firmou de fato com o marechal Floriano Peixoto, sucessor de Deodoro.

Os fundamentos

Dia da Proclamação da República
A Pátria, de Pedro Bueno
 
A semente do ideal republicano no Brasil já podia ser percebida nos tempos coloniais. Movimentos de emancipação como a Inconfidência Mineira (1789), a Conjuração Baiana (1798) e a Revolução Pernambucana (1817) tinham em mente, de uma certa forma, a adoção da República como sistema de governo.
Esse ideal, que teve como fonte os princípios da Revolução Francesa, foi se fortalecendo aos poucos entre as Forças Armadas e sua implantação deixou de ser um mero sonho para se tornar uma possibilidade real, tendo em vista o desgaste da Monarquia.
O Imperador D. Pedro II ainda tentou manter o sistema monárquico, ao sugerir a formação de um ministério comandado por Silveira Martins, inimigo pessoal do marechal Deodoro. A decisão, porém, ocorreu-lhe tarde demais, não conseguindo impedir que, já na manhã do dia 16 de novembro, o Diário Oficial publicasse a notícia da Proclamação e também a do governo provisório na mudança do Regime.
A atual bandeira do Brasil foi instituída no dia 19 de novembro de 1889, quatro dias depois de proclamada a República.

Estratégia e intimidade

Dia da Proclamação da República
 
Ninguém pode afirmar com certeza que o Marechal Deodoro quisesse de fato proclamar a República. Ele era amigo de D. Pedro II e tinha boas relações com a família imperial.
Entretanto, sua ação já havia avançado de uma tal maneira que não seria possível voltar atrás. Muitos militares saudavam a República das janelas dos quartéis, aguardando a conclusão do movimento.
À frente do Gabinete da Monarquia se encontrava o Visconde de Ouro Preto, de quem Deodoro guardava alguns ressentimentos: primeiro, por ter nomeado seu grande inimigo, Gaspar Silveira Martins, para a presidência do Rio Grande do Sul; e, segundo, por ter oferecido a presidência da província de Mato Grosso a Cunha de Matos, com o qual não se entendia.
Nessa mágoa de Deodoro é que os republicanos convictos se agarraram, vencendo a indecisão afetiva do Marechal e o aliciando definitivamente para a conspiração e o derradeiro golpe. Militares como Benjamin Constant e Sólon Sampaio Ribeiro, sabendo tanto do seu descontentamento com o Visconde de Ouro Preto quanto do seu prestígio entre os soldados, souberam estrategicamente convencer Deodoro a favor da causa republicana.

A Constituição: de direito e de fato

Dia da Proclamação da República
 
Elaborada e promulgada rapidamente, a nova Constituição do país determinava que o primeiro presidente da República e o seu vice fossem eleitos pelo Congresso Nacional. Ganharam a eleição o Marechal Deodoro para a presidência e o Marechal Floriano Peixoto para a vice-presidência. Ambos de chapas diferentes, iniciando, dessa forma, uma prática que viria a se tornar comum: a de o presidente e o vice serem de partidos opostos.
Inspirada na Constituição norte-americana, a Carta Magna brasileira estipulava para a nação um regime republicano, com governo presidencialista e sistema federativo. Na prática, no entanto, o que se deu nos governos seguintes foi um forte e centralizado presidencialismo, tornando difícil a aplicação do princípio federativo, uma vez que os estados nunca foram independentes do poder central nem no âmbito político, muito menos no financeiro.
Ganharam força as oligarquias rurais, basicamente as de São Paulo e Minas Gerais, fazendo surgir a conhecida política do "café com leite", que alternou o poder presidencial entre esses dois estados até o ano de 1930, quando chegou ao fim a chamada República Velha.
Em 24 de fevereiro de 1891, foi promulgada a primeira Constituição Republicana.

Quem foi o Marechal Deodoro?

Dia da Proclamação da República
 
Nascido em Alagoas, em 1827, combateu revoltas contra o Império e lutou nas guerras do Prata e do Paraguai, alcançando o posto de marechal, em 1884. No ano seguinte, foi nomeado comandante de armas do Rio Grande do Sul e lá mesmo se envolveu com os fatos que o colocariam, a sua revelia, na liderança do movimento que acabou com o sistema monárquico. Em 1886, foi para o Rio de Janeiro, assumindo a chefia da facção do Exército que era favorável à libertação dos escravos.
Como presidente, sofreu violenta oposição do Congresso, que tentou vencer articulando um golpe de Estado. Não contava, porém, com a resistência do Exército, chefiada pelo vice-presidente, Marechal Floriano Peixoto e, em 1891, cansado e desiludido, renunciou ao cargo com a seguinte frase: "Assino o decreto de alforria do último escravo do Brasil".

Hino à Proclamação da República

José Joaquim Medeiros de Albuquerque

Seja um pálio de luz desdobrado
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus.
Seja um hino de glória que fale
De esperanças de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!
Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre país
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos unidos levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha avante da Pátria no altar!
Liberdade! Liberdade!...
Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue no nosso pendão
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder,
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!
Liberdade! Liberdade!...
Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado
Sobre as púrpuras régias de pé!
Eia pois, brasileiros, avante!
Verdes-louros, colhamos louçãos!
Seja o nosso país triunfante
Livre terra de livres irmãos!
Liberdade! Liberdade!...

Contando história

Depoimentos:

"Em 16 de novembro de 1889, o jornal carioca O Paiz noticiava como manchete: 'PROCLAMAÇÃO'. A seguir, anunciava o que ocorrera no dia anterior: 'Concidadão: o povo, o exército e a armada nacional em perfeita comunhão de sentimentos com os nossos concidadãos residentes nas províncias acabam de decretar a deposição da dinastia imperial.' Assim, o Brasil começava a viver sob um novo regime político, a República, ganhando nova bandeira, hino e heróis nacionais. O povo passava a eleger o chefe de Estado, o Presidente, além de escolher os senadores e os governadores dos chefes federados, muito mais poderosos do que quando eram províncias. Nesses 110 anos, a participação política do povo brasileiro não parou de crescer: o número de eleitores aumentou, com o voto feminino e dos analfabetos, e os direitos dos cidadãos se ampliaram bastante. Mas uma República nunca está "pronta", havendo sempre direitos a garantir e a conquistar. E todos, governo e povo, devem entrar nessa luta."
 
Angela de Castro Gomes
Historiadora da Fundação Getúlio Vargas e
Professora da Universidade Federal Fluminense - UFF
 
 
"Em 1922, quando da revolta do Forte de Copacabana, Siqueira Campos retalhou uma bandeira nacional em 29 frações e as distribuiu aos soldados sublevados, que, em qualquer situação, isoladamente, podiam homenagear o Pavilhão Nacional e dele receber inspirações.
Quando da fundação de Brasília, criou-se um recanto para o culto coletivo de toda a Nação. Na Praça dos Três Poderes, está permanentemente hasteada uma Bandeira Nacional. Na base do mastro, as palavras:
SOB A GUARDA DO POVO BRASILEIRO, NESTA PRAÇA DOS TRÊS PODERES, A BANDEIRA SEMPRE NO ALTO, A VISÃO PERMANENTE DA PÁTRIA.
Olhando de longe para a Capital Federal, os brasileiros, nomeadamente aqueles de "peito juvenil" podem cantar: Contemplando o teu vulto sagrado Compreendemos o nosso dever, E o Brasil por seus filhos amado, Poderoso e feliz há de ser."
 
Raimundo Olavo Coimbra
Autor do livro " A Bandeira do Brasil"
Professor de Filosofia da Universidade Gama Filho

Fonte: www.ibge.gov.br
EXTRAÍDO: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/novembro/dia-da-proclamacao-da-republica-1.php

9 de novembro de 2011

Um pouquinho da Proclamação da República

A república é uma forma de governo que tem como objetivo principal atender aos interesses dos cidadãos. Neste regime é o povo que elege seu governante, portanto é um regime mais democrático e é este regime que vigora no Brasil atualmente. Mas... Nem sempre foi assim, pois entre 1822 e 1889 era o regime monárquico que vigorava em nosso país e ao longo desse período teve dois imperadores: D. Pedro I e D. Pedro II. Por ser um tipo de regime que não leva em consideração às necessidades do povo, ao longo de todos esses anos o regime monárquico ficou desgastado e a necessidade de mudanças cada vez mais evidente.
Houve várias tentativas de mudança: a primeira delas ocorreu em 1789, em Vila Rica, Minas Gerais, onde vivia Tiradentes e outros revolucionários, tentaram modificar a realidade, principalmente por não concordarem com os altos impostos cobrados pelo rei. Esse movimento ficou conhecido com a Inconfidência Mineira e não acabou nada bem, pois Tiradentes acabou sendo preso e enforcado, acabando temporariamente com as manifestações. Depois, em 1824, outro grupo revolucionário, agora de Pernambuco, tentou ir contra o imperador, constituindo a Confederação do Equador, ação que durou apenas 4 meses e também resultou na prisão e morte de muitos dos envolvidos.

Ainda em 1836, lideres do Rio Grande do Sul entram em guerra contra o Imperador organizando a Revolução Farroupilha, grupo que também foi derrotado e a monarquia continua imperando no país.

Com todas essas derrotas e como a insatisfação estava evidente em todas as classes sociais, houve acontecimentos determinantes para que a proclamação da república realmente acontecesse: os fazendeiros ficaram descontentes com a abolição da escravatura e exigiam que o imperador os indenizasse, produtores de café do interior paulista eram favoráveis às ações liberais e mão de obra livre. Cada vez mais isolado, o imperador recebeu o golpe final porque aos poucos, os militares também foram se revoltando contra o império.

Assim, a Proclamação da República foi um evento que contou com a participação de muitas pessoas, entre elas as que participaram das campanhas abolicionistas, os fazendeiros e o exército. Quem começou de fato a conspirar para a derrubada da monarquia foi Benjamim Constant. Porém, quem proclamou a República e pôs fim ao império foi o Marechal Deodoro da Fonseca, figura de maior prestígio no exército. Convencido por Benjamim Constant, o Marechal Deodoro concordou com tal ato no dia 11 de novembro. Foi difícil convencê-lo, pois o Marechal era amigo de Dom Pedro II.

Na manhã de 15 de novembro de 1889, Deodoro, à frente de um batalhão, marchou para o Ministério da Guerra, e declarou o fim do período imperial, e o início do período republicano. Dom Pedro II, o imperador da época, que estava em Petrópolis, retornou ao Rio. Ele pensava que o objetivo dos revolucionários era apenas substituir o Ministério. No dia seguinte, foi-lhe entregue um comunicado confirmando a proclamação e solicitando sua partida para o exterior. Entre 1889 e 1930 o governo foi uma democracia constitucional e a presidência alternava entre os estados dominantes da época: São Paulo e Minas Gerais.

Curiosidades:

Antes de viajar para Portugal, no dia 17 de novembro, Pedro II escreveu uma mensagem para o povo brasileiro: "Cedendo ao império das circunstâncias, resolvo partir com toda a minha família para a Europa amanhã, deixando esta pátria de nós estremecida, à qual me esforcei por dar constantes testemunhos de entranhado amor e dedicação durante quase meio século, em que desempenhei o cargo de chefe de Estado. Ausentando-me, eu com todas as pessoas de minha família, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo votos por sua grandeza e prosperidade."

(fonte: Guia dos Curiosos)


Dica para sala de aula:

Para contextualizar a história da Proclamação da República elabore junto com os alunos uma linha do tempo traçando os acontecimentos que antecederam o evento. O conteúdo que fará parte do trabalho poderá ser debatido em classe para que os alunos percebam a importância de cada um.

A comemoração da Proclamação da República é uma ótima oportunidade de refletir sobre os sistemas e a construção da democracia. Para promover essa discussão você pode pedir que os alunos procurem reportagens atuais sobre os regimes totalitários que estão na mídia e também sobre temas atuais da política nacional para que possam comparar e debater em sala de aula.

Outra sugestão é organizar um painel representativo dos eventos posteriores à proclamação, mostrando as mudanças mais significativas para o povo brasileiro depois desse evento.




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