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12 de agosto de 2009

Alfabetização através de obras da literatura infantil.

A escolha pela alfabetização através da leitura de textos da literatura infantil justifica-se pelo fato desta guardar características próprias de sua função, enquanto texto em que o leitor conduz a leitura de maneira própria, atualizando no tempo e no espaço. Não se trata simplesmente de extrair informações da escrita, decodificando-a letra por letra, palavra por palavra. Além disso, acreditamos que a leitura realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto.
Muitos autores vêm contribuindo para o êxito do trabalho de alfabetização ancorado nos livros destinados ao público infantil. Bons exemplos, dentre inúmeros, são Mary e Eliardo França, com a coleção Gato e rato, Sonia Junqueira com a coleção Estrelinhas e Ana Maria Machado, com a coleção Mico Maneco I e II.

Como fazer a correção do texto que a criança produz?

CORRIGINDO TEXTOS PRODUZIDOS PELAS CRIANÇAS EM FASE DE ALFABETIZAÇÃO
(Valéria Poubell)A escrita e a leitura devem ser utilizadas sempre evidenciando a sua função social e ter, portanto, um sentido para as crianças. Uma forma de reescrita pode ser desenvolvida na perspectiva da construção da base alfabética pela criança. Para tanto, devem ser utilizados pequenos textos, garantidos de memória pelas crianças, tais como: poesias, parlendas, provérbios, etc.Uma forma de corrigir os textos das crianças é propor que elas os reescrevam tendo em vista sempre uma função social e um interlocutor que irá ler o texto. Assim, a criança aprenderá que um cartaz para divulgar algum evento, uma carta para alguém ou uma notícia para serem bem compreendidos necessitam ser escritos corretamente e por essa razão precisam ser corrigidos e reescritos.- Escolha um texto de cada vez, de uma criança ou de um grupo, para correção coletiva e somente depois, providencie cópia para todas as crianças. É necessário que este texto tenha uma função e um interlocutor real. Após a familiarização pela criança da atividade de correção e reescrita, pode-se também:- Fazer correção em duplas para posterior reescrita individual do texto.- Trocar de textos entre os alunos para correção e posterior reescrita.- Solicitar a correção individual do próprio texto pelo aluno, a partir de fichários autocorretivos, organizados pela professora e alunos, coletivamente (utilização de códigos). Após a correção cada criança reescreve o próprio texto. Nesta modalidade deve-se levar em conta a troca de professor da turma no mesmo ano ou no ano seguinte, pois os códigos de nada valerão para criança e este novo professor.Outro aspecto a ser observado é a quantidade de elementos a serem corrigidos num mesmo texto. É mais apropriado que essa correção seja gradativa e objetiva. Para tanto se deve elencar um ou dois elementos, no máximo, por vez (ex.: letra maiúscula no início das frases e uso do /ç/). E, se necessário, tomar outros textos produzidos pelos alunos como referencia para correção.E lembrar sempre: o nome da criança que produziu o texto não deve ser revelado, mesmo que durante a correção ela se identifique, diga-lhe que o texto pode mesmo ser parecido com o dela, mas é de uma criança que a turma não conhece.



Retirado: http://vrpoubell.blogspot.com/


1 comentários:

Valéria Poubell disse...

Olá! Fico muito feliz pela oportunidade de trocarmos informações sobre o fantástico e intrigante mundo da alfabetização. Adorei o seu blog. Parabéns!

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