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1 de junho de 2012

Crenças e adivinhações das festas juninas

CRENÇAS
   
Uma das maiores crenças populares dessa época é a que a samambaia só dálor à meia-noite do dia 23 para 24 de junho. No resto do ano nada. Mas esta noite o perfume dessas flores enlouquecem e quem consegue apanhar pelo menos uma flor, será feliz por toda a vida. No amor, será sempre correspondido integralmente. Mas, é preciso estar a postos, pois a flor de samambaia só dura alguns minutos, secando logo depois.
COMPADRIO:
Nos lugares onde o padre só aparece de tempos em tempos, na noite de São João, é costume o compadrio de fogo. Os pais levam a criança para perto da fogueira e dizem o seu nome bem alto, enquanto os padrinhos fazem um juramento de proteger a criança, pulando depois três vezes sobre a fogueira. A criança está batizada e os pais ganham um compadre.
CORPO FECHADO:
Em algumas partes do Brasil, acredita-se que à noite de São João seja a ideal para efetuar o “fechamento do corpo com reza brava”. Basta carregar um bentinho junto ao peito, pular fogueira, passar pé descalço sobre as cinzas e recitar algumas orações apropriadas.
FARTURA:
O levantamento do mastro deve acontecer no dia 12 de junho, na festa de Santo Antônio. O buraco no chão deve ser tampado com ovos de galinha, grãos de milho e de feijão, pois as galinhas ficam sem pestes e as colheitas se tornam boas. Um limão na ponta do mastro dá fertilidade à terra. As árvores estéreis que não dão frutos, se forem surradas com varas, na noite de São João, tornam-se frutíferas. O tição apagado da fogueira de São João serve para ser queimado nos dias escuros, quando ameaça tempestade ou trovoada, tendo o mesmo valor do ramo bento do Domingo de Ramos. Além disso, protege as colheitas e, se for colocado no galinheiro, protege as galinhas contra a peste.


ADIVINHAÇÕES

O que mais se usa fazer na noite de São João são as adivinhações. Assim, por exemplo, à meia-noite, três cabeças de alho cada uma correspondendo a um namorado. No dia seguinte, a que tiver nascido será o nome do futuro marido. Outra sorte é a do ovo. Pouco antes da meia-noite, quebram um ovo num prato novo que está colocado sobre uma toalha nova. À meia-noite, acende-se um palito de fósforo de uma caixa nova olhando para o prato. Se tiverem que se casar, aparecerá a figura de um noivo. Se tiverem de morrer, aparecerá uma rede e se tiverem que viajar, um navio.

A agulha também serve para adivinhação. Basta colocá-la num prato cheio d’água. Se ela afundar, a moça não se casa aquele ano, mas se boiar é bom ir preparando o enxoval.
O tronco da bananeira serve, igualmente, para a sorte. Pega-se um canivete e dá-se um profundo talho no tronco. No dia seguinte, se lá estiver a figura de um navio, é viagem.
Se tiver uma cruz, é morte. Mas se aparecer uma flor, um altar ou uma igreja, o casamento é garantido.
FONTE:  CENTRO MUNICIPAL DE ESTUDOS E PROJETOS EDUCACIONAIS JULIETA DINIZ - CEMEPE

OS SANTOS DE JUNHO E SUAS TRADIÇÕES



As festas juninas foram trazidas ao Brasil pelos portugueses, que já as celebravam na Europa, consagrando-as a Deus. Coincidiam com o início da primavera e os camponeses pediam ao Criador que olhasse as suas colheitas.
Características das regiões rurais, as festas juninas têm seu ponto alto na trilogia de Santo Antônio, São João e São Pedro. Embora tenham cunho religioso no início, as festas duram a noite inteira e acabam sempre com a quadrilha, para a qual se preparam todos os rapazes e moças do local. Eles, com suas botinas engraxadas e calças de linho; elas com seus vestidos de chita e cabelos trançados, amarrados com vistosos laços de fita. Transportada para a cidade a quadrilha, quando é dançada, dura pouco tempo. No resto da noite há apenas um baile normal.
A quadrilha é de origem européia do começo do século XIX. Praticada nos salões de palácios europeus, no Brasil a dança popularizou-se, acabando por tornar-se apenas uma dança caipira. É dividida em cinco partes comandadas por um marcador que mistura palavras francesas e portuguesas.
Santo Antônio
Comemorado no dia 13 de junho, Santo Antônio nasceu em Lisboa. A devoção a Santo Antônio, trazida pelos portugueses, aqui aumentou a tal ponto que durante muito tempo o dia 13 de junho foi considerado feriado nacional. Dos santos de junho, é o mais camarada, já que além de proteger as solteiras ainda tem a faculdade de achar objetos perdidos. São muitas as lendas a respeito de sua proteção dentro das casas ou nos campos de batalha contra o holandês invasor, contra os franceses ou na colônia do Sacramento. Esta proteção chegou a ser tão grande que o santo foi reconhecido como Coronel do Exército Brasileiro, recebendo soldo depositado em favor dos conventos franciscanos no país.
Há fórmulas para se conseguir tudo do santo, principalmente no que se refere a casamento. Uma delas: a candidata ao matrimônio escreve num pedaço de papel o nome de quem deseja para marido. O papel dobrado em três é depositado sob a imagem do santo. Se em três dias não for pedida em casamento, tira a imagem do oratório e a coloca num coador de café.
Se passados mais três dias não der resultado o santo é colocado num pilão revirado no chão.
Ainda assim, se o problema continua, a imagem é amarrada pelo pescoço e jogada num poço ou cisterna no quintal. Se depois de “afogado”, o santo ainda não tiver resolvido nada a moça apela e retira a imagem do menino Jesus dos braços de Santo Antônio. Aí, não há santo que resista.
São João
Comemorado no dia 24 de junho, São João é o santo mais importante do mês, embora não seja tão casamenteiro quanto Santo Antônio. Na sua festa ele sempre está dormindo e as moças aproveitam
disso para vestir roupas bonitas e saírem à procura de marido. O forte de São João são as adivinhações e as mocinhas aproveitam de sua sonolência para tirar a sorte, a fim de adivinhar com quem e quando vão casar. Dizem que São João dorme durante a festa porque se ficasse acordado poria fogo na terra.
Os pais de São João eram Isabel e Joaquim e quando ele nasceu, a virgem Maria foi visitá-lo sendo recebida por Isabel com os versos do “Magnificat”. João cresceu no deserto, pregando a vinda do Messias, seu primo Jesus, a quem batizou. Morreu decapitado por ordem de Herodes que assim agiu para agradar à filha de sua amante. Além desses fatos, o resto é lenda. Dizem que ele nasceu numa noite muito bonita e Isabel, para avisar Maria, mandou
erguer um mastro em sua casa, acendendo uma fogueira para iluminar. Era o sinal combinado para a Virgem Maria avisá-la, levando uma capelinha, um feixe de palha seca e folhas perfumadas de manjericão. Por isso é que ainda hoje se levantam mastros e o povo fala das rosas, do cravo, da capelinha e do manjericão.
São Pedro
São Pedro, o santo chaveiro por quem todos deverão passar um dia, se abre às portas do céu, fecha as folias do mês de junho, sendo comemorado no dia 29. A sua festa é menos importante para as moças, mas se a mulher é viúva, é dia de grande festa. São Pedro protege as viúvas, mas principalmente aquelas que não querem se casar de novo. São Pedro, o banqueiro, é no Brasil o padroeiro das vocações sacerdotais, como chefe da Igreja que foi. No seu dia, os pescadores
brasileiros colorem os rios e o mar com suas embarcações enfeitadas para homenageá-lo. Como protetor das viúvas que ele é, neste dia em alguns lugares ainda se realiza a procissão das viúvas.
Como por exemplo, no Alto e Médio São Francisco, com as viúvas subindo rio acima, em canoas, levando uma imagem do santo, para conseguir maior proteção.


FONTE: CEMEPE.

Festa Junina: história e dramatização


"Papelzinho mágico"


1. Nasci em uma grande fábrica e fui empacotado com muitos outros iguaizinhos a mim. Todos do mesmo tamanho, da mesma cor e fininhos. Um dia fomos separados e, depois, arrumados em outros conjuntos parecidos mas que tinham cores diferentes: azul, vermelho, verde...
2. Depois, o meu pacote chegou a uma loja e todos nós fomos colocados em prateleiras. Quanta coisa nova eu conheci então! Chapéus, brinquedos, balas... e um mundo de gente que ia comprar coisas. As balas saíam, lápis, pincéis, brinquedos também. Até todos os outros que haviam chegado comigo. Eu fui ficando na prateleira. Fui ficando triste. Ninguém me queria. O jeito era dormir e esquecer as tristezas.
3. Mas um dia entrou um menino na loja. Fechei os olhos e continuei a dormir. Com certeza não era a mim que ele ia querer...
Em todo caso, abri um olho e vi que o menininho apontou para a prateleira onde eu estava. Será que desta vez vou ser escolhido?
Fechei bem fechados os meus olhinhos e fingi que dormia, que não sabia de nada!
4. Ora! Era a mim que ele queria! E lá fui eu muito contente carregado pelo menininho. Ele ia falando sozinho: “Minha professora vai gostar. Consegui uma cor diferente.”
5. E o menino me levou até a escola. Havia tantas crianças naquela escola! E quantas folhas de papel parecidas comigo! Cada criança havia trazido uma cor diferente, mas não havia nenhuma igual a minha. E logo começaram a trabalhar: pega tesoura, corta aqui, corta ali e... de repente... estava transformado em uma porção de bandeirinhas!
6. Pegaram a cola. E cada criança, pegando uma das minhas bandeirinhas, ia colando num barbante. Minha cor foi aparecendo em todas as fileiras... Que beleza estava a sala com todas aquelas bandeirinhas de cores diferentes penduradas nos barbantes.
7. No dia seguinte, crianças e professores levaram todos os cordões para o terreiro que haviam arrumado no pátio da escola. E pendura daqui, puxa de lá, prende acolá e o arraial estava todo enfeitado.
8. Ah!... Descobri porque demorei na loja. É que só agora precisaram de minha cor para enfeitar mais a festa de São João!



Da Coordenadoria de Educação Pré-escolar (Rio de Janeiro/ década de 70-80)

Sugestão: Conte essa história usando folhas de papel de seda (papel fininho das bandeirinhas). Dramatizando o texto, até que a tesoura corte uma série de bandeirinhas (parte 5).

Mais receitas....



Gênero textual: Receita



Textos para trabalhar com gênero textual: Receita





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