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6 de agosto de 2010

Um pouquinho mais de textos para o Dia dos Pais












DIVIRTA-SE COM SEUS FILHOS NAS FÉRIAS
Certo pai contou que quando os seus filhos eram pequenos eles adoravam ter a "noite da família". Eles traziam seus colchões para o quarto do casal e dormiam no chão. Mas de vez em quando, eles tinham uma "super-noite da família". Esta era a noite em que todos dormiam no chão da sala. Não havia nenhuma razão lógica para que quatro pessoas com ótimas camas dormissem no chão, exceto que fazer isto era divertido.
Certa vez, durante uma palestra sobre vida familiar ele descreveu com mais detalhes a "super-noite da família": "Era fantástico! Nós nos deitávamos no escuro em frente à lareira, ouvindo fitas com histórias e comendo muito chocolate. " Quando ele terminou de falar já sabia que estava em maus lençóis ao ver um a senhora caminhando em sua direção. Ele já havia falado em público o suficiente para reconhecer aquele tipo de olhar a uma quadra de distância. Ela o puxou para o canto e perguntou: "Você acha certo incentivar as crianças a comerem chocolate antes de dormir? Seus dentes não vão se estragar?"
Esta é uma "desmancha-prazeres" em ação. Algumas pessoas não podem "farejar" um pouco de divertimento sem declarar guerra à chamada "imaturidade"! É claro que não foi satisfatória a explicação de que as crianças escovavam os dentes depois da "bagunça".
As crianças adoram as pessoas que tem tempo não apenas para ensiná-las, mas também para divertir-se com elas. Eu gostaria de desafiá-los a surpreender seus filhos! Um pai que queria economizar luz na sua casa já havia ameaçado seus filhos de várias maneiras sem ter sucesso pois eles continuavam deixando as luzes acesas. Até que um dia ele fez um cartaz com o nome de cada membro da família e colou na parede. Cada vez que uma pessoa apagava uma lâmpada que outro deixara acesa, ganhava um "X". Após uma semana quem possuía mais "X" ganhava 5 pontos e o jogo começava de novo. Quando alguém atingia 30 pontos, ganhava um prêmio. Meses depois, bastava deixar uma luz acesa por 5 segundos para que alguém viesse correndo apagá-la. A casa ficou mergulhada na escuridão. Todos estavam com medo de usar a eletricidade. Eu sei o que vocês estão pensando... Que isto durou pouco tempo. É verdade! Mas eu sei que daqui a 10 anos ou mais quando alguém falar sobre economizar energia com estes filhos, eles dirão: "Meu pai era doido - você nunca vai imaginar o que ele nos fazia fazer". E eles vão rir novamente lembrando daquele tempo.
Raramente o divertimento é uma coisa cara. Divertimento é montar uma barraca no fundo do quintal e dormir lá com os filhos. É ir ao cinema durante a semana de aulas, e dizer quando se está no trânsito: "O próximo carro que nós ultrapassarmos vai estar sendo dirigido pelo tipo de homem com quem a Maria vai casar" (diga aqui o nome de um dos seus filhos).
Ao se aproximar do carro, todos procurarão ver o motorista. As crianças certamente vão gargalhar com histeria e você terá que procurar manter a compostura.
É claro que existem perigos potenciais em todos estes exemplos. Você poderia pegar pneumonia dormindo no quintal; e nós sabemos que dormir tarde durante a semana de atividades escolares não é bom; também aquele homem no carro poderia não gostar da brincadeira e anotar a placa do seu carro... Mas provavelmente vale a pena, pelo menos de vez em quando, só pelas gargalhadas que a família dará junto.
Chegará o dia em que você terá que chorar com eles. Eles poderão ter 13 ou 33 anos e vocês colocarão os braços ao redor um do outro e passarão juntos pelas crises da vida.
Não há lar imune a este tipo de experiência. Mas a vida familiar precisa ser como uma tapeçaria entrelaçando tempos difíceis com momentos de riso incontrolável. Quando eles eram pequenos, você fazia cócegas neles para fazê-los rir... Nunca pare.
Nas próximas férias, faça seus filhos sorrirem não porque ganharam o presente de Natal que desejavam, mas porque vocês viveram juntos uma situação engraçada. Procure alguma outra criança que não teve a benção de ter pais como vocês e riam um pouco com ela!
Deus os abençoe.
Extraído de Rob Parsons por L.R.Silvado

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE
Meu Diário,
Hoje tentei conversar novamente com meu pai. Acho que não vou falar nunca! Antes de eu conseguir dizer qualquer coisa ele já começa a se queixar do trabalho, é engraçado como as coisas acontecem.
Ele me pergunta como eu estou, me dá um beijo, senta no sofá dizendo estar muito cansado. Minha mãe também não pára um segundo, minha casa é a mais limpa que conheço, e assim mesmo minha mãe tem coisa prá fazer o tempo todo. Não entendo os pais. Será que são todos assim? Acho que eles pensam que está tudo ótimo comigo!
Que bom que pelo menos encontrei amigos bacanas como o Márcio, que ontem até deixou que eu experimentasse um trago do cigarro dele, ele é um cara legal mesmo, até me avisou que maconha faz mal, só que menos que o cigarro comum. Disse que se eu quisesse arranjaria um pouco prá mim, e ainda de graça! Acho que Deus é tão bom que quando não consigo ter amigos em casa, ele me dá amigos tão legais quanto o Márcio.

CARTA AOS PAIS
Também sou pai e portanto compreendo. Vocês querem o melhor para o filho, para a filha. A melhor escola, os melhores professores, os melhores colegas.
Vocês querem que filhos e filhas fiquem bem preparados para a vida. A vida é dura e só sobrevivem os mais aptos. É preciso ter uma boa educação.
Compreendo, portanto, que vocês tenham torcido o nariz ao saber que a escola ia adotar uma política estranha: colocar crianças deficientes nas mesmas classes das crianças normais. Os seus narizes torcidos disseram o seguinte:
- Não gostamos. Não deveria ser assim! O problema começa com o fato de as crianças deficientes serem fisicamente diferentes das outras, chegando mesmo, por vezes, a ter uma aparência esquisita. E isso cria, de saída, um mal-estar... digamos... estético. Vê-las não é uma experiência agradável. É preciso se acostumar... Para complicar há o fato de as crianças deficientes serem mais lerdas: elas aprendem devagar. As professoras vão ser forçadas a diminuir o ritmo do programa para que elas não fiquem para trás. E isso, evidentemente, trará prejuízos para nossos filhos e filhas, normais, bonitos, inteligentes. É preciso ser realista; a escola é uma maratona para se passar no vestibular. É para isso que elas existem. Quem fica para trás não entra... O certo mesmo seria ter escolas especializadas, separadas, onde os deficientes aprenderiam o que podem aprender, sem atrapalhar os outros.
Se é assim que vocês pensam eu lhes digo: Tratem de mudar sua maneira de pensar rapidamente porque, caso contrário, vocês irão colher frutos muito amargos no futuro. Porque, quer vocês queiram quer não, o tempo se encarregará de fazê-los deficientes.
É possível que na sua casa, num lugar de destaque, em meio às peças de decoração, esteja um exemplar das Escrituras Sagradas. Em regra a Bíblia está lá por superstição. As pessoas acreditam que Deus vai proteger. Se assim fosse, melhor que seguro de vida seria levar uma Bíblia sempre no bolso. Não sei se vocês a lêem. Deveriam. E sugiro um poema sombrio, triste e verdadeiro do livro de Eclesiastes. O autor, já velho, aconselha os moços a ensar na velhice. Lembra-te do Criador na tua mocidade, antes que cheguem os dias das dores e se aproximem os anos dos quais dirás: "Não tenho mais alegrias..." Antes que se escureça a luz do sol, da lua e das estrelas e voltem as nuvens depois da chuva... Antes que os guardas da casa comecem a tremer e os homens fortes a ficar curvados... Antes que as mós sejam poucas e pararem de moer... Antes que a escuridão envolva os que olham pelas janelas... Antes que as pessoas se levantem com o canto dos pássaros... Antes que cessem todas as canções... Então se terá medo das alturas e se terá medo de andar nos caminhos planos...
Quando a amendoeira florescer com suas flores brancas, quando um simples gafanhoto ficar pesado e as alcaparras não tiverem mais gosto... Antes que se rompa o fio de prata e se despedace a taça de ouro e se quebre o cântaro junto à fonte e se parta a roldana dopoço e o pó volte à terra... Brumas, brumas, tudo são brumas... (Eclesiastes 12: 1-8)
Os semitas eram poetas. Escreviam por meio de metáforas. Metáfora é uma palavra que sugere uma outra. Tudo o que está escrito nesse poema se refere a você, a mim, a todos.
Antes que se escureça a luz do sol... Sim, chegará o momento em que os seus olhos não verão como viam na mocidade. Os seus braços ficarão fracos e tremerão no seu corpo curvo. As mós - seus dentes - não mais moerão por serem poucos. E a cama pela manhã, tão gostosa no tempo da mocidade, ficará incômoda. Você se levantará tão cedo quanto os pássaros e terá medo de andar por não ver direito o caminho. É preciso ser prudente porque os velhos caem com facilidade por causa de suas pernas bambas e podem quebrar a cabeça do fêmur. Pode até ser que você venha a precisar de uma bengala. Por acaso os moinhos pararão de moer?
Não, os moinhos não param de moer. Mas você parará de ouvir. Você está surdo. Seu mundo ficará cada vez mais silencioso. E conversar ficará penoso. Você verá que todos estão rindo. Alguém disse uma coisa engraçada. Mas você não ouviu. Você rirá, não por ter achado graça, mas
para que os outros não percebam que você está surdo. Você imaginou uma velhice gostosa. E até comprou um sítio com piscina e árvores. Ah! Que coisa boa, os netos todos reunidos no "Sítio do Vovô", nos fins de semana! Esqueça. Os interesses dos netos são outros. Eles não gostam de conviver com deficientes. Eles não aprenderam a conviver com deficientes.
Poderiam ter aprendido na escola mas não aprenderam porque houve pais que protestaram contra a presença dos deficientes.
A primeira tarefa da educação é ensinar as crianças a serem elas mesmas. Isso é extremamente difícil. Fernando Pessoa diz: Sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de mim. Freqüentemente as escolas esmagam os desejos das crianças com os desejos dos outros que lhes são impostos. O programa da escola, aquela série de saberes que as professoras tentam ensinar, representa os desejos de um outro, que não a criança. Talvez um burocrata que pouco entende dos desejos das crianças. É preciso que as escolas ensinem as crianças a tomar consciência dos seus sonhos!
A segunda tarefa da educação é ensinar a conviver. A vida é convivência com uma fantástica variedade de seres, seres humanos, velhos, adultos, crianças, das mais variadas raças, das mais variadas culturas, das mais variadas línguas, animais, plantas, estrelas...
Conviver é viver bem em meio a essa diversidade. E parte dessa diversidade são as pessoas portadores de alguma deficiência ou diferença. Elas fazem parte do nosso mundo. Elas têm o direito de estar aqui. Elas têm direito à felicidade. Sugiro que vocês leiam um livrinho que escrevi para crianças, faz muito tempo: Como nasceu a alegria. É sobre uma flor num jardim de flores maravilhosas que, ao desabrochar, teve uma de suas pétalas cortada por um espinho.
Se o seu filho ou sua filha não aprender a conviver com a diferença, com os portadores de deficiência, e a ser seus companheiros e amigos, garanto-lhes: eles serão pessoas empobrecidas e vazias de sentimentos nobres. Assim, de que vale passar no vestibular?
Li, numa cartilha de curso primário, a seguinte estória: Viviam juntos o pai, a mãe, um filho de 5 anos, e o avô, velhinho, vista curta, mãos trêmulas. Às refeições, por causa de suas mãos fracas e trêmulas, ele começou a deixar cair peças de porcelana em que a comida era servida. A mãe ficou muito aborrecida com isso, porque ela gostava muito do seu jogo de porcelana. Assim, discretamente, disse ao marido: Seu pai não está mais em condições de usar pratos de porcelana. Veja quantos ele já quebrou! Isso precisa parar... O marido, triste com a condição do seu pai mas, ao mesmo tempo, sem desejar contrariar a mulher, resolveu tomar uma providência que resolveria a situação. Foi a uma feira de artesanato e comprou uma gamela de madeira e talheres de bambu para substituir a porcelana. Na primeira refeição em que o avô comeu na gamela de madeira com garfo e colher da bambu o netinho estranhou. O pai explicou e o menino se calou. A partir desse dia ele começou a manifestar um interesse por artesanato que não tinha antes. Passava o dia tentando fazer um buraco no meio de uma peça de madeira com um martelo e um formão. O pai, entusiasmado com a revelação da vocação artística do filho, lhe perguntou: O que é que você está fazendo, filhinho? O menino, sem tirar os olhos da madeira, respondeu: Estou fazendo uma gamela para quando você ficar velho...
Pois é isso que pode acontecer: se os seus filhos não aprenderem a conviver numa boa com crianças e adolescentes portadores de deficiências eles não saberão conviver com vocês quando vocês ficarem deficientes. Para poupar trabalho ao seu filho ou filha sugiro que visitem uma feira de artesanato. Lá encontrarão maravilhosas peças de madeira...

A TIGELA DE MADEIRA
Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade.
As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.
A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer.
Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.
- "Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai", disse o filho.
- "Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca
aberta e comida pelo chão."
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação.
Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.
O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio.
Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira.
Ele perguntou delicadamente à criança:
- "O que você está fazendo?"
O menino respondeu docemente:
- "Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer."
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho.
Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos.
Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.
Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família.
E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.

QUANTO VALE UMA HORA DE SEU TEMPO
- Um menino, com voz tímida e os olhos cheios de admiração, pergunta ao pai , quando este retorna do trabalho:
- Pai, quanto o senhor ganha por hora?
- O pai, num gesto severo, responde: Escuta aqui meu filho, isto nem a sua mãe sabe. Não me amole, estou cansado!
- Mas o filho insiste: Mas papai, por favor, diga quanto o senhor ganha por hora?
A reação do pai foi menos severa e respondeu: Três reais por hora.
- Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?
- O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu: Então essa era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais!
Já era noite quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado.
Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência doida, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:
- Filho, está dormindo?
- Não, papai! - o garoto respondeu sonolento e choroso.
- Olha, aqui está o dinheiro que me pediu: Um real.
- Muito obrigado papai! - disse o filho, levantando-se e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama. Agora já completei, papai! Tenho três reais. Poderia me vender uma hora de seu tempo?
(Autor desconhecido)

TOQUES DE TERNURA
SER PAI É MELHOR DO QUE UM CURSO DE TEOLOGIA.
"Papai."
A voz vinha do outro mundo - o mundo do despertar. Eu a ignorei e continuei no mundo do dormitar.
"Papai", a voz insistiu.
Abri os olhos. Andréa, nossa filha de três anos, estava à beira da minha cama, a poucos centímetros do meu rosto.
"Papai, eu estou com medo!"
Abri o olho. Eram três horas da manhã.
"O que está acontecendo?"
"Preciso de uma lanterna no meu quarto."
"O quê?"
"Preciso de uma lanterna no meu quarto!"
"Por quê?"
"Porque está escuro."
Disse-lhe que as luzes do corredor estavam acesas. "Mas papai", objetou, "o que acontece se eu abrir os meus olhos e não enxergar nada?"
"Diga de novo."
"O que acontece se eu abrir os meus olhos e não enxergar nada?"
Quando eu estava para dizer a Andréa que aquela não era uma hora apropriada para esse tipo de pergunta, minha mulher interrompeu a conversa. Ela me explicou que por volta de meia-noite faltou energia e que Andréa deve ter acordado naquela hora, notando que estava escuro.
Não havia luz no abajur da cabeceira. Não havia luz no corredor. Ela havia aberto os olhos e não vira nada. Somente escuridão.
Mesmo os corações mais empedernidos seriam tocados pela idéia de uma criança acordar no escuro e não poder encontrar a saída de seu quarto.
Pulei da cama, peguei Andréa nos braços, apanhei uma lanterna e a levei para sua cama. Ao mesmo tempo, disse-lhe que papai e mamãe estavam ali e que não precisava ter medo. Eu a coloquei na cama e lhe dei um beijo.
E isso foi o O sentimento de minha filha é ferido. Eu lhe digo que ela é especial.
Minha filha está com medo. Não vou dormir até que ela se sinta segura.
Não sou nenhum herói. Não sou um super-homem. Não sou diferente de ninguém. Sou um pai. Quando uma criança se fere, o pai faz o que é natural. Ele ajuda.
E depois que ajudo, não cobro pelos serviços prestados. Não peço um favor sequer como recompensa. Quando minha filha chora, não lhe digo para calar a boca, ser forte e conservar os lábios cerrados. Também não consulto uma lista de coisas que lhe aconteceram e pergunto por que continua a ferir-se no mesmo lugar e a me acordar de novo.
Não sou brilhante, mas ninguém precisa me dizer que uma criança não é um adulto. Você não precisa ser psicólogo infantil para saber que uma criança está em processo de crescimento.
Não sou profeta, nem filho de profeta, mas algo me diz que, no esquema geral das coisas, os momentos de ternura acima citados são infinitamente mais valiosos do que qualquer coisa que faça diante de uma tela de computador ou uma congregação. Algo me diz que os momentos de conforto que dou a meus filhos são um preço muito pequeno pela alegria de algum dia ver minha filha fazer por sua filha o que seu pai fez por ela.
Momentos do conforto proporcionados por um pai. Como pai, posso lhe dizer que são os momentos mais agradáveis do meu cotidiano. Eles correm naturalmente. São feitos com boa vontade. Trazem sempre muita alegria.
Se tudo isso é verdade, se reconheço que um dos privilégios da paternidade é confortar um filho, por que, então, hesito em permitir que o Pai celeste me conforte?
Por que penso que Ele não quer me ouvir falar em meus problemas? (Eles são insignificantes se comparados com as populações famintas da Índia.)
Por que penso que Ele não tem tempo para mim? (Ele tem o universo inteiro para cuidar.)
Por que acho que Ele está cansado de ouvir sempre as mesmas coisas?
Por que penso que resmunga quando nota que estou chegando perto dele?
Por que acho que consulta uma lista quando lhe peço perdão e me pergunta: "Você não acha que está caindo no mesmo buraco com muita freqüência?"
Por que acho que tenho que usar com Ele uma linguagem sagrada que não uso com ninguém mais?
Por que acho que Ele não pensa em relação ao pai da mentira o que eu pensei em fazer com os pais daqueles meninos arruaceiros que ameaçaram minha filha no ônibus?suficiente para Andréa.
Penso que estava sendo apenas poético quando me perguntou se as aves do céu e a erva do campo têm preocupações? (Não, senhor.) E se eles não têm preocupações, por que eu devo ter?
Por que não levo à sério quando Ele pergunta: "Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está no céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?"
Por que não permitir que meu Pai faça por mim o que estou mais do que desejoso de fazer por meus próprios filhos?
Estou aprendendo, entretanto. Ser pai é melhor do que um curso de teologia. Ser pai me ensina que, quando sou criticado, ferido, amedrontado, há um Pai pronto a me confortar. Há um Pai que me sustenta nos braços até eu me sentir melhor, que me ajuda até que eu possa viver com o ferimento, e que não dormirá quando estou com medo de acordar e ver a escuridão. Sempre.
E isso é o bastante.
(Autor desconhecido)

Textos, poemas e mensagens para o Dia dos Pais












"PAI"
Pai tantas coisa eu queria te dizer,
Cresci ao teu lado ,e o tempo passou,
e não sobrou tempo e até coragem
para dizer o quanto você é importante,
na minha vida, no meu dia a dia...
Pai, os momentos mais difíceis de
minha vida, você estava lado meu lado.
Nos momentos de alegria,
estava você lá do meu lado.
E hoje nesse seu dia,
entre todos outros dias,
gostaria muito de estar do teu lado...
Palavras não terei para expressar
o quanto amo você, para dizer-te o
quanto és importante
em minha vida inteira..
Continue sempre assim,
pois se você na altura
do campeonato resolver mudar,
certamente não vai dar certo,
pois gosto de você como você É.
Feliz Dia dos País
(Autor Desconhecido)

"PAPAI"
Existe um homem que se esmera no comprimento do dever para dar bom exemplo:
Que fica humilde, quando poderia se exaltar;
Que chora à distancia, a fim de não ser observado;
Que, com o coração dilacerado, se embrutece para se impor como um juiz inflexível;
Que, na ausência, usam-no como temor para evitar uma ação menos correta;
Que quase sempre, é chamado de desatualizado;
Que apenas fisicamente, passa o dia distante, na labuta, por um futuro melhor;
Que, ao fim da jornada, avidamente regressa ao lar para levar muito carinho e, as
vezes, pouco receber,
Que esta sempre pronto a ofertar uma palavra orientadora ou relatar uma atitude
benfazeja que possa ser imitada;
Que, muitas vezes passa noites mal dormidas a decifrar os segredos da vida, quando
extenuado, ainda consegue energias para distribuir energias;
Que é tão humano e sensível, por isso, normalmente, sente a ausência do afeto que
lhe é dado raramente e de forma pouco comunicativa.
Que, vibra, se emociona e se orgulha pelos feitos daqueles que tanto ama.
Esse homem geralmente, se agiganta e passa a Ser o valor inexorável quando deixa
de existir para sempre.
Nunca perca, pois, a oportunidade de devotar muito carinho e amizade àquele que é
seu melhor amigo: SEU PAI.
( Marco Antonio Struve)

PAI DE TODO JEITO
Tem pai que ama,
Tem pai que esquece do amor.
Tem pai que adota,
Tem pai que abandona.
Tem pai que não sabe que é pai,
Tem filho que não sabe do pai.
Tem pai ...
Tem pai que dá amor,
Tem pai que dá presente.
Tem pai por amor,
Tem pai por acaso.
Tem pai que se preocupa com os
problemas do filho,
Tem pai que não sabe dos
problemas do filho...
Tem pai ...
Tem pai que ensina,
Tem pai que não tem tempo.
Tem pai que sofre com o sofrimento do filho,
Tem pai que deixa o filho esquecido.
Tem pai de todo jeito.
Tem pai que encaminha o filho,
Tem pai que o deixa no caminho.
Tem pai que assume,
Tem pai que rejeita.
Tem pai que acaricia,
Tem pai que não sabe onde está o filho que precisa de carinho.
Tem pai que afaga,
Tem pai que só pensa em negócios.
Tem...
Tem pai de todo jeito.
E você???
Que tipo de pai você é?
Eu quero um pai, apenas um pai que esteja consciente do amor
que tem para dividir...
Eu quero um pai, apenas um pai
que seja AMIGO!
A todos os Pais,
um carinhoso abraço!
Deus Pai os abençoe!
(Autor Desconhecido)

PAI, PERDOA-ME
Pai, perdoa-me
pelas vezes que sentei ao seu lado, mas não ouvi o que dizias...
Pai, perdoa-me
pela visita rápida de fim de tarde, antes do jantar de domingo...
Pai, perdoa-me
pela pouca paciência, quando querias aconselhar-me nos negócios...
Pai, perdoa-me
por achar que tuas idéias já estavam ultrapassadas...
Pai, perdoa-me
por ignorar tua experiência de vida...
Pai, perdoa-me
pela minha falta de tempo para passar contigo...
Pai, perdoa-me
pelo teu convite que recusei porque ia sair com meus amigos...
Pai, perdoa-me
pela minha insensibilidade na hora da tua dor...
Pai, perdoa-me
pelas vezes em que meus filhos não te trataram com o respeito que merecias...
Pai, perdoa-me
pelo abraço que não te dei, pelo carinho que não te fiz...
Pai, perdoa-me
por não ter reconhecido em ti o próprio Cristo...
Pai, abençoa-me...
(Autor Desconhecido)

Filmes para o Dia dos Pais


Sugestões:

- Bob Pai e Bob Filho

(Augie Doogie and Doggie Daddy) - Criado por William Hanna e Joseph Barbera.
Um Pai que ama muito seu filho e um filho que idolatra seu pai. Bob Pai e Bob Filho são dois cachorros que encarnam a perfeita relação entre pai e filho, seus conflitos de geração e o carinho incondicional e mútuo. Bob Filho é o filho que admira e se espelha no pai, que vive tentando ensinar ao filho as lições da vida, o que, na maioria das vezes, os põe em diversas confusões das quais precisam de muito jogo de cintura e bom humor para sair. Normalmente o pai leva a pior, mas no final tudo se ajeita.

- Em Nome do Pai(In the Name of the father) - 1993
Diretor: Jim Sheridan. Com Daniel Day-Lewis, Emma Thompson, Pete Postlethwait, John Linch, Corin Redgrave.
Precisa dizer mais alguma coisa? Neste filme do diretor Jim Sheridan, o pai, interpretado por Pete Postlethwait, se sacrifica e acaba se tornando o melhor amigo do filho dentro de uma prisão. Daniel Day-Lewis é Gerry Conlon, um jovem irlandês que junto com seus amigos é confundido com terroristas do IRA. A família de Conlon também sofre as conseqüências e boa parte dela acaba na cadeia, inclusive seu pai. Na prisão, Gerry e Giuseppe (Postlethwait) enfrentam a dor e a incompreensão, e descobrem que apenas um sentimento pode mantê-los vivos: o amor entre pai e filho.

- O Pai da Noiva(Father of the Bride) -1991
Direção: Charles Shyer. Com Steve Martin (George Banks), Diane Keaton (Nina Banks) e Kimberly Williams (Annie Banks).
Aquele eterno paizão, que sempre acha que seus filhos ainda não passam de crianças, e de fato para ele nunca deixarão de ser. Protetor, mas ao mesmo tempo extremamente ciumento, principalmente quando sua linda e frágil garotinha resolve se casar. Essa é a história deste filme de Charles Shyer, em que Steve Martin interpreta o divertido e ranzinza George Banks, que quase tem um surto quando descobre que a filha já é uma mulher e ele está mais perto de ser avô do que qualquer outra coisa.

- A Felicidade Não se Compra
(It’s a Wonderful Life, 1946)
Ser pai em 1946, nos Estados Unidos, não era fácil. Recém-saídos da Segundo Guerra Mundial, os EUA passavam por um período de escassez e quem tinha algum dinheiro, mandava. Como era o caso do senhor Potter, que dominava Bedford Falls com sua avareza.
Mas o bondoso George Bailey lá estava para mudar esse quadro. Ele ajudou dezenas de famílias a construírem suas casas sem dever para o maligno Potter e, enquanto isso, construía sua vida em família ao lado da jovem Mary. O casal tinha três filhos: Pete, Tommy e a pequena Zuzu. Embora a relação entre pai e filhos não seja o foco principal do filme, fica clara a relação que George tinha com as crianças. Eles eram seu maior tesouro, ao lado da mulher, e o rapaz faria qualquer coisa para cuidar deles.

- Papai Sabe Tudo
(Father Knows Best, 1954)
O dia-a-dia de uma família típica dos anos 50 é retratado neste seriado que foi um grande sucesso à época. Consistia basicamente em problemas comuns que qualquer família enfrenta, resolvidos com bom humor e simpatia pelo pai sabe tudo, Jim Anderson. Seus filhos Bud, Margaret e Kathy estavam sempre aprontando alguma coisa e depois recorrendo ao pai para resolver a confusão. Sempre sábio, Jim sabia exatamente como agir e, com a ajuda de sua
mulher Bethy, ele dava às crianças importantes lições sobre a vida.

- Anos Incríveis
(Wonder Yerrs, 1988)
O seriado mostrava o crescimento de Kevin Arnold durante os anos 60, enfrentando toda uma mudança nos costumes e na sociedade. O choque de gerações era claro na casa dos Arnold, e a relação do pai Jack com a família era uma batalha diária, devido ao pavio curto dele. Ainda encarnando alguns estereótipos do pai dos anos 50, ele provia o sustento da família e não aceitava muito bem a recém-conquistada liberdade feminina, como a decisão de Karen de morar com o namorado, a vontade de sua mulher, Norma, de trabalhar para ajudar no orçamento, e assim por diante. Mas, apesar dessa fachada rígida, Jack era um pai amoroso, que tinha orgulho de seus filhos, embora não soubesse muito bem como demonstrar isso.

- Kramer vs. Kramer
(idem, 1979)
Ted Kramer é obrigado a assumir o papel tanto de pai como de mãe para Billy, ao se separar de sua mulher. E, nesse quadro novo em sua vida (e na de boa parte da sociedade norteamericana, à época), ele deve aprender como se cuida de uma casa, de uma carreira e de um filho sem deixar a peteca cair. Apesar das dificuldades, Ted consegue estar à altura da responsabilidade e tem uma vida feliz com o pequenino.

- Três Solteirões e um Bebê
(Three Men and a Baby, 1987)
Uma das configurações familiares menos ortodoxas do cinema. Jack, Peter e Michael são três amigos que dividem um apartamento e têm uma vida que consiste basicamente em mulheres, mulheres e suas carreiras. Um dia, uma ex de Jack deixa um bebê na porta da casa, para que o rapaz cuide. A partir desse dia os três precisam aprender a conviver com a nova filha, Mary, e acabam por se dar muito bem na tarefa, não sem antes protagonizarem uma dúzia ou duas de trapalhadas muito divertidas. Os três descobrem que não têm a menor idéia do que fazer com um bebê e penam para trocar fraldas, dar banho, comprar roupinhas e todas as tarefas que confundem qualquer pai de primeira viagem.

- O Paizão
(Big Daddy, 1999)
Largado por sua namorada, Sonny Coufax quer desesperadamente encontrar um jeito de mostrar a ela que não é tão imaturo quanto parece. A saída aparece quando uma ex-namorada de seu amigo Kevin, em viagem à China, deixa um garoto de cinco anos, filho dele, para que Kevin cuide. Para tentar ajudar o amigo e, ao mesmo tempo, reconquistar a namorada, Sonny decide cuidar do menino e descobre que ter um filho é muito mais difícil do que parece. Sua idéia de criar uma criança, dar toda a liberdade que ela quiser, não funciona e ele é obrigado a fazer o menino tomar banho, ir à escola, comer verduras e assim por diante.

- A.I. - Inteligência Artificial
(A.I., 2001)
Henry Swinton é o pai futurista por excelência. Seu filho é um robô. Na verdade, ele tem um filho humano, mas o garoto entrou em coma e, indo para casa, Henry e sua mulher, Monica, resolvem comprar um bichinho de estimação um tanto “exótico”. O bichinho é, na verdade, um robô com inteligência artificial, programado para amar e querer ser amado. Eles dão ao garoto o nome de David e, com o tempo, passam a tratá-lo como um filho. Será esse o futuro dos pais da humanidade?

História: Dia dos Pais


O Dia dos Pais, ao contrário do que muitos pensam, não foi estabelecido como feriado apenas para ajudar às fabricas de cartões e lojas a venderem mais. Neste sentido, sabe-se que Sonora Louise Smart Dodd, de Washington, queria um dia especial para homenagear o pai, William Smart, um veterano da guerra civil que ficou viúvo quando sua esposa teve o sexto bebê e que criou os seis filhos sozinho em uma fazenda no Estado de Washington.
Foi olhando para trás, depois de adulta, que Dodd percebeu a força e generosidade do pai. O primeiro Dia dos Pais foi comemorado em 19 de junho de 1910, em Spokane, Washington. A rosa foi escolhida como a flor oficial do evento. Os pais vivos deviam ser homenageados com rosas vermelhas e os falecidos com flores brancas. Pouco tempo depois, a comemoração já havia se espalhado por outras cidades americanas.

Em 1972, Richard Nixon proclamou oficialmente o terceiro domingo de junho como Dia dos Pais.
O pai brasileiro ganhou um dia especial a partir de 1953. A iniciativa partiu do jornal O Globo do Rio de Janeiro, que se propôs a incentivar a celebração em família, baseado nos sentimentos e costumes cristãos. Primeiro, foi instituído o dia 16 de agosto, dia de São Joaquim. Mas, como o domingo era mais propício para as reuniões de família, a data foi transferida para o segundo domingo de agosto.
Em São Paulo, a data foi formalmente comemorada pela primeira vez em 1955, pelo grupo Emissoras Unidas, que reunia Folha de S. Paulo, TV Record, Rádio Pan-americana e a extinta Rádio São Paulo. O grupo organizou um grande show no antigo auditório da TV Record para marcar a data. Lá, foram premiados Natanael Domingos, o pai mais novo, de 16 anos; Silvio Ferrari, de 96 anos, como o pai mais velho; e Inácio da Silva Costa, de 67 anos, como o campeão em número de filhos, um total de 31. As gravadoras lançaram quatro discos em homenagem aos pais.
O maior sucesso foi o baião: “É Sempre Papai”, com letra de Miguel Gustavo, interpretada por Jorge Veiga. O Dia dos Pais acabou contagiando todo o território brasileiro e até hoje é comemorado no segundo domingo de agosto.


PAIS EM OUTRAS CULTURAS

- REPOUSO PÓS-PARTO
Em algumas tribos indígenas brasileiras, é costume o pai manter resguardo no lugar da mãe que deu à luz. São quase dois meses de descanso, com alimentação leve e abstenção de sexo. Também para ele são destinados os presentes dados pelos membros da família.
Costume machista? Nada disso. É que, para essas sociedades, o pai é o responsável pela existência do filho. O bebê só cresce e se fortalece no útero materno em função das constantes "visitas" do futuro pai à sua mulher. Esse grande esforço de nove meses de relações sexuais constantes exige repouso, para renovar as energias físicas.

- RESPONSABILIDADES RELIGIOSAS
Na cultura judaica tradicional, o pai é responsável pela educação religiosa dos filhos. O destaque fica para a educação do menino, que, a partir dos 7 anos, começa a aprender os rituais religiosos. Com 13 anos, o pai o leva à sinagoga, onde, depois da cerimônia conhecida como Bar-Mitzva, o garoto se torna membro efetivo e participante da comunidade. Nas famílias judaicas, exemplos de patriarcalismo, os pais recebem todo o respeito e obediência dos filhos.


- TRADIÇÃO ORAL
Entre os ciganos, a figura paterna tem papel de destaque. Cabe ao pai a decisão final sobre qualquer atitude dos filhos e é ele quem supervisiona a educação que a mãe dá às crianças. É também o pai quem se encarrega de ensinar aos meninos as técnicas de comércio, forma milenar de sobrevivência do povo cigano. Numa cultura que valoriza a tradição oral, o pai tem o dever de passar para sua descendência os conhecimentos adquiridos nas gerações passadas, como tocar instrumentos musicais (acordeão, violão e violino), fazer artesanato de cobre e falar a língua de seu povo, o romanês.
Também é ele quem decide sobre o casamento dos filhos. Namoro? Nem pensar. Os pais da noiva e do noivo se reúnem e definem o dote, pago pela família do futuro marido.
O poder do pai sobre os filhos só acaba em caso de casamento desfeito.
Nessa situação, o pai não pode mais ver os filhos pelos próximos dez anos. O fim do casamento representa o fim paternidade.

SISTEMATIZAÇÃO

1909
Dia dos Pais
Sugestão de um Dia dos Pais: Sonora Louise Smart Dodd, inspirada no Dia das Mães e querendo homenagear seu pai - que havia criado 6 filhos sozinho após a morte da esposa - sugeriu que se comemorasse o dia dos pais em junho, mês de nascimento do seu pai.
1910
Primeiro Dia dos Pais, EUA: Foi comemorado no dia 19 de junho de 1910 em Spokane,
washington.

Década de 1920
Apoio ao Dia dos Pais, EUA: O Presidente Calvin Coolidge demonstrou apoio à idéia de tornar o Dia dos Pais um feriado oficial. O presidente do Lions Clube de Chicago, Harry C. Meek, também fez diversas palestras por todo o país incentivando a criação de um dia para homenagear os pais. Em 1920 o Lions Clube da América deu a ele um relógio de ouro com a inscrição "Criador do Dia dos Pais".
1953
Dia dos Pais, Brasil: No Brasil, a data foi festejada pela primeira vez no dia 14 de agosto de 1953. A comemoração foi importada dos EUA pelo publicitário Sylvio Bhering e teve sua data alterada de junho para agosto por motivos comerciais.

1966
Proclamação do Dia dos Pais como feriado, EUA: O Presidente Lyndon Johnson proclamou oficialmente o Dia dos Pais como uma data nacional a ser celebrada no terceiro domingo de junho.

1972
Lei do Dia dos Pais, EUA: O Richard Nixon passou uma lei proclamando o terceiro domingo de junho como uma data permanente para a comemoração do dia dos pais nos EUA.
Datas no Mundo
23 de fevereiro - Rússia (não é propriamente o dia dos pais, mas o Dia do Defensor da
Pátria)
19 de março - (Dia de S.José)Portugal e Itália
3 (terceiro) Domingo de junho - Reino Unido (Inglaterra), EUA, Argentina, Peru, Paraguai
Junho - (17 - Canadá; 21 - Grécia)
2 (segundo)- domingo de agosto Brasil, África do Sul
2 (segundo) - domingo de setembro Austrália

ORIGEM DO DIA DOS PAIS
No segundo domingo de agosto comemoramos o Dia dos Pais. É, uma data tão importante quanto o Dia das Mães e também surgiu nos Estados Unidos. A idéia partiu de Harry Meek, presidente do Lions Club de Chicago. Em 1910, a Sra. John Bruce Dood estabeleceu a data, em homenagem ao próprio pai. O então presidente dos Estados Unidos, Calvin Coolidge, recomendou a comemoração em todo o país. Mais tarde a idéia se espalhou pelos outros países do mundo.
A figura do pai é muito importante para os filhos. A segurança psicológica está relacionada a um lar bem-formado, estável, onde o comportamento e as atitudes do pai são fatores decisivos para um desenvolvimento harmonioso dos filhos. A confiança, a generosidade, o senso de cooperação e de responsabilidade são aprendidos em casa. A família é a primeira escola, e as experiências aí vividas influenciam a criança para o resto da vida.
Ao pai compete, assim como à mãe, estabelecer normas que irão orientar o desenvolvimento dos filhos. Numa família em que os padrões morais são firmes e bemdefinidos, e em que há coerência entre os princípios afirmados e os atos manifestados, a criança tem um solo fértil e sólido para desenvolver sua personalidade.
A necessidade de segurança, própria da criança, só se satisfaz com a presença do pai, amigo e companheiro, desde o início de sua vida. Também é a família que dá significado ao trabalho. É trabalhando que a criança irá desenvolver futuramente suas tendências e seu potencial criativo, tornando-se útil à sociedade.

ESTADOS UNIDOS
Em 1909 Sonora Louise Dodd, filha do veterano da Guerra Civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão de sua mãe, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Sonora, de Washington, queria um dia especial em homenagem ao pai, que viu sua mulher dando a luz ao sexto filho, tendo que criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém; foi destemido e amável. Então, já que John Bruce Dodd, pai de sonora, nascera no mês de Junho, ela escolheu celebrar o primeiro Dia dos Pais em Spokane, Washington, no dia 19 de junho de 1910.
Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro Domingo de Junho como o Dia dos Pais.

BRASIL
Já no Brasil, quem importou a data foi o publicitário Sylvio Bhering. Instituido no dia 14 de Agosto de 1953, período que coincidiu com o dia de São Joaquim, patriarca da família, atualmente é comemorado no 2º domingo do mês de agosto, sendo a data brasileira diferente da americana e européia.
Ser pai não é para qualquer um... não mesmo! Fortes, protetores, ou mesmo atrapalhados, eles inspiraram inúmeros criadores a explorar suas histórias. Aventuras, comédias ou dramas.
PAIS PELO MUNDO
- África do Sul: A comemoração acontece no mesmo dia do Brasil, mas não é nada tradicional.
- Alemanha: Na Alemanha não existe um dia oficial dos Pais. Os papais alemães
comemoram seu dia na mesma data que Jesus Cristo ressuscitou. Eles costumam sair às ruas para andar de bicicleta e fazer piquenique.
- Argentina: A data na Argentina é festejada no terceiro domingo de junho com reuniões em família e presentes.
- Austrália: A data é comemorada no segundo domingo de setembro. E a comemoração é igual ao do Brasil, com direito a muita publicidade.
- Canadá: O Dia dos Pais canadense é comemorado no dia 17 de junho. Não há muitas reuniões familiares, costuma ser uma data mais comercial.
- Grécia : Na Grécia, essa comemoração é recente e surgiu do embalo do Dia das Mães. Lá se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho.
- Paraguai: A data é comemorada no segundo domingo de junho. Lá as festas são como no Brasil, reuniões em família e presentes.
- Peru: O Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Não é uma data muito especial para eles.
- Portugal: A data é comemorada no dia 19 de março, mesmo dia que São José. Surgiu porque é comercialmente interessante. Os portugueses não dão muita importância para essa comemoração.
- Reino Unido: No Reino Unido, o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho, sem muita festividade. Os ingleses não costumam se reunir em família, como no Brasil. É comum os filhos agradarem os pais com cartões, e não com presentes.
- Rússia : Na Rússia não existe propriamente o Dia dos Pais. Lá os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, a chamada data "o dia do defensor da pátria" (Den Zaschitnika Otetchestva).

O QUE COMEMORAR NO DIA DOS PAIS?
Do latim pater, a palavra pai designava originalmente toda pessoa que dava origem a outro ser. O Direito Romano, base de nosso ordenamento civil, conferia ao pai o título de paterfamiliae, o cidadão romano chefe de família. Já definiam os romanos que “is est pater quem justae nuptiae demonstrant” (o pai legítimo é aquele que o matrimônio como tal indica).
E nesta condição, todos os seus descendentes a ele se vinculavam sem poder de oposição, onde se incluía a própria esposa.
Durante todo o século XX conviveu-se no Brasil com o pátrio poder onde todas as decisões da família eram tomadas apenas pelo homem da casa, tendo a esposa apenas participação colaborativa, mas não decisiva. Apenas com o novo Código Civil, em vigor desde 11 de janeiro de 2003, substituiu-se esta expressão, ultrapassada, para poder familiar, onde marido e mulher, juntos, deliberam consensualmente sobre os destinos de uma família.
Em sentido jurídico, pai é o ascendente masculino de primeiro grau. Eis, portanto, a definição legal. Mas a palavra pai não se limita a letra da Lei e surge de formas variadas em nosso dia a dia. O Dicionário Houaiss aponta com precisão um sem número de variáveis. É o “pai da pátria” (defensor de um país), “pai da criança” (autor de uma idéia), “pai das queixas” (delegado de polícia), “pai Gonçalo” (marido sem iniciativa, dominado pela mulher), “pai mané” (indivíduo ingênuo), “pai dos burros” (dicionário) e assim por diante. Eis aqui a definição popular.
Com as definições jurídica, popular e familiar, conclui-se que pai tem, sobretudo, forte conotação de hierarquia, de poder, de gestão. Neste Dia dos Pais, em que o ego masculino fica ainda mais comprometido, uma autocrítica é sempre bem vinda, a começar pela readequação da expressão poder familiar. O Código Civil, que em seu artigo 1.630 substituiu a expressão pátrio poder por poder familiar, deveria ter disposto, em substituição, a expressão pátrio dever ou, sendo fiel ao novo texto legal, dever familiar. A paternidade não institui direitos sobre os filhos, mas sim deveres para com os mesmos.
O artigo 1.634 do Código Civil é preciso ao determinar aos pais a garantia da criação e educação de seus filhos. E isto não se dá apenas no sustento material ou alimentar, mas também e especialmente no exemplo moral, de forma que a geração vindoura tenha corretamente moldado seu caráter. E ao contrário das obrigações conceituais, onde a contraprestação deste dever familiar se dá de forma pecuniária (custeio da educação, alimentação, vestuário, etc.), o exemplo moral requer comprometimento, renúncia e vocação.
Não se pode exigir de outras pessoas atitudes que não são adotadas, regra esta que seguramente se aplica de pai para filho.
O Dia dos Pais não é definido como uma data do calendário civil. Estas têm dia certo e um caráter público institucional, como 21 de abril ou 07 de setembro. O Dia dos Pais
também não é uma data religiosa, o que dispensa maiores justificativas. Portanto, conclui-se ser um dia meramente comercial cujo ápice ocorre na entrega dos tradicionais presentes. E assim será apenas se o paterfamiliae deixar ser.
Mas esta data poderá ser vista de outra forma. Porque da palavra paternidade vem a raiz do adjetivo “paterno” que, outra vez recorrendo ao Mestre Houaiss, significa “que lembra o amor de pai; carinhoso, afetuoso, paternal”. Ou seja, a maior gratificação do Dia dos Pais não é receber um presente do filho, mas em oferecer um carinho para ele.
Assim como os filhos têm deveres para com seus pais, também a paternidade não significa poder mas, principalmente, dever, não apenas no sustento material ou alimentar, mas também e especialmente no exemplo moral.
A data foi criada nos EUA, mas pelos menos onze países comemoram o Dia dos Pais à sua maneira e tradição.
Ser pai não é para qualquer um... não mesmo! Fortes, protetores, ou mesmo atrapalhados, eles inspiraram inúmeros criadores a explorar suas histórias. Aventuras, comédias ou dramas.
A verdade é que todo dia é dia dos Pais! E o maior presente que você pode dar a ele, todos os dias, é dizer sempre o quanto você o ama. Afinal de contas, se: "mãe é mãe", "pai é pai", não é?


Tipos de Pais
Pai!... Que palavra tão singela! Invoca Proteção, Amor Intenso. Pai é apenas uma parte de um todo. Faz parte de uma Família. Um vínculo afetivo que se estende ao longo do tempo. Pensa assim, porque aprende-se a aceitar essa imagem. Será que algo mudou nesse mundo moderno?
A instituição familiar sofre mudanças em função do progresso e do impacto de gerações. Há uma diversidade de vivencias, mas o vínculo familiar continua, apesar dos desacertos e da inversão de valores. O ser humano sempre encontra formas de adaptação na vivência do amor e dos relacionamentos.
“Os meus filhos, os seus e os nossos!” Surgem novas famílias e novos pais! As pessoas querem se adaptar ao ritmo tecnológico e cibernético dos filhos. Adaptação dos filhos aos valores diferentes dos pais. Se, em alguns aspectos, surgem conflitos ou desavenças, é também fonte de amadurecimento da família.
É preciso acompanhar o progresso sem mudar os valores e sentimentos. Preservar a família, núcleo de amor e fraternidade. O jovem começa logo cedo sua vida sexual. Tem pressa em tudo. Quer viver os seus momentos de êxtase e acaba se tornando um pai adolescente. Um bebê entra em sua vida. O mundo fica confuso. Novas responsabilidades. E a vida toma um novo rumo. Além do vídeo game e a internet, passeios com o filho, troca de fraldas e mamadeiras. Amadurecimento súbito! Pais e filhos que mais parecem dois irmãos.
No entanto, uma riqueza de experiências positivas nesse convívio. O filho aprendendo com a jovialidade do pai. O pai amadurecendo com a dependência do filho. Os relacionamentos afetivos estão diferentes. As pessoas querem mais do amor.
Surgem os pais de meia idade. Gera-se um filho de um novo relacionamento! “E quando eu estiver mais velho? Será que eu não vou ver meu filho crescer!”- são os clássicos questionamentos desses pais. Ah... por que questionar sobre futuro? Pensem no agora! Toda criança tem que ser bem-vinda. Acredite! Nada acontece por acaso! Pai, tire da gaveta da memória todos os sorrisos, sua criança interior e a vontade de viver. Os sorrisos do nenê, seus primeiros passos, serão um recomeço para você mesmo! Aposente o medo, a insegurança e viva esse momento!
O "Pai" também merece destaque! Aquele pai que também é um pouco mãe. Joga bola com o filho, pensando no que fazer para o jantar. Uma família de apenas duas pessoas: pai e filho. Integração completa de paternidade e maternidade. Doçura e liderança. Amor e disciplina.
E os padrastos? Às voltas com enteados enciumados, carentes e indisciplinados! O que fazer com os complicados pacotinhos que vem de um novo relacionamento? Ninguém substitui o afeto paterno. No entanto, o padrasto pode ser um companheiro. Formam uma família de crianças privilegiadas. Parecem ter dois pais. Duas casas. Duas famílias.
Ah... e aqueles pais que só descobrem que são pais após um exame de DNA? Susto! Às vezes, indignação! Noutras, alegria! São pais biológicos, mas essa experiência pode se tornar uma grande troca de amor e companheirismo!
Os pais do coração! Podem não ser os pais biológicos, mas a sua paternidade está no grande coração: amigo e carinhoso. Seu pai é adotivo? Você tem muita sorte! Laços do coração, às vezes, são mais fortes do que os de sangue.
Alguns pais vivem apenas no porta-retrato da sala. Distancia e saudade. A dolorida ausência do coração. Outros, partiram para outra vida deixando um grande vazio! Alguns seguem por aí, ignorando os filhos ou apenas fazendo filhos. Mesmo assim, haverá um dia em que a vida os despertará! Possibilidade de reencontro e perdão. Lágrimas misturadas à nostalgia do tempo perdido!
O dia dos Pais pode ser um momento especial para você! Algumas pessoas têm dificuldade em exteriorizar seus sentimentos de amor em relação à família. A causa pode ser timidez, meio ambiente, educação ou diferenças de temperamento. Ou então, ressentimentos e mágoas do passado.
Nesse dia especial, aproveite a oportunidade para se aproximar de seu pai. Aparar as arestas; abraçá-lo com carinho. Se você puder, escolha um presente que seja de acordo com o jeito de ser do seu paizão. Mas, lembre-se, melhor que presente, vale sua presença e o abraço carinhoso.
Você e seu pai estão brigados? Quem sabe se neste dia surge uma oportunidade de reconciliação? Ou mesmo de pensar com carinho em um reencontro? Nesse dia, avalie seus sentimentos e atitudes como filho.
Seu pai partiu para outra dimensão? Reserve esse dia para lembrá-lo com saudades. Nada de desespero ou revolta! Onde seu pai estiver, sentirá sua vibração amorosa.
Você não conhece seu pai? Quem é a figura masculina que lhe trata com carinho? É apoio e força em sua vida?
Talvez, nesse dia, essa pessoa mereça um abraço especial e a sua gratidão.
Afora todo o comércio que o dia se tornou, podemos fortalecer vínculos e exteriorizar nossos reais sentimentos.

FONTE: CEMEPE

Projeto: Dia dos Pais







PROJETO DIA DOS PAIS
Ed. Infantil





DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

TEMA: Pai
TURMA: ----XX----
PERÍODO: ----XX---- (DATA)

JUSTIFICATIVA:
Trabalhar músicas e histórias referentes ao Dia dos Pais. As músicas alegram e embalam, as histórias encantam e dá asas a imaginação. Nesse caso, podemos ouvir, cantar, contar e recontar, memorizar, atuar, imitar, enfim, participar ativamente de atividades que com certeza, vão trazer muita aprendizagem e principalmente muito prazer e alegria.

QUESTÃO DESENCADEADORA:
Desenho animado: Procurando Nemo.
Apresentação dos dedoches com personagens da família criando uma história.

CONTEÚDOS NORTEADORES:
Música dia dos pais; personagens da família, enfocando a figura masculina;

OBJETIVOS:
 Valorização da figura paterna;
 Estimular a linguagem oral para conversar, brincar, comunicar-se e expressar desejos, opiniões, necessidades, idéias, etc.;
 Participar de atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções para despertar e esclarecer curiosidades sobre a família;
 Participar de mímicas das músicas;
 Utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas possibilidades de expressão e comunicação;
 Interpretar músicas e canções diversas.

DESENVOLVIMENTO
 Conversas na rodinha
 Músicas
 Histórias
 Artes
 Linguagem Oral
 Matemática
 Natureza e Sociedade
 Confecção da lembrancinha para os pais
 Pesquisas
 Brincadeiras e jogos

AVALIAÇÃO
Conforme as oportunidades exploradas durante o desenvolvimento do projeto, inúmeros são os conceitos formados e objetivos atingidos. A avaliação será contínua pelo professor conforme o interesse da criança e seu desenvolvimento.

CULMINÂNCIA DO PROJETO
Festa dos pais

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