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26 de janeiro de 2010

Projeto Cordel




Justificativa:
É muito rica e diversificada a produção cultural de um povo; mas o nordestino é especial. No entanto, talvez o nosso maior problema seja a não valorização daquilo que temos. É mais propício aceitar o que a mídia propõe do que explorar o que está em nosso dia-a-dia.
O Brasil é um país composto de muitas raças, cultos, tradições e arte muito rica. Podemos citar inúmeras manifestações da arte/cultura da música, dança, artes plásticas e entre elas a literatura. Vários autores renomados também são lembrados todos os dias.
O sucesso de algumas obras e seus autores é notório, mas, no nordeste, autores anônimos para o resto do país são verdadeiras celebridades no cenário regional.
A literatura de cordel conta de maneira simples a vida do sertanejo, o amor, a liberdade, a natureza, o folclore, a política, religião, enfim, todas as manifestações importantes na vida do nordestino e da nação em prosa e verso.
A literatura de cordel é exatamente isso – cultura popular. Os versos estão sempre relatando acontecimentos, fatos políticos, artísticos, lendários, folclóricos ou pitorescos da vida como ela realmente é. Sua produção é simples como o povo; não requer tanto "estilísmo" ou "formalidades"; sua abrangência alcança todos as classes sociais. Assim, o que falta é o reconhecimento e a valorização. Ao propor este trabalho para os alunos em sala de aula, estaremos oferecendo um leque de recursos que os ajudarão em várias carências de aprendizagem, como a produção textual, a leitura, a escrita, a linguagem não verbal (na análise da xilogravura), apreciação artístico-literária e um universo para a socialização e cidadania, principalmente, no campo da Literatura. É um campo de estudo pedagógico onde os professores terão subsídios – didáticos para trabalhar vários tipos de conteúdos, pois estes podem ser adotados aos objetivos que forem traçados. Ao mesmo tempo é uma oportunidade para que este ramo da literatura popular tenha uma chance de aceitação e valorização; fazendo despertar entre as pessoas o gosto pela preservação dos nossos artistas e da cultura nordestina nas escolas.
Frente à riqueza da literatura brasileira e o pouco reconhecimento de sua importância no cenário nacional, vimos à necessidade de publicar o presente projeto, visando despertar interesse e respeito pela literatura regional.
Público alvo: Alunos a partir do 4º ano do Ensino Fundamental.
Duração: Aproximadamente 2 semanas.


Objetivos:• Reconhecer a diversidade literária no Brasil;
• Conhecer a literatura característica do Nordeste;
• Valorizar e respeitar a multiculturalidade própria do nosso país e os significados e coletividades, experiências comunitárias, e o imaginário do folclore, presente na produção do cordel;
• Conhecer uma rica manifestação da nossa literatura (nordestina) caracterização de valores pedagógicos (leitura, escrita e métrica dos versos) na utilização do Cordel;
• Possibilitar o aluno o conhecimento da linguagem cordelista, enfocando a cultura nordestina em prol da valorização das nossas raízes;
• Promover uma aproximação do aluno com a cultura popular nordestina;
• Estimular um olhar crítico e simultaneamente poético sobre a realidade sertaneja;
• Discutir com os alunos como a Literatura de Cordel, até por sobrevivência acaba de incorporar inovações da industrial cultural o que a torna mais rica e diversificada.
• Confeccionar mapa localizando a abrangência da literatura de cordel no Brasil;
• Elaborar textos narrativos;
• Confeccionar e ilustrar os folhetos de acordo com as narrativas;
• Organizar exposição de trabalhos;

Metodologia:
• Pesquisas;
• Propor aos alunos uma oficina de literatura, utilizando o cordel, como estudo.
• Estudar o cordel, a origem, a historia, a métrica.
• Desenvolver um projeto "resgatando o cordel" para ser apresentado em sala de aula.
• Assistir vídeos onde a linguagem utilizada seja em forma de cordel.
• Utilizar filme "A Quenga e o Delegado" inspirado no cordel de Antonio Kelvisson Vianna de Lima, onde mostra a linguagem do cordel, narrativa estrutura em versos e rimas e assim desenvolver o interesse do aluno sobre a linguagem cordelista.
• Aproveitar o teor do filme "A Quenga e Delegado" para fazer um painel enfocando questões como a seca, condições de trabalho no campo, diferença social, as crenças populares, a religiosidade do sertanejo, o mito, o lendário e a vinculação de críticas sociais e políticas. A temática principal deste gira em torno do interesse popular.
• Elaboração de textos;
• Confecção de folhetos;
• Exposição.
A literatura de cordel nas escolas não é muito conhecida nem explorada, pois a mesma é vista de forma avessa pelos os alunos, não trazem consigo o sabor de que "Literatura é vida, é arte" devido essa percepção a respeito da falta de divulgação e conhecimento sobre literatura de cordel nas salas de aulas , tornou-se necessário que os alunos conheçam a riqueza que existe nos versos da literatura da cordel para que possam produzir textos, enriquecer como leitor e conhecer uma das mais ricas manifestações da língua.

Sugestão de Desenvolvimento:

Etapas Ações
Pesquisar sobre o tema Os alunos irão para a biblioteca pesquisar a literatura de cordel.
Mapas Localizar no mapa do Brasil a região onde a literatura de cordel é mais presente;
Escolha de tema para elaborar textos Depois da pesquisa cada aluno irá escolher um tema para elaboração de texto narrativo auxiliados pela professora de português;
Confecção dos cordéis Os alunos com os textos já elaborados irão confeccionar os cordéis, ilustrar de acordo com a narrativa.
Exposição dos trabalhos Finalizando o projeto, os alunos farão uma exposição dos trabalhos elaborados por eles no estilo feira do Nordeste, isto é, em varais presos com prendedores de roupa para a apreciação do público.
OBS: Sempre cabe aos professores analisarem os objetivos, estudarem o tema e adaptarem as propostas de atividades aos interesses, necessidades e faixa-etária de seus alunos.

1 - A origem da literatura de cordel
Do romanceiro popular português originou-se a literatura de cordel começou a ser divulgada nos séculos XVI e XVII, trazida pelos colonos portugueses cuja venda era privilégio dos cegos . A partir do século XIX o romanceiro nordestino tornou-se independente, com característica própria, esse nome surgiu a partir de um cordel ou barbante em que os folhetos eram pendurados em exposição. Na origem, a literatura de cordel se liga à divulgação de histórias tradicionais, narrativas de épocas passadas que a memória popular conservou e transmitiu. Essas narrativas enquadram-se na categoria de romance de cavalaria, amor, guerras, viagem ou conquista marítimas. Mais tarde apareceram no mesmo tipo de poesia a descrição de fatos recentes e de acontecimentos sociais contemporâneos que prendiam a atenção da população.
Na Espanha, o mesmo tipo de literatura popular era chamada de "pliegos sueltos", o corresponde em Portugal, às folhas volantes, folhas soltas ou literatura de cordel. No México, na Argentina, na Nicarágua e no Peru há o corrido, compõe-se em geral de dois grupos: os de romance tradicionais, com temas universais de amor e morte, classificados em profanos, religiosos e infantis; e os corridos nacionales, com assuntos patrióticos e políticos estes últimos os menos cantados.
Na França, o mesmo fenômeno corresponde á "litteratue de colportage", literatura volante , mais dirigida ao meio rural, através do "occasionnels", enquanto nas cidades prevalecia o "canard".
Na Inglaterra os folhetos são semelhantes aos nossos eram correntes e denominados "cockes" ou "catchpennies", em relação aos romances e estórias imaginarias; e "broadsiddes" relativos às folhas volantes sobres fatos históricos , que equivaliam aos nossos folhetos de motivação circunstaciais. Os chamados folhetos de época ou "acontecidos".
Na Alemanha, os folhetos tinham formato tipógrafos em quarto e oitavo de quatro e a dezesseis folhas. Editados em tipografias avulsas, destinavam-se ao grande público, sendo vendidos em mercados, feiras, tabernas, diante das igrejas e universidades. Suas capas (exatamente como ainda hoje , no Nordeste brasileiro) traziam xilogravuras, fixando aspectos do tema tratado. Embora a maioria dos folhetos germânicos fosse em prosa, outros apareciam em versos, inclusive indicação, no frontispício, para ser cantado com melodia conhecida da época.
No Brasil não mais se discute a literatura de cordel, nos chegou através dos colonizadores lusos, em "folhas soltas" ou "manuscritos". Só mais tarde, com o aparecimento das pequenas tipografias, fins do século passado a literatura de cordel se fincou raízes sobretudo no Nordeste justamente para provar que é uma literatura bem popular, surgem também os chamados repentistas, que criam as letras na hora, de acordo com o pedido da platéia que lhes dão o assunto, e os cantadores obedecem geralmente cantam em dupla, e esses tem revelado os escândalos sociais e políticos e econômicos que nos últimos anos têm nos castigados.O cordel uma das peculiaridades da cultura regional.
A custa de muita luta, tanto os que cantam como os que escrevem o cordel, tem sobrevivido. Graças à vontade de fazer algo diferente o cordel tem rompido barreiras que pareciam intransponíveis, para poder ocupar o lugar que esta sendo habitado por coisas que não são do nosso pais.

2 - Literatura de Cordel
Os folhetos de cordel brasileiro, com seus múltiplos temas e expressiva forma de composição poética, têm sido objetos de estudo para pesquisadores do nosso país e também estrangeiros. Os textos de cordel poeticamente estruturados tendo como a sextilha como estrofe básica, são ilustrados com xilogravuras , chichês de cartões postais, fotografias, desenhos e outras composições gráficas e oferecem farto material para pesquisas ensejando variadas interpretações que remetem para o contexto sócio-cultural em que se inserem cada texto. Assim, os folhetos sobre os mais diversos temas, tradicionais ou contemporâneos são versejados por inúmeros poetas populares, estabelecendo-se relações icônico-textuais significativas, ou outras intratextuais.
Como se sabe , esta riquíssima e sugestiva expressão literária popular, que encontrou campo fértil campo no Nordeste brasileiro, só pode ser bem compreendido dentro do contexto cultural mais amplo, envolvendo suas origem européia ou orientais, até a produção atual, de modo a se ter uma visão mais ampla dos seus temas e formas de expressão e das transformações por que vêm passando, no nível da estrutura da narrativa.
Literatura de cordel é o nome desse meio de oferece literatura popular, originou-se no fato dos vendedores, dependurarem pequenos livrinho em barbantes ou cordões, geralmente confeccionados nos tamanhos de 11x15cm ou 11x17 cm e, de papel de baixa qualidade, e tinham suas capas com ilustrada com xilogravuras na década de 20e anos 30 e 50, surgiam as capas com fotos de estrelas do cinemas americano. Atualmente, ainda o mesmo formato, embora possam ser encontradas em outros tamanhos. Quanto à impresão substituindo a tipografia do passado, hoje também são usadas as fotocópias, é comum encontrar os vendedores colocá-los em cima de caixotes ou esteiras, nas calçadas. Esses vendedores também costumam aparecer em feiras semanais. A literatura de cordel esta dividida em três tipos: folhetos que contenham oito páginas, romance que possuem de dezesseis a vinte e quatro páginas; e estórias de trintas e dois a quarenta e oito páginas.
De um modo geral, sua apresentação gráfica é bastante modesta, pois o preço é baixo, uma vez que se destina a camada mais baixa da população.
Esses livros narram os mais diversos assuntos, desde estórias de amor, as aventuras de cangaceiros e acontecimentos importantes, na tentativa de melhor vender sua mercadoria, costuma o vendedor ler em voz alta o conteúdo do livro para depois oferecê-lo aos prováveis compradores, os temas apresentados nesses livros aparecem em prosa ou em versos, sendo bastante comum esta forma, conforme também descreve em estrofes, Francisco Ferreira Filho Diniz em seu cordel "o que é literatura de cordel?" (ver anexo)

3 - Xilogravura
A xilogravura – arte de gravar em madeira – é de provável origem chinesa, sendo conhecida desde o século VI. No Ocidente, ela já se afirma durante a Idade Média, através das iluminuras e confecções de baralhos. Mas até ai, a xilogravura era apenas técnica de reprodução de cópias. Só mais tarde é que ela começa a ser valorizada como manifestação artística em si. No século XVIII, chega à Europa nova concepção revolucionária da xilografia: as gravuras japonesas a cores. Processo que só se desenvolveu no Ocidente a partir do século XX. Hoje, já se usam até 92 cores e nuanças em uma só gravura.
Aspecto de grande importância do Cordel é, sem dúvida, a xilogravura de suas capas. Sabe-se que o cordel antigo não trazia xilogravuras. Suas capas eram ilustradas apenas com vinhetas – pobres arabescos usados nas pequenas tipografias do interior nordestino. A partir da década de trinta, surgiram folhetos trazendo nas capas clichês de artistas de cinema, fotos de postais, retratos de Padre Cícero e Lampião. As xilogravuras ou "tacos", como ainda hoje preferem chamar os artistas populares, usando madeiras leves, como umburana, pinho, cedro, cajá.
Na xilogravura, a resistência – maior ou menor – da madeira sofre transformações. Criam-se na madeira novos veios, outra trama. Fibras nascentes vão compondo vãos e cortes abertos pala goiva. Essas fibras nevrálgicas – amalgamadas ao branco do papel – compõem com ele os ritmos das fibras insurgentes, a contrastar com o filamento negro ou colorido da impressão. Integrada ao papel, a cor negra adquire valores de especiais. O negrume e a coloração registram uma urdidura única, inexistente na natureza. As xilogravuras são ilustrações populares obtidas por gravuras talhadas em madeiras, muito difundidas no Nordeste e sempre associadas à Literatura de Cordel, uma vez que a partir do final do Século XIX passam a ser utilizadas na produção da capas dos folhetos.
Anteriormente, a xilogravura tinha uso considerado "menos nobre", como a confecção de rótulos de garrafas de cachaça e outros produtos. Sua grande popularidade veio com o cordel .
A origem da xilogravura nordestina até hoje é ignorada. Acredita-se que os missionários portugueses tenham ensinado sua técnica aos brasileiros, como uma atividade extra - catequese, partindo do principio religioso que defende a necessidade de ocupar as mãos para que a mente não fique livre, de maus pensamentos, ao pecado.

4 - A estrutura da Métrica.
A evolução da literatura de cordel no Brasil não ocorreu de maneira harmoniosa. A oral, precursora da escrita, engatinhou penosamente em busca de forma estrutural. Os primeiros repentistas não tinham qualquer compromisso com a métrica e muito menos com o número de versos para compor as estrofes. Alguns versos alongavam-se inaceitavelmente, outros, demasiado breves. Todavia, o interlocutor respondia rimando a última palavra do seu verso com a última do parceiro, mais ou menos assim:
Repentista A - O cantor que pegá-lo de revés
Com o talento que tenho no meu braço...
Repentista B - Dou-lhe tanto que deixo num bagaço
Só de murro, de soco e ponta-pés.

5 - Parcela ou verso Parcela ou Verso de quatro sílabas
A parcela ou verso de quatro sílabas é o mais curto conhecido na literatura de cordel. A própria palavra não pode ser longa do contrário ela sozinha ultrapassaria os limites da métrica e o verso sairia de pé quebrado. A literatura de cordel por ser lida e ou cantada é muito exigente com questão da métrica. Vejamos uma estrofe de versos de quatro sílabas, ou parcelas.
Eu sou judeu
Para o duelo
Cantar martelo
Queria eu
O pau bateu
Subiu poeira
Aqui na feira
Não fica
Queimo a semente
Da bananeira.
Quando os repentistas cantavam parcela (sim, cantavam, porque esta modalidade caiu em desuso), os versos brotavam numa seqüência alucinante, cada um querendo confundir mais rápida mente o oponente. Esta modalidade é pré-galdiniana, não se conhecendo seu autor.

6. Verso de cinco sílabas
Já a parcela de cinco sílabas é mais recente, e não há registro de sua presença antes de Firmino Teixeira do Amaral, cunhado de Aderaldo Ferreira de Araújo, o Cego Aderaldo. A parcela de cinco sílabas era cantada também em ritmo acelerado, exigindo do repentista, grande rapidez de raciocínio. Na peleja do Cego Aderaldo com Zé Pretinho do Tucum, da autoria de Firmino Teixeira do Amaral, encontramos estas estrofes:

Pretinho:
no sertão eu peguei
um cego malcriado
danei-lhe o machado
caiu, eu sangrei
o couro tirei
em regra de escala
espichei numa sala
puxei para um beco
depois dele seco
fiz dele uma mala
Cego:
Negro, és monturo
Molambo rasgado
Cachimbo apagado
Recanto de muro
Negro sem futuro
Perna de tição
Boca de porão
Beiço de gamela
Venta de moela
Moleque ladrão

Estas modalidades, entretanto, não foram as primeiras na literatura de cordel. Ao contrário, ela vieram quase um século depois das primeiras manifestações mais rudimentares que permitiram, inicialmente, as estrofes de quatro versos de sete sílabas.

7. Estrofes de quatro versos de sete sílabas
O Mergulhão quando canta
Incha a veia do pescoço
Parece um cachorro velho
Quando está roendo osso.
Não tenho medo do homem
Nem do ronco que ele tem
Um besouro também ronca
Vou olhar não é ninguém
A evolução desta modalidade se deu naturalmente. Vejamos a última estrofe de quatro versos acrescida de mais dois, formando a nossa atual e definitiva sextilha:
Meu avô tinha um ditado
meu pai dizia também:
não tenho medo do homem
nem do ronco que ele tem
um besouro também ronca
vou olhar não é ninguém.

8. Sextilhas
Agora, de posse da técnica de fazer sextilhas, e uma vez consagradas pelos autores, esta modalidade passou a ser a mais indicada para os longos poemas romanceados, principalmente a do exemplo acima, com o segundo, o quarto e o sexto versos rimando entre si, deixando órfãos o primeiro, terceiro e quinto versos. É a modalidade mais rica, obrigatória no início de qualquer combate poético, nas longas narrativas e nos folhetos de época. Também muito usadas nas sátiras políticas e sociais. É uma modalidade que apresenta nada menos de cinco estilos: aberto, fechado, solto, corrido e desencontrado. Vamos, pois, aos cinco exemplos:

Aberto:
Felicidade, és um sol
dourando a manhã da vida,
és como um pingo de orvalho
molhando a flor ressequida
és a esperança fagueira
da mocidade florida.
Fechado:
Da inspiração mais pura,
no mais luminoso dia,
porque cordel é cultura
nasceu nossa Academia
o céu da literatura,
a casa da poesia.
Solto:
Não sou rico nem sou pobre
não sou velho nem sou moço
não sou ouro nem sou cobre
sou feito de carne e osso
sou ligeiro como o gato
corro mais do que o vento.
Corrido:
Sou poeta repentista
Foi Deus quem me fez artista
Ninguém toma o meu fadário
O meu valor é antigo
Morrendo eu levo comigo
E ninguém faz inventário
Desencontrado:
Meu pai foi homem de bem
Honesto e trabalhador
Nunca negou um favor
Ao semelhante, também
Nunca falou de ninguém
Era um homem de valor.

9. Setilhas
Uma prova de que as setilhas são uma modalidade relativamente recente está na ausência quase completa delas na grande produção de Leandro Gomes de Barros. Sim, porque pela beleza rítmica que essas estrofes oferecem ao declamador, os grandes poetas não conseguiram fugir à tentação de produzi-las. Para alguns, as setilhas, estrofes de sete versos de sete sílabas, foram criadas por José Galdino da Silva Duda, 1866 - 1931. A verdade é que o autor mais rico nessas composições, talvez por se tratar do maior humorista da literatura, de cordel, foi José Pacheco da Rocha, 1890 - 1954. No poema A CHEGADA DE LAMPIÃO NO INFERNO, do inventivo poeta pernambucano, encontram estas estrofes:
Vamos tratar da chegada
quando Lampião bateu
um moleque ainda moço
no portão apareceu.
- Quem é você, Cavalheiro -
- Moleque, sou cangaceiro -
Lampião lhe respondeu.
- Não senhor - Satanás, disse
vá dizer que vá embora
só me chega gente ruim
eu ando muito caipora
e já estou com vontade
de mandar mais da metade
dos que tem aqui pra fora.
Moleque não, sou vigia
e não sou o seu parceiro
e você aqui não entra
sem dizer quem é primeiro
- Moleque, abra o portão
saiba que sou Lampião
assombro do mundo inteiro.

Excelente para ser cantada nas reuniões festivas ou nas feiras, esta modalidade é, ainda hoje, muito usada pelos cordelistas. Esta modalidade é, também, usada em vários estilos de mourão, que pode ser cantado em seis, sete, oito e dez versos de sete sílabas.
Exemplos:

Cantador A
- Eu sou maior do que Deus
maior do que Deus eu sou
Cantador B
- Você diz que não se engana
mas agora se enganou
Cantador A
- Eu não estou enganado
eu sou maior no pecado
porque Deus nunca pecou.
Ou com todos os versos rimados, a exemplo das sextilhas explicadas antes:
Cantador A -
Este verso não é seu
você tomou emprestado
Cantador B -
Não reclame o verso meu
que é certo e metrificado
Cantador A -
Esse verso é de Noberto
Se fosse seu estava certo
como não é está errado.

10. Oito pés de quadrão ou Oitavas
Os oito pés de quadrão, ou simplesmente oitavas, são estrofes de oito versos de sete sílabas. A diferença dessas estrofes de cunho popular para as de linha clássica é apenas a disposição das rimas. Vejam como o primeiro e o quinto versos desta oitava de Casimiro de Abreu (1837 - 1860) são órfãos:
Como são belos os dias
Do despontar da existência
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar - é lago sereno,
O Céu - Um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida um hino de amor.
Na estrofe popular aparecem os primeiros três versos rimados entre si; também o quinto, o sexto e o sétimo, e finalmente o quarto com o último, não havendo, portanto um único verso órfão. Assim:
Diga Deus Onipotente
Se é você, realmente
Que autoriza, que consente
No meu sertão tanta dor
Se o povo imerso no lodo
apregoa com denodo
que seu coração é todo
De luz, de paz e de amor.

11. Décimas
As décimas, dez versos de sete sílabas, são, desde sua criação no limiar do nosso século, as mais usadas pelos poetas de bancada e pelos repentistas. Excelentes para glosar motes, esta modalidade só perde para as sextilhas, especialmente escolhidas para narrativas de longo fôlego. Ainda assim, entre muitos exemplos, as décimas foram escolhidas por Leandro Gomes de Barros para compor o longo poema épico de cavalaria A BATALHA DE OLIVEIROS COM FERRABRAZ, baseado na obra do imperador francês Carlos Magno:
Eram doze cavalheiros
Homens muito valorosos
Destemidos, corajosos
Entre todos os Guerreiros
Como bem fosse Oliveiros
um dos pares de fiança
Que sua perseverança
Venceu todos os infiéis
Eram uns leões cruéis
Os doze pares de França.

12. Martelo Agalopado
O Martelo agalopado, estrofe dez versos de dez sílabas, é uma das modalidades mais antigas na literatura de cordel. Criada pelo professor Jaime Pedro Martelo (1665 - 1727), as martelianas não tinham, como o nosso martelo agalopado, compromisso com o número de versos para a composição das estrofes. Alongava-se com rimas pares, até completar o sentido desejado. Como exemplo, vejamos estes alexandrinos:

"Visitando Deus a Adão no Paraíso
achou-o triste por viver no abandono,
fê-lo dormir logo um pesado sono
e lhe arrancou uma costela, de improviso
estando fresca ficou Deus indeciso
e a pôs ao Sol para secar um momento
mas por causa, talvez dum esquecimento
chegou um cachorro e a carregou,
nessa hora furioso Deus ficou
com a grande ousadia do animal
que lhe furtara o bom material
feito para a construção da mulher,
estou certo, acredite quem quiser
eu não sou mentiroso nem vilão,
nessa hora correu Deus atrás do cão
e não podendo alcançar-lhe e dá-lhe cabo
cortou-lhe simplesmente o meio rabo
e enquanto Adão estava na trevas
Deus pegou o rabo do cão e fez a Eva."

Com tamanha irresponsabilidade, totalmente inaceitável na literatura de cordel, o estilo mergulhou, desde o desaparecimento do professor Jaime Pedro Martelo em 1727, em completo esquecimento, até que em 1898, José Galdino da Silva Duda dava à luz feição definitiva ao nosso atual martelo agalopado, tão querido quanto lindo. Pedro Bandeira não nos deixa mentir:
Admiro demais o ser humano
que é gerado num ventre feminino
envolvido nas dobras do destino
e calibrado nas leis do Soberano
quando faltam três meses para um ano
a mãe pega a sentir uma moleza
entre gritos lamúrias e esperteza
nasce o homem e aos poucos vai crescendo
e quando aprende a falar já é dizendo:
quanto é grande o poder da Natureza.
Há, também, o martelo de seis versos, como sempre, refinado, conforme veremos nesta estrofe:
Tenho agora um martelo de dez quinas
fabricado por mãos misteriosas
enfeitado de pedras cristalinas
das mais raras, bastante preciosas,
foi achado nas águas saturninas
pelas musas do céu, filhas ditosas.

13. Galope à Beira Mar
Com versos de onze sílabas, portanto mais longos do que os de martelo agalopado, são os de galope à beira mar, como estes da autoria de Joaquim Filho:

Falei do sopapo das águas barrentas
de uma cigana de corpo bem feito
da Lua, bonita brilhando no leito
da escuridão das nuvens cinzentas
do eco do grande furor das tormentas
da água da chuva que vem pra molhar
do baile das ondas, que lindo bailar
da areia branca, da cor de cambraia
da bela paisagem na beira da praia
assim é galope na beira do mar.
Logicamente que há o galope alagoano, à feição de martelo agalopado, com dez versos de dez sílabas cuja diferença única é a obrigatoriedade do mote: "Nos dez pés de galope alagoano".

14. Meia Quadra
Outra interessante modalidade é a Meia Quadra ou versos de quinze sílabas. Não sabemos porque se convencionou chamar de meia quadra, quando poderia, muito bem, se chamar de quadra e meia ou até de quadra dupla. As rimas são emparelhadas e os versos, assim compostos:

Quando eu disser dado é dedo você diga dedo é dado
Quando eu disser gado é boi você diga boi é gado
Quando eu disser lado é banda você diga banda é lado
Quando eu disser pão é massa você diga massa é pão

Quando eu disser não é sim você diga sim é não
Quando eu disser veia é sangue você diga sangue é veia
Quando eu disser meia quadra você diga quadra e meia
Quando eu disser quadra e meia você diga meio quadrão.

A classificação da literatura de cordel há sido objeto da preocupação dos chamados iniciados, pesquisadores e estudiosos. As classificações mais conhecidas são a francesa de Robert Mandrou, a espanhola de Julio Caro Baroja, as brasileiras de Ariano Suassuna, Cavalcanti Proença, Orígenes Lessa, Roberto Câmara Benjamin e Carlos Alberto Azevedo. Mas a classificação autenticamente popular nasceu da boca dos próprios poetas.

No limiar do presente século, quando já brilhava intensamente à luz de Leandro Gomes de Barros, fluía abundante o estro de Silvino Pirauá e jorrava preciosa a veia poética de José Galdino da Silva Duda. Esses enviados especiais passaram a dominar com facilidade a rima escorregadia, amoldando, também, no corpo da estrofe o verso rebelde. Era o início de uma literatura tipicamente nordestina e por extensão, brasileira, não havendo mais, nos nossos dias, qualquer vestígio da herança peninsular.
Atualmente a literatura de cordel é escrita em composições que vão desde os versos de quatro ou cinco sílabas ao grande alexandrino. Até mesmo os princípios conservadores defendidos pelos nossos autores ortodoxos referem-se a uma tradição brasileira e não portuguesa ou espanhola. Os textos dos autores contemporâneos, apresentam um cuidado especial com a uniformização ortográfica, com o primor das rimas, com a beleza rítmica e com a preciosidade sonora.

15. As diferenças entre repente, literatura de cordel e embolada.
Repente: no Brasil, a tradição medieval ibérica dos trovadores deu origem aos cantadores – ou seja, poetas populares que vão de região em região, com a viola nas costas para cantar os seus versos. Eles aparecem nas formas da trova gaúcha, do calango (Minas Gerais), do cururu (São Paulo), do samba de roda (Rio de Janeiro) e do repente nordestino. Ao contrário dos outros, esse ultimo se caracteriza pelo improviso – os cantadores fazem os versos "de repente", em um desafio com outro cantador, não importa a beleza da voz ou afinação o que vale é o ritmo e a agilidade mental que permita encurralar o adversário apenas com a força do discurso.
A métrica do repente varia, bem como a organização dos versos: temos a sextilha (estrofe de seis versos, em que o primeiro rima com o terceiro e o quinto, o segundo rima com o quarto e sexto), a sepetilha (sete versos em que o primeiro e o terceiro são livres, o segundo rima com o quarto e o sétimo e o quinto rima com o sexto) e variações mais complexas com o martelo, o martelo alagoano, o galope beira mar e tantas outras. O instrumento desses improvisos cantados também variam: daí que o gênero pode ser subdivididos em emboladas (na qual o cantador toca pandeiro ou ganzá), o aboio (apenas com a voz) e a cantoria de viola.
Cordel: A literatura de cordel é assim chamada pela forma como são vendidos os folhetos pendurados em barbantes (cordões) nas feiras, mercados, praças e bancas de jornais, principalmente nas cidades do interior e nos subúrbios das grandes cidades. Essa denominação foi dada pelos intelectuais e é como aparece em alguns dicionários. O povo se refere a literatura de cordel apenas como folheto.
Embolada: Canto geralmente improvisado com refrão fixo para o desafio de dois emboladores que se "enfrentam" de maneira semelhante aos repentistas da viola – a diferença é que, na embolada, o instrumento é o pandeiro. Muito comum no litoral nordestino. "A briga" se dá em forma de sextilha. Também é comum um único embolador se apresentar para uma roda de curiosos – neste caso, o poeta usa seus versos para satirizar a platéia, mas sem agredi-la, e pedir dinheiro.

"A história de Joana"
Preste atenção, amigo
Na história que eu vou contar
Não aconteceu comigo
Mas você pode se identificar
Trata-se de um amor não correspondido
Uma paixão de matar...
Era uma vez uma menina
Seu nome era Joana
Por todos era querida
Menos pelo menino que ama
Ela muito sofria
Porém ele não a correspondia
Ela fazia de tudo
Mas ele não a notava
Suas amigas diziam para esquecer
O menino que tanto amava
Mas ela não conseguia
Tirá-lo do coração
Toda vez que o via
Suspirava de emoção
Ele a ignorava
E ela morria de paixão
E um dia então
Ela resolveu se declarar
Falar pra ele quanto o amava
Já não agüentava mais se calar
Foi cheia de esperança
Se ele quisesse namorar. Ficar
Pelo menos tentar
Para ver no que dá
Chegou acanhada
A vergonha teve que engolir
Quando ela terminou
Ele postou-se a rir
E para todos falou
"Olhem só essa garota
O que veio me dizer
Que me ama imensamente
Ora, tenho mais o que fazer
Saia logo daqui
Posso ter melhores que você"
Todos riram dela
E Joana começou a chorar
Foi saindo de fininho
Andando bem devagar
Ela queria para sempre
Aquela cena apagar
Mas não conseguiu esquecer
A humilhação que passou
Um ódio começou a nascer
E então ela se vingou
Uma raiva enorme tomou conta
No lugar daquele amor
No outro dia, no intervalo
Todo mundo se calou
Quando ela apareceu
Uma arma sacou
E apontara para Mateus
O menino que tanto amou
Aos prantos começou a gritar
Estavam todos espantados
Não sabiam o que falar
Ela, então, começou a se pronunciar
Falou alto e claro e em claro tom
Para que todos pudessem escutar
Todos guardaram suas palavras
As quais irei lhes relatar
"Posso não ser o que você espera
Mais sou muito mais do que merece
Me arrependo por tê-lo amado tanto
Um garoto que não vale uma lágrima do meu pranto
Você me fez de idiota
Eu, a menina que mais lhe amou
Agora, olhe sua condição
Sua vida está em minha mão"
Mateus não sabia o que fazer
Mais não teve tempo para pensar
Joana não o perdoou.

16. A história da literatura de cordel no Nordeste
Os folhetos de cordel, com seus múltiplos temas e como se sabe esta riquíssima e sugestiva expressão literária popular que se encontrou fértil campo no nordeste brasileiro, espirada na literatura francesa Colportage, nos romances e pliegos sueltos hibéricos e na própria literatura de cordel portuguesa a nossa de literatura de folhetos (ou de cordel) nasceu e desenvolveu-se no nordeste brasileiro, cantando as sagas e a sabedoria do povo sertanejo. Atualmente, esta manifestação popular pode ser encontrada em diversos pontos do país, sempre incentivada pela comunidade nordestina.
O primeiro folheto que se tem noticia foi publicado na Paraíba por Leandro Gomes de Barros, em 1893, acredita-se que outros poetas tenham publicado antes, como Silvino Pirauá de Lima, mas a literatura de cordel começou mesmo a se popularizar no inicio deste século. As primeiras tipografias se encontravam no Recife e logo surgiram outras na Paraíba, na Capital e em Guarabira. João Melquiades da Silva, de Bananeiras, é um dos primeiros poetas populares a publicar na tipografia popular Editor, em João Pessoa.
Contrariando a austera do alto grau de analfabetismo, a popularização da Literatura de Cordel no Nordeste se deu mais pelo esforço pessoal dos poetas cordelistas, fora dos círculos culturais acadêmicos, contando suas histórias nas feiras e praças, muitas vezes ao lado de musicas. Os folhetos eram expostos em barbantes, ou amontuados no chão, despertando a atenção do matuto que se acostumou a ouvir os temas da literatura popular de cordel em suas idas às feiras, verdadeiras festas para o povo do sertão, nas quais podiam, além de fazer compras e vender produtos, divertir-se e se inteirar dos assuntos políticos e sociais.
Pode-se falar em Literatura de Cordel como um conjunto de autores, obras e publico. O poeta cordelista, na maioria das vezes de origem humilde e proveniente do meio rural, migrava para os grandes centros urbanos onde passava a tirar seu sustento da venda dos folhetos, chegando, algumas vezes, a funções de tipógrafo e editor. Neste contexto, ele se tornava verdadeiro mediador das concepções das classes populares nordestinas, já que compartilhava a mesma ideologia e valores de seu público.
Os folhetos, confeccionados em sua maioria no tamanho 15 a 17cm x 11cm e, em geral, impresso em papel de baixa qualidade, tinham suas capas ilustradas com xilogravuras na década de 20, em substituição as vinhetas. Já nos anos 30 a 50, surgiram as capas com fotos de estrelas de cinema americano. Atualmente ainda mantém o mesmo formato, porém são encontrados outros maiores. Quanto à impressão, substituído a tipografia do passado, hoje são usadas as fotocópias.
Os temas da Literatura de Cordel são muito estudados por folcloristas, sociólogos e antropólogos que chegam a apresentar conclusões polemicas e algumas vezes contraditórias quanto a sua classificação. Detalhes a parte, quanto a varias propostas, os folhetos se dividem entre os assuntos descritivos e os narrativos. È no primeiro grupo que estão incluídos os folhetos de conselhos, eras, corrupção, profecias e de discussão, que guardam um certo parentesco em si, por encerrem uma mensagem moralista freqüentemente ligada a uma ética e a uma sabedoria sertaneja.
Nesta área multiplica-se as histórias que trazem como pano de fundo a vida dura do campo cheia de sofrimentos, mais alheia aos desmartelos do mundo moderno e urbano. Também se encaixam nos folhetos descritivos as pelejas entre cantadores e poetas, as personalidades da cidade e da política (muitas vezes encomendadas pelos próprios políticos em época de eleição), os temas de louvação ou critica, os religiosos contando preconceitos e virtudes católicas, as biografias ou milagres dos santos e de figuras como Padre Cícero e Frei Damião. Há ainda os de gracejos de acontecimentos reais e imaginários, de bravura e valentia como os feitos de Lampião, Antonio Silvino e Pedro Malasarte, entre outros que a literatura popular transformam bandidos em heróis.
As características gráficas e temáticas dos folhetos podem variar de acordo com o deslocamento da área de atuação do poeta que muitas vezes se depara com um publico de concepção e comportamento diferente do matuto nordestino.
Ao falar de literatura de cordel no nordeste não se pode esquecer de Antonio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, referencia no município em que nasceu. Analfabeto "sem saber as letras onde mora", como diz num de seus poemas, sua projeção em todo Brasil se iniciou na década de 50, a partir da regravação de "Triste Partida", toada de repente gravada por Luis Gonzaga (ver anexo).
Sua imaginação poética serviu vassala a denunciar injustiças sociais, propagando sempre a consciência e a perseverança do povo nordestino que sobrevive e dá sinais de bravura ao resistir às condições climáticas e políticas desfavoráveis. A esse fato se refere à estrofe da música Cabra da Peste.

"Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que alinda cabocla
De riso na boca zomba no sofrê
Não nego meu sangue, não nego meu nome.
Olho para a fome, pergunto: que há?
Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará."

Dentre os grandes nomes da xilogravura nordestina não se pode deixar de falar em um gênio que é o DILA- José Soares da Silva, residi em Caruaru-PE, onde estalou uma rústica oficina gráfica para imprimir os seus folhetos. É um dos mais respeitados xilogravura do nordeste brasileiro, trabalhando com sua arte com lâmina de barbear em pedaços de madeiras em pedaços de madeiras umburana. No qual fabrica capa de cordéis ate rótulos de garrafas de aguardente e outros produtos. É um dos poucos que, alem da madeira, utiliza a borracha para talhar as xilogravuras, alem de seu local de trabalho, transformou –se num ponto de atração turística.

REFERENCIAL TEÓRICO:
• ABAURRE, Maria Luiza M; PONTARA, Marcela, Literatura Brasileira: tempos leitores e leituras, volume único, São Paulo, editora moderna, 2005.
• ABAURRE, Maria Luiz e PONTORA, Marcela. Literatura Brasileira, tempos leitores e leituras. Ed. Moderna. Ensino Médio.
• ABLC - Academia Brasileira de Cordel . Academia Brasileira de Cordel, Gonçalo Ferreira da Silva, Literatura Brasileira, Literatura popular, Duelo de Repentistas. www.ablc.com.br
• CORDEL,Literatura de. Disponível em: www.guiape.com.br/culturais/literatura de cordel.html. Acesso 28/09/2006.
• Diário do Nordeste – caderno 3 -20 de março 2006.
• DUARTE, Marcelo. O Guia dos Curiosos. Língua Portuguesa. São Paulo. Pand 12003.
• FERREIRA, Mauro. Entre palavras, nova edição/ 2ª. Edição - São Paulo: Editora FTD 2006.(coleção entres palavras).
• FREIRE, Paulo, Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985. 77p.
• GERIN, Júlia; PORTO, Márcia Flamia; NASCIMENTO, Rubi Rachel. Volume integrado, 1; 5ºe 6º séries Língua Portuguesa; Educação Jovens e Adultos, Curitiba: Editora Educarte,2006.
• LIRA, Joana. Cordel para iniciantes e iniciados. Mundo Jovem numero 335 abril 2003.
• NICOLAS, José de. Literatura brasileira das origens aos nossos dias; 15ª edição, São Paulo, Editora Scipione, 1969.
• BARSA, Enciclopédia. ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA DO BRASIL PUBLICAÇÕES LTDA.

Fonte:http://www.projetospedagogicosdinamicos.com/cordel.htm

Projeto: Quem sou eu?




Alunos Atendidos: Crianças em fase Pré-Escolar – Pode ser adaptado aos alunos de Educação Infantil – Períodos: I e II.

Período: ( Mês em que será trabalhado ): _______________.

Duração: Em média duas semanas.

Objetivos:
Ao final do projeto os alunos deverão ser capazes de:
• Saber a história de sua vida;
• Conhecer a história e o significado de seu nome;
• Desenvolver a atenção para futura identificação de partes do corpo e órgãos dos sentidos;
• Estimular o raciocínio e a percepção visual;
• Desenvolver a imaginação e a criatividade;
• Saber maior número de palavras e expressões antes desconhecidas (Aumento e enriquecimento do vocabulário);
• Identificar suas preferências em relação a tudo que o cerca, a sua realidade;
• Formar próprios conceitos através de descobertas e experimentações.

Culminância: Construção de um Mural coletivo e de um Álbum da vida – Individual

“Se uma criança vive com aceitação e amizade; aprende a encontrar o amor no mundo.”
( Eny e Esther Sarli)

Primeira Semana de Projeto:

• Em “rodinha” iniciar de maneira descontraída e atrativa uma dinâmica – O Professor apresenta uma caixa, com tampa, decorada da maneira que achar mais atraente a seus alunos e dentro de suas possibilidades – Podendo ser caixa de sapatos, de madeira, de vime, de qualquer outro artigo que tenha consumido, ou até mesmo um pequeno baú.
• O professor apresenta a caixa dizendo que dentro dela tem o que existe de mais precioso, de mais importante, um verdadeiro tesouro.
• Propõe, então, uma brincadeira onde cada um terá que olhar o que tem dentro da caixa, ver qual é este tesouro e manter segredo – Um a um devem olhar e voltar ao lugar sem poder contar o que viu – Esta é a regra da brincadeira: Manter segredo.
• Dentro da caixa deve conter um espelho, bem no fundo, do tamanho exato da mesma. No momento em que a criança for olhar o tesouro verá refletida sua própria imagem.
• A professora deve ficar atenta a cada reação individual ao deparar-se com a própria imagem. É fundamental criar um clima de muito interesse provocando sempre: Qual será este tesouro?
• Após todos terem visto sua imagem refletida dentro da caixa e terem tido as mais diferentes reações, cuidando sempre para que não falem enquanto todos não olharem, abrir então o debate, a conversa informal.
• O que vocês viram dentro da caixa? Descobriram o tesouro?
• Aproveitar cada resposta dos alunos, orientando-os quando necessário, mas propiciando que se expressem.
• A conversa deve fluir até o ponto em que o professor perceber que os alunos perceberam que eles são o tesouro – cada um deles – por isso não poderiam contar o segredo – pois todos somos únicos – Ninguém é igual a ninguém.

Após a realização da Dinâmica do Tesouro, ainda em círculo, sentados de forma confortável, provocar os alunos para que observem seus próprios corpos e façam comparações: __ Quem é mais alto? Quem é mais baixo? Quem tem a mesma altura? __Quem tem cabelos loiros? Quem tem cabelos castanhos? Quem tem cabelos pretos? __ Quem é negro? Quem é moreno? Quem é branquinho?
__ Quem tem olhos azuis? E castanhos? __ Quem é menino? Quem é menina?
E assim propor que se agrupem de diferentes formas:
Exemplo: __Vamos juntar todas as crianças que tem cabelo bem curtinho do lado esquerdo em pé e todas as crianças que tem cabelos compridos do lado direito sentadas.
__Vamos juntar os meninos de um lado e as meninas do outro.
__ Agora vão pular só as crianças que tem olhos azuis ou verdes.
Assim, o professor pode ir brincando, criando diferentes situações de acordo com a sua turma, sempre tendo como objetivo que façam comparações a partir das diferenças e semelhanças existentes no próprio corpo e no corpo dos amigos.
Concluir a atividade quando não houver mais interesse da turma.

Num segundo momento, que pode ser no mesmo dia ou não, o professor vai apresentar uma ficha, previamente preparada, xeroca ou mimeografada onde as crianças terão que completar fazendo seu auto-retrato. As informações contidas na ficha podem ser anotadas por escrito pela professora caso a turma ainda não seja alfabetizada, todavia, é fundamental que sejam todas discutidas individualmente e em grupo.
Segue exemplo de ficha que pode ser adaptada caso o professor ache necessário.

Quem sou eu?

Meu nome é: ________________________________________
Tenho ____ anos. Nasci no dia ___/___/___.
Meu endereço é: ____________________________________________________________________________________________________
Meu telefone é: ______________.
O nome da minha mãe é:________________________________
O nome do meu pai é: __________________________________
Na minha família também tem: _____________________ que eu gosto muito e cuida de mim.
Minha altura:__________.
Meu peso: ____________.
Cor dos olhos: _________________.
Cor dos cabelos:________________.

Meu auto-retrato:

Desenho no bolo o número de velinhas correspondentes à sua idade:

Pinte as figuras com a cor correta:


Meus olhos: Meus cabelos:


Escreva o seu nome da forma em que você sabe:


Quantas letras tem o seu nome? Conte e cole uma bolinha de papel crepom da sua cor preferida para cada letra :

Importante:

Chegando nesta etapa o professor deverá iniciar um trabalho criando uma identidade entre a criança e a escrita de seu nome. Seguem algumas sugestões de atividades práticas que podem ser realizadas durante este projeto ou até mesmo no decorrer de todo o ano letivo. Sugerimos que para o projeto em si: Quem sou eu? Sejam escolhidas no máximo 3 das atividades propostas: História do nome, Dança da Cadeira e mais uma a escolha do professor de acordo com o nível da turma. Mas, ficam as sugestões para trabalhos posteriores.

A construção da escrita do nome, na Educação Infantil, é vista como um grande caminho a ser percorrido pela criança.
O nome próprio de uma criança é seu marco de identificação e, por isso, é tão valorizado por ela. É por esse motivo que o trabalho com o nome próprio gera uma relação de identidade da criança com a escrita.
É fundamental, para a construção da escrita do nome que a criança saiba que desenhar é diferente de escrever a partir desta diferenciação que a criança começa a se dar conta de que precisa algo mais do que um desenho para poder escrever o seu nome, e então começam a aparecer em seus trabalhos as tentativas da escrita, a qual pode estar representada por “risquinhos”, “bolinhas”, “cobrinhas”...
A primeira letra do nome próprio é sempre a mais reconhecida e escrita pelas crianças antes das demais. Muitas chegam a estabelecer uma relação de identidade que, em geral, as faz chamá-la de minha letra. É sempre aquela que reconhecem mais depressa em diferentes textos, cartazes, otdoors e outros.
A visualização é um mecanismo que faz parte da construção da escrita. Por este motivo é importante que os nomes estejam fixados nos gradis, nos materiais, nas lancheiras, nos crachás.
Ao identificar seu nome e observá-lo escrito em diferentes locais e materiais, a criança, consequentemente, o memoriza. A partir de então inicia-se seu relacionamento com a escrita como representação de sua identidade, auxiliando-a a ver-se como um indivíduo que possui identificação. Por isso seu nome é tão importante. É um marco identificatório.
O modelo da escrita do nome em diferentes materiais informa à criança sobre quais são as letras e qual a quantidade necessária de letras para escrevê-lo, além de informar a posição e a ordem em que aparecem no seu nome.
É importante, nesse trabalho, a busca de semelhanças e diferenças, as posições das letras, os diferentes modos de escrita.
É interessante desafiar a criança nesta questão. Por exemplo: “Pus a primeira letra do nome de Camila. Onde ponho a segunda? Aqui ou aqui”? ( indicando à direita ou à esquerda da letra C ). Este tipo de desafio auxilia a criança na direcionalidade da escrita, deixando um pouco de lado as letras espelhadas tão comuns nas séries iniciais.
O sujeito é um construtor dos seus conhecimentos e nesse processo passa por etapas importantes que vão da visualização até o reconhecimento da escrita em diferentes lugares e formas.
O objetivo maior do trabalho com a escrita do nome na Educação Infantil é fazer com que a criança se reconheça como um sujeito importante que possui um nome que é só seu, além de propiciar a aprendizagem da escrita.

A seguir apresentarei algumas atividades e brincadeiras que auxiliam o processo de construção da escrita do nome:

Sugestões de Atividades Práticas:

1 – História do nome.

Objetivo: Conhecer a origem do seu nome.

Material: Folhas de papel ofício.

Procedimento:
• Propor às crianças que façam uma entrevista com os seus pais, procurando saber qual a origem dos seus nomes.
• Montar com os alunos uma ficha para auxiliá-los na entrevista, incluindo perguntas tais como: - Quem escolheu meu nome? - Por que me chamo .....? O que significa ..... ?
• Combinar com a turma o dia do relato e como ele será. ( A escolha do professor)

Sugestão de Atividade: Contar a história do seu nome aprendida com a entrevista e ilustrá-la.

Interessante: Em papel pardo o professor poderá registrar o nome de todos e uma síntese da origem do mesmo e fixar no mural.

Observações: Todos deverão trazer a entrevista no dia marcado, oportunizando o desenvolvimento da responsabilidade desde pequenos, e, caso isso não aconteça, o professor deverá estar preparado e saber qual atitude tomar frente a este problema.

2 – Fichário:

Objetivo: Conhecer a escrita do seu nome com diferentes formas gráficas.

Material Necessário: Fichas do mesmo tamanho e formato e uma caixa de sapatos.

Procedimentos: Montar na sala de aula um fichário com cartões que apresentem diferentes formas de escrita do nome próprio: Com letra de imprensa maiúscula, letra de imprensa minúscula, letra cursiva. Deixando claro à criança que existem diferentes maneiras para escrever o seu nome, mas todas querem dizer a mesma coisa.
Combinar com a turma o momento e o modo como deverão utilizar as fichas. ( De acordo com o professor) – Pode ter em cada ficha uma foto 3x4 da criança.

Sugestão de Atividades: Identificar o nome – Escrever o nome.

3 – Lista de Palavras:

Objetivo: Identificar em diferentes palavras a letra inicial do seu nome.

Materiais: Tesoura, Revistas, Jornais, Folhetos, Cola, Folhas de ofício.

Procedimentos:
• Explorar com a classe a letra inicial do nome.
• Listar outras palavras que também iniciem com aquela letra.
• Propor que pesquisem em jornais, revistas e folhetos outras palavras que também iniciem com a letra do seu nome.
• Recortar e colar as palavras em folhas de ofício.
• Ler com a turma as palavras encontradas e juntos procurar o significado.

Sugestão de Avaliação: Reconhecer, em lista de palavras, aquelas com a letra que inicia o seu nome.

Observações: O professor pode propor à turma que cada dia um traga de casa uma palavra que inicie com a letra do seu nome e em aula encontrem o significado. Este tipo de atividade desperta no aluno um interesse maior pela pesquisa e aumento do vocabulário.

4 – Letras Móveis:

Objetivo: Conhecer as letras e escrever seu nome através de brincadeira.

Material: Letras móveis que podem ser de madeira, EVA, papelão e etc...

Procedimentos:
• Deixar expostas na sala as letras para haver um contato maior por parte das crianças com o material.
• Propor que, em diferentes momentos de aula, as crianças utilizem as letras para a tentativa da escrita de seus nomes.

Sugestão de Avaliação: Escrever seu nome numa brincadeira.

Observações:
• Este material permite à criança fazer uma correspondência de letras, posição e ordenação das mesmas.
• Se as letras forem de papel ou papelão, seria interessante que as crianças ajudassem na confecção do próprio material, orientadas pelo professor.

5 – Bingo:

Objetivo: Conhecer as letras que compõem a escrita de seu nome através do jogo.

Materiais: Cartelas de cartolina ou papelão; tampinhas de garrafa ou pedrinhas para marcar as letras; folhas de desenho; fichinhas com as letras dos nomes; cola; papel colorido ( para fazer bolinhas de papel ) ou palitos de fósforo usados.

Procedimento:
• Cada criança receberá uma cartela com a escrita do seu nome.
• O professor sorteará as letras, dizendo o nome de cada uma delas para que as crianças identifiquem-as. Cada letra sorteada deverá ser marcada na cartela caso haja no seu nome. Assim que a cartela fôr preenchida o aluno deve gritar: BINGO!
• Logo que terminarem o jogo, será proposto um relatório realizado individualmente, com a distribuição de fichinhas com as letras do nome ( Uma ficha para cada letra) entregues fora de ordem.
• As crianças deverão ordenar as fichas, compondo os eu nome, e colocá-las em uma folha de ofício.
• A professora pede que contem quantas letras há na escrita dos eu nome e propõe que colem a quantidade representativa em palitos de fósforos ou bolinhas de papel, na folha.

Sugestão de Avaliação: Reconhecer em fichinhas as letras que fazem parte da escrita do seu nome.

Observação: É interessante que se repita o jogo várias vezes no decorrer das atividades antes de se propor o relatório.

6 – Dança da Cadeira:

Objetivo: Reconhecer a escrita de seu nome dentre a escrita dos nomes de todos os colegas.

Materiais: Fichas com a escrita de todos os nomes ( uma para cada nome ) e cadeiras.

Procedimentos:
• O professor propõe às crianças que façam um círculo com as cadeiras.
• Depois distribui as fichas com os nomes para que as crianças fixem-as nas cadeiras.
• Inicia-se a dança das cadeiras onde ao término da música cada um deverá sentar na cadeira onde consta a ficha com o seu nome.

Sugestão de Avaliação: Realizar a brincadeira diversas vezes sempre trocando as cadeiras de lugar.

7 – Corrida dos Balões:

Objetivo: Escrever seu nome.

Materiais: Balões numerados, fichas com número de acordo com os balões e com nomes e giz.

Procedimentos:
• Formar as crianças em duas filas.
• Distribuir uma ficha com um número para cada criança.
• Dado o sinal, uma de cada vez corre até os balões e estoura aquele que tiver o seu número. Dentro estará uma ficha escrito o seu nome.
• A criança deverá ler altos eu nome e reproduzi-lo no chão utilizando o giz.

8 – Jogo dos Dados:

Objetivos:
• Integrar-se ao grupo, sabendo esperar sua vez de jogar.
• Reconhecer as letras do seu nome.
• Ordenar as letras que compõem seu nome.


Materiais:
• Tabuleiros com quadrinhos necessários para a escrita do nome em branco.
• Dados com as letras dos nomes dos componentes do grupo.
• Fichinhas com as letras.

Procedimentos:
• Distribuir os alunos em pequenos grupos.
• Combinar com os grupos que apenas uma criança por vez jogará um dado, identificando qual a letra sorteada. Se esta fizer parte dos eu nome, deverá pegar a fichinha correspondente e colocá-la no tabuleiro.

Sugestões de Avaliação: Participar atentamente do jogo e identificar as letras do seu nome.

9 – Sapata ou Amarelinha:

Objetivo: Reconhecer as letras que compõem seu nome.

Materiais: Pedrinhas e giz.

Procedimentos:
• Cada aluno irá traçar no pátio da escola sua amarelinha.Neste momento, uma amarelinha será diferente da outra, quando os nomes não possuírem a mesma quantidade de letras.
• Utilizando a pedrinha marcarão a letra que não deverão pular.
• O professor pode aproveitar a ocasião para questionar o aluno: Qual a letra que vem primeiro? E depois qual será?

Sugestão de Avaliação: Escrever seu nome após pular a amarelinha.

Observação: Este tipo de brincadeira trabalha a ordem da escrita do nome, possibilitando ao aluno identificar qual a primeira letra, qual a segunda, e assim por diante até formar seu nome.

Segunda Semana de Projeto:

Preferências:

• Através de uma conversa informal o professor deve pedir que cada aluno fale um pouco sobre seu dia-a-dia.É importante deixar que as crianças se expressem livremente contando casos vividos em casa, em passeios, com a família etc.
• Num segundo momento oferecer uma folha em branco, revistas diversas, ilustrações diversas, e propor q façam uma montagem de recorte e colagem de tudo que encontrarem que parece com o seu dia-a-dia, com a sua vida, a sua realidade.
• Realizado a trabalho o professor junta para também adicionar ao Álbum da Vida – colocando por escrito além do nome da criança qual foi a proposta da montagem de recorte e colagem.
• Num outro dia, então, explorar as preferências de cada aluno: Brincadeira preferida, brinquedo preferido, comida preferida, lugar que mais gosta de estar, animal preferido, programa de TV preferido, artista preferido, música preferida, personagem de história infantil preferido, filme preferido, amigo que mais gosta, esporte preferido, cor preferida etc.
• É interessante registrar de forma sistematizada para também constar no Álbum da Vida – em anexo segue modelo de sistematização que poderá ser xerocada ou mimeografada.
• A montagem de um painél com as preferências é uma idéia bem legal e que, também, certamente, agradará à todos. Use a sua imaginação e aproveitando a idéia e os materiais que tem a disposição crie um lindo mural com o tema: As coisas que eu mais gosto ou As coisas que nós da turma tal mais gostamos ou Nossas Preferências.
• No Álbum da Vida podem ser adicionadas: fotos das crianças em diferentes momentos: no banho, brincando, na escola, dormindo, comendo... Como, também, pode ser utilizada um técnica artística de pintura, cola colorida ou outra para a capa, que deve ser de papel mais resistente – cartão no caso – com o título: Álbum da vida – ali todos os trabalhos sistematizados serão acoplados e deverão ser encadernados ou presos com bailarinas, grampos, etc.

Brincadeira Legal:

Já que estamos trabalhando a individualidade de cada um pode ser realizada a brincadeira: Quem é? Onde o professor vai dando dicas de características físicas, de personalidades, caráter, hábitos, pertences de um aluno e todos terão que descobrir quem é.
Tal brincadeira pode ser repetida quantas vezes o professor achar prudente e de acordo com o interesse da turma.
Deverá ser estabelecido o que “premiar” para quem acertar. É diversão garantida!

Conclusão:

Os alunos devem perceber e compreender que cada pessoa é única, é diferente das outras.
As pessoas podem até ter algumas coisas em comum, como cor da pele, preferência por um tipo de música, uma opinião, mas são diferentes das outras em outros aspectos. Ninguém é exatamente igual a ninguém!
Levar os alunos a refletirem sobre algumas pessoas que não aceitam as diferenças: de cor de pele, religião, outros gostos... Até concluírem que isso não é legal.
O objetivo é os alunos perceberem, também, que como cada pessoa é diferente das outras, tem seu modo de pensar, de agir, os fatos que são importantes para alguém podem não ser para outra pessoa. Cada um tem seu Álbum da Vida, sua história.
Aproveite o Álbum da vida para trabalhar noções de anterioridade e posterioridade, levando-os a perceber, que seu álbum é uma forma de registro de sua vida, uma fonte da qual se pode obter informação sobre ela quando estiver mais velha.


Sugestões de trabalho com músicas no projeto:

• Sugerimos que sejam ouvidas, cantadas e dançadas pela turma as músicas preferidas de cada um.
• Sugerimos, também, a brincadeira: Canoa Virou.
• Caso haja algum nome de aluno na turma que exista uma música conhecida, esta também pode ser ouvida – não esquecendo de levantar a questão: Quando duas ou mais pessoas tem os nomes iguais, os mesmos nomes, como fazemos para identificá-las? Exemplo: Esta música foi feita a Luciana que faz parte de nossa classe ou para outra menina chamada Luciana?
• Em um dos CDs que acompanha o projeto temos a música: Pula Corda – interpretada pela cantora e apresentadora infantil Eliana onde um trabalho de análise da letra: a preferência de uma criança pela brincadeira de pular corda, pode criar um ambiente alegre e propiciar momentos de prazer dentro do projeto do tema gerador.
Autora: Patrícia Fonte


QUANDO EDUCAS?

Não educa quando impõe suas convicções, mas quando suscita convicções pessoais.

Não educa quando impõe condutas, mas quando propõe valores que motivem.

Não educa quando impõe caminhos, mas quando ensina a caminhar.

Não educa quando impõe dependências, mas quando acorda a coragem de ser livre.

Não educa quando impõe suas idéias, mas quando fomenta a capacidade de pensar por conta própria.

Não educa quando impõe o terror que isola, mas quando libera o amor que acerca e comunica.

Não educa quando impõe sua autoridade, mas quando cultiva a autonomia do outro.

Não educa quando impõe a uniformidade que doutrina, mas quando respeita a originalidade que faz a diferença.

Não educa quando impõe a verdade, mas quando ensina a procurá-la honestamente.

Não educa quando impõe uma punição, mas quando ajuda a aceitar um castigo.

Não educa quando impõe disciplina, mas quando forma pessoas responsáveis.

Não educa quando impõe autoritariamente o respeito, mas quando o ganha com autoridades de pessoa respeitável.

Não educa quando impõe o medo que paralisa, mas quando consegue a admiração que estimula.

Não educa quando impõe informação à memória mas quando mostra o sentido da vida.

Não educa quando impõe a Deus, mas quando o faz presente na tua vida.

FONTE:
www.projetospedagogicosdinamicos.kit.net

11 de janeiro de 2010

Pedagogia de projetos

Quando e por que surgiu a Pedagogia de Projetos?
A discussão sobre pedagogia de projetos não é nova. Ela surge no início do século XX, com John Dewey. Já nessa época, a discussão estava pautada numa concepção de que educação é um processo de vida e não uma preparação para a vida futura e a escola deve representar a vida presente.

O que são projetos?
Projeto não é um plano de trabalho ou um conjunto de atividades bem organizadas.Uma proposta de intervenção pedagógica que dá a atividade de aprender um sentido novo, onde as necessidades de aprendizagem aparecem nas tentativas de resolver situações problemáticas. Um projeto gera situações de aprendizagem ao mesmo tempo, reais e diversificadas. Possibilita, assim, que os alunos (aprendizes), ao decidirem, opinarem, debaterem; construam sua autonomia e seu compromisso com o social, formando-se como sujeitos culturais.

Quais as características fundamentais do trabalho com Projeto?
Abrantes (1995:62 ) aponta algumas características fundamentais do trabalho com projetos:
+ Num projeto, responsabilidade e autonomia dos alunos são essenciais: os alunos são co-responsáveis pelo trabalho e pelas escolhas ao longo do desenvolvimento do projeto. Em geral, fazem-no em equipe, motivo pelo qual a cooperação está também quase sempre associada ao trabalho de projetos.
+ A autenticidade é uma característica fundamental de um projeto: o problema a resolver é relevante e tem caráter real para os alunos. Não se trata de mera reprodução de conteúdos prontos. Além disso, o problema não é independente do contexto sócio-cultural e os alunos procuram construir respostas pessoais e originais.
+ Um projeto envolve complexidade e resolução de problemas: o objetivo central do projeto constitui um problema ou uma fonte geradora de problemas, que exige uma atividade para sua resolução.
+ Um projeto tem um caráter faseado: um projeto percorre várias fases: escolha do objetivo central e formulação dos problemas, planejamento, execução, avaliação, divulgação dos trabalhos.

Concepções de conhecimento escolar
A Pedagogia de Projetos traduz uma determinada concepção de conhecimento escolar, trazendo à tona uma reflexão sobre a aprendizagem dos alunos e os conteúdos das diferentes disciplinas.
Há uma tendência, de forma bastante generalizada no pensamento pedagógico, em colocar, como questões opostas, a participação dos alunos e a apropriação de conteúdos disciplinares.
Concepção Cientificista: Professores com essa concepção enxergam o conhecimento escolar como a transmissão de um conhecimento disciplinar (já pronto e acabado a alunos que não o detém). Estão preocupados com a transmissão de conteúdos disciplinares, acham que não podem abrir uma discussão com os alunos, ou propor um trabalho de grupo, pois isso significaria perda de tempo e o não "vencimento" dos conteúdos, ao final do ano.
Concepção Espontaneista: Ao tentar romper com esta concepção, muitos profissionais acabam negando e desvalorizando os conteúdos disciplinares, entendendo a escola apenas como espaço de conhecimento da realidade dos alunos e de seus interesses imediatos.
Estas duas tendências têm uma visão dicotômica do que seja conhecimento escolar acabando por fragmentar um processo que não pode ser fragmentado. Não se pode separar o processo de aprendizagem dos conteúdos disciplinares do processo de participação dos alunos e nem desvincular as disciplinas da realidade atual. Os conteúdos disciplinares não surgem do acaso. São fruto da interação dos grupos sociais com sua realidade cultural e as novas gerações não podem prescindir do conhecimento acumulado socialmente e organizado nas disciplinas. Também não é possível descartar a presença dos alunos com seus interesses, concepções, sua cultura, principal motivo da existência da escola.
Concepção Globalizante: A Pedagogia de Projetos se coloca como uma das expressões dessa concepção, pois permite aos alunos analisar os problemas, as situações e os acontecimentos dentro de um contexto e em sua globalidade, utilizando, para isso, os conhecimentos presentes nas disciplinas e sua experiência sócio-cultural. Não se organiza os projetos em detrimento dos conteúdos das disciplinas. O desenvolvimento de projetos, com o objetivo de resolver questões relevantes para o grupo, vai gerar necessidades de aprendizagem e, nesse processo, os alunos irão se defrontar com os conteúdos das diversas disciplinas, entendidos como "instrumentos culturais" valiosos para a compreensão da realidade e intervenção em sua dinâmica.
Com os projetos de trabalho há uma possibilidade de evitar que os alunos entrem em contato com os conteúdos disciplinares, a partir de conceitos abstratos e de modo teórico. Nessa mudança de perspectiva, os conteúdos deixam de ter um fim em si mesmos e passam a ser meios para ampliar a formação dos alunos e sua interação na realidade de forma critica e dinâmica. Os conteúdos disciplinares, passam a ganhar significados diversos, a partir das experiências sociais dos alunos, envolvidos nos projetos.
Essa mudança de perspectiva traz conseqüências na forma de selecionar e sequenciar os conteúdos disciplinares, pautados, geralmente, numa concepção etapista e acumulativa, onde um conteúdo deve ser "vencido" para outro ser "apresentado" ao aluno.
Os Projetos de Trabalho trazem nova concepção de sequenciação fundada na dinâmica, no processo de "ir e vir", onde os conteúdos vão sendo vistos de forma mais abrangente e aprofundada, dependendo do conhecimento prévio e da experiência cultural dos alunos. Assim, um mesmo projeto pode ser desencadeado em turmas de ciclos diferentes, recebendo tratamento diferenciado, a partir do perfil dos grupos.
Não é o simples fato dos projetos gerarem necessidades de aprendizagens que se está garantindo esta aprendizagem. É preciso que os alunos se apropriem desses novos conteúdos e para isso a intervenção do professor é fundamental, no sentido de criar ações para que esta apropriação se faça de forma significativa. Isso poderá ser feito a partir da organização de módulos de aprendizagem, onde o professor irá criar atividades visando a um tratamento mais detalhado e refletido do conteúdo trabalhado.
Nem todos os conteúdos disciplinares, surgidos nos projetos, são objetos de um estudo mais sistematizado, em módulos de aprendizagem. Mas o que se transformará em módulos de aprendizagem não pode ser definido antecipadamente, sem se considerar o processo vivido pelo grupo, sua experiência e seus conhecimentos prévios. Os projetos de trabalho, assim, geram necessidades de aprendizagem de novos conteúdos que poderão ser aprofundados, sistematizados em módulos de aprendizagem que, por sua vez, irão repercutir sobre as situações e intervenções dos alunos em outras situações da vida escolar.

Como surge um projeto?
Ao se pensar no desenvolvimento de um projeto, a primeira questão diz respeito a como surge esse projeto e, principalmente, a quem se destina o tema. Diante dessa questão, surgem posições diferenciadas. Alguns profissionais defendem a posição de que o projeto deve partir, necessariamente, dos alunos, pois, se não, ele seria imposto. Outros defendem a idéia de que os temas devem ser propostos pelo professor, de acordo, com a sua intenção educativa, pois, de outra forma, se cairia em uma postura espontaneísta. O que se desconsidera, nessa polêmica, é o ponto central da Pedagogia de Projetos: o envolvimento de todo o grupo com o processo. Um tema pode surgir dos alunos, mas isso não garante uma efetiva participação destes no desenvolvimento de projeto. O que caracteriza o trabalho com projetos não é a origem do tema, mas o tratamento dado a esse tema, no sentido de torná-lo uma questão do grupo como um todo e não apenas de alguns alunos ou do professor. Portanto, os problemas ou temáticas podem surgir de um aluno em particular, de um grupo de alunos, da turma, do professor ou da própria conjuntura. O que se faz necessário garantir é que esse problemas passe a ser de todos.

Quais as etapas de um projeto?
No desenvolvimento de um projeto, três etapas devem ser configuradas: problematização, desenvolvimento e síntese.

Problematização: É o início do projeto. Nessa etapa, os alunos irão expressar suas idéias e, conhecimentos sobre o problema em questão.Esse passo é importantíssimo, pois dele depende todo o desenvolvimento do projeto. Os alunos já trazem hipóteses explicativas, concepções sobre o mundo que o cerca. E é dessas hipóteses que a intervenção pedagógica precisa partir; pois, dependendo do nível de compreensão inicial dos alunos, o processo toma um outro caminho. Nessa fase, o professor levanta o que os alunos já sabem e o que ainda não sabem sobre o tema em questão. É também a partir das questões levantadas nesta etapa que o projeto é organizado pelo grupo.

Desenvolvimento: É o momento em que se criam as estratégias para buscar respostas às questões e hipóteses levantadas na problematização. Aqui, também, a ação do aluno é fundamental. Por isso, é preciso que os alunos se deparem com situações que os obriguem a comparar pontos de vista, rever suas hipóteses, colocar-se novas questões, deparar-se com outros elementos postos pela ciência. Para isso, é preciso que criem propostas de trabalho que exijam a saída do espaço escolar, a organização em pequenos e/ou grandes grupos, o uso da biblioteca, da própria internet, enciclopédias, a vinda de pessoas convidadas à escola, entre outras ações. Nesse processo, as crianças devem utilizar todo o conhecimento que tem sobre o tema e se defrontar com conflitos, inquietações que as levarão ao desequilíbrio de suas hipóteses iniciais.

Síntese: Em todo esse processo, as convicções iniciais vão sendo superadas e outras mais complexas vão sendo construídas. As novas aprendizagens passam a fazer parte dos esquemas de conhecimento dos alunos e vão servir de conhecimento prévio para outras situações de aprendizagem.

Apesar de serem destacados nesse esquema três momentos no desenvolvimento de um projeto, os projetos são processos contínuos que não podem ser reduzidos a uma lista de objetivos e etapas. Refletem uma concepção de conhecimento como produção coletiva, onde a experiência vivida e a produção cultural sistematizada se entrelaçam, dando o significado às aprendizagens construídas. Por sua vez, estas são utilizadas em outras situações, mostrando, assim, que os alunos são capazes de estabelecer relações e utilizar o conhecimento aprendido, quando necessário. Assim, os projetos de trabalho, não se inserem apenas numa proposta de renovação de atividades, tornando-se mais criativas, e sim numa mudança de postura, o que exige um repensar da prática pedagógica, é, portanto, uma quebra de paradigma.

A Pedagogia de Projetos é um caminho para transformar a escola em um espaço aberto à construção de aprendizagens significativas para todos que dele participam e o uso da internet, por meio de ambientes de aprendizagem colaborativa, auxiliará bastante na construção de conhecimentos, habilidades e valores dos alunos de hoje.

FONTE: http://pedagogiaprojetos.blogspot.com/:

29 de setembro de 2009

Projeto de Ciências: Amados Animais



Tema: Os animais
Disciplinas: Português,Matemática, História e Geografia, Ciências , Ed. Artística e Literatura Infantil.
Duração: 1 semestre - ANO 2006
Temas Transversais: Ética, Cidadania , Meio Ambiente, Natureza e Sociedade
2º ano

Este projeto visa estabelecer classificações em relação com os interessesexpressados pelo grupo. A princípio serão trabalhados os animais que forem do interesse do grupo, quese destacaram na roda de conversa.A partir daí todo o trabalho se encaminhará em várias direções que despertarãoos conteúdos a serem trabalhados.Juntamente aos tópicos direcionados a Ciências Naturais estarão tambémpresentes as fábulas na área de Literatura Infantil. Onde as crianças invadirãoo mundo da fantasia e de questões morais encontradas nas diversas fábulasescolhidas pelo grupo.Assim, cabe lembrar que os temas transversais serão discutidos e estarão semprepresentes nos assuntos predominantes.Justificativa: O tema do projeto desperta o interesse natural das crianças desta faixa etáriaque , em geral, contam com várias informações relativas a ele.A leitura compartilhada estará voltada para animais e contará com diferentestextos, de autores variados e em gêneros diferenciados o que facilitará oacesso às informações relativas ao tema.

A proposta do assunto animais é de uma possível justificativa, pois, os animaistêm uma importante presença em seu mundo cotidiano( desenhos animados,histórias, jogos) e além disso, possuem um importante caráter de identificaçãode suas vivências pessoais e sociais.Este estudo facilitará a correlação entre diversos animais e destes com seuambiente que serão aprofundadas e ampliadas em vários estudos.

Objetivos:

Definir de diversos animaissuas principais características;
Diferenciar vertebrados einvertebrados;
Conhecer os diversos animaisapontando para sua diversidade(locais onde vivem, sua alimentação, seushábitos e outras peculiaridades relativas a cada espécie);
Correlacionar todo o estudo como desenvolvimento do processo de alfabetização.Conceitos:
Comparar diversos tipos deanimais através da observação;
Refletir sobre ascaracterísticas individuais de cada animal e risco de extinção;
Identificar as característicasespecíficas de cada grupo de animais;
Saber identificar: vertebradose invertebrados, domésticos e selvagens, úteis e nocivos, aquáticos , terrestrese aéreos, reprodução e habitat dos animais.Procedimentos:
Pesquisar a história de cadaanimal do interesse do grupo;
Coletar dados por meio depesquisas e observações;
Usar diferentes fontes deinformação e relacioná-las;
Selecionar alguns tipos deanimais para pesquisa;
Classificar animais;
Desenvolver atividades lúdicas;
Desenvolver atividadesmatemáticas;
Montar jogos, tabelas egráficos;
Elaborar cartazes, álbuns,painéis, bonecos;
Estabelecer ordem crescente edecrescente;
Comparar pesos e medidas;
Formular questões pertinentesque apontem para a caracterização de determinado animal;
Selecionar informaçõesrelativas a aspecto de pesquisa;
Registrar o assuntoorganizadamente de diferentes maneiras;
Assistir a uma peça teatral;
Associar escrita de nomes ,letras e textos;
Contar histórias para o grupomostrando gravuras de determinados animais;
Se possível, Visitar umZoológico e Fazendinha dos Bichos;Atitudes:
Preocupar-se com a preservaçãoda natureza;
Interessar-se pelo estudobuscando novas informações relacionadas ao tema;
Socializar as informações queos alunos possuem sobre o tema;
Classificar diferentes animaispelas suas características(Diferenças e semelhanças);
Construir um espírito decidadão preocupado com o risco de extinção de algumas espécies de animais;
Organizar- se de forma coerenteos pensamentos em relação ao habitat de cada animal;
Reconhecer o alimentonecessário ou preferido de vários animais;
Identificar como vivem osanimais.Conteúdosrelacionados ao projeto:

Português (linguagem oral e escrita) nomes, letras iniciais de várias nomenclaturas, reescrita coletiva (textos, filmes, histórias), escrita espontânea, conversas, diálogos, expressão de sentimentos, imitações, rimas, observação e manuseio de livros, histórias, situações do cotidiano que envolvam leitura e escrita; as letras, o alfabeto, formação de palavras , frase e pequenos textos, números de letras e sílabas, ordem alfabética, interpretação de textos, letras maiúsculas e minúscula, substantivo próprio e comum, reescrita de textos e músicas, rimas, leitura, observação e relatórios; cruzadinha; caça-palavras; produção de texto; dinâmicas de grupo; pesquisas; leituras informativas; músicas; poesias; listagens; leituras diversas; fábulas, contos, histórias; adivinhaçõe; ditado diagnóstico.

MAtemática

Quantidades; cores; texturas; espessuras; tamanho; altura; comprimento; peso; temperatura; orientação; conjunto; formas geométricas; orientação espaço- tempo; distância; numerais associados a quantidade; numerais (leitura e escrita); interpretação de gráficos ou tabelas; adição; subtração; formas geométricas; situações problemas; ordem crescente e decrescente; sucessor e antecessor; maior e menor; painéis, tabelas e gráficos; uso do tangran.

Ciências Naturais e os temas transversais(naturezae sociedade, meio ambiente, ética e cidadania.
Moradia(habitat); órgãos do sentido; alimentação; conservação; proteção da fauna; animais em extinção; partes do corpo; o dia e a noite; diferenças entre os animais selvagens e domésticos; a família e os bichos de estimação; locomoção dos animais; classificação dos animais: Reptéis, Anfíbios, mamíferos, aves , peixes e insetos; espécies extintas; metamorfose; grupos sociais; atividades: jogos diversos (quebra - cabeça; calendários; seqüência de figuras); desenhos dirigidos e espontâneos; recorte e colagem; dobraduras(origami); máscaras, fantoches e dedoches; móbiles; liga pontos; pinturas; dramatizações; mímicas.

Material didático/ recursos:
Livros didáticos e paradidáticos;
CDs/ som
Televisão/filmes
Sucatas
Papéis diversos
Folhas xerocadas
Tintas e pincéis
Lápis coloridos e giz de cera
Hidrocor
Máquina fotográfica
Painéis
Vídeo
Revista/ jornais
Livros de literatura infantil
Cola
Tesoura
Fichas, figuras

Eventos relacionados ao projeto

Teatro: Peça da Dona Baratinha

Exposições, maquetes, álbum, livros confeccionados na escola, apresentações de peças teatrais e dedoches

Instrumentos de Avaliação: Os projetos transformam a avaliação em um processo contínuo à realidade cotidianada sala de aula. Considera- se alguns instrumentos de avaliação:

Observação do comportamento do educando: hábitos de trabalhos, relacionamento com os amigos e professores, cumprimento das tarefas escolares, atitudes positivas ou negativas com relação aos trabalhos escolares, capacidade de cooperação, aproveitamento de tempo; trabalhos escritos ou de outra natureza qualquer produzidos espontaneamente; produtos de estudo ou de tarefas com relação as diversas situações escolares; dados registrados com referência diretas com o aluno ou em grupo.

31 de agosto de 2009

Projeto: Reciclagem


RECICLAGEM DO LIXO



Ed. Física
Música, dança e brincadeiras com materiais reciclados.

Português
- Interpretação oral, escrita e através de desenhos do livro Turma do Utilixo e do vídeo sobre reciclagem.
- Livro: O menino e o muro (Sonia Junqueira).
- Poluição visual e higiene ambiental.
- Música e poesias - Confecção de cartazes para a Campanha da higiene na escola e de reciclagem).
- Estudo de palavras-chave - Gramática e ortografia inserida nos textos - Produção de frases.

Matemática
- Estudo das cores para a separação dos produtos recicláveis (azul-papel, verde-vidro, vermelho-plástico, amarelo-metais).
- Contagem da quantidade de tipos de materiais recicláveis (na verdade são CINCO, pois os alimentos jogados fora também podem ser transformados em adubo (LIXO ORGÂNICO).
- Classificação dos materiais recicláveis - Estudo dos numerais através de gráfico elaborado com os resultados da classificação e contagem dos recicláveis trazidos pelas crianças.
- Quanto e quais dias da semana acontece a coleta de lixo na rua em que o aluno reside e da escola.

História e Geografia
- A coleta de lixo na nossa cidade.
- Onde os lixos são despejados - A campanha da reciclagem.
- como foi elaborada (Decreto Municipal), se realmente acontece na nossa cidade (ver o vídeo e Livro da turma do Utilixo, trabalhados).
- O que se ganha com a reciclagem.
- De onde vieram as doenças, em especial a Dengue que vem se alastrando em São Paulo.

Ciências
- O que é lixo na verdade?
- Os perigos dos lixos acumulados.
- Campanha da higiene do meio escolar .
- Alerta sobre a Dengue (causador, sintomas, tratamento e profilaxia).
- A função dos micróbios na transformação do lixo orgânico em adubo.

Ética e cidadania
- Campanha educativa "Lugar de lixo é no lixo"
- Poluição visual.
- Como a prefeitura e a população têm cuidado deste assunto Meio ambiente.

Meio Ambiente
- Preservação da higiene na escola e no meio social em geral.
-Resciclagem

1 de julho de 2009

Projeto: Vovô Marieta

De acordo com o que temos observado na mídia , nas pesquisas...o século XXI está sendo chamado pelos estudiosos das questões relativas à velhice e ao envelhecimento humano, de “O século dos velhos”, como o século XX o foi das crianças.A velhice como experiência vital humana está cada vez mais ampliada e o processo de envelhecimento se tornou um objeto de estudo sério, que deve ser trabalhado com as crianças. Pensando em atividades educativas é nítido a necessidade de conscientizarmos nos alunos sobre a necessidade das pessoas mais velhas.
Atividade proposta: Projeto Vovó Marieta
O objetivo é que os alunos recebam informações e discutam questões sobre o envelhecimento, sobre a importância dos idosos para a sociedade. Violência contra idosos, relações entre gerações e o Estatuto do Idoso são alguns dos temas a serem abordados nas aulas para incentivar a conscientização sobre o envelhecimento, no espaço escolar e nos ambientes familiar e comunitário .É extremamente importante que as crianças e adolescentes aprendam a valorizar a Terceira-Idade, saibam sobre a importância dos idosos para a sociedade. Na escola este aprendizado pode ser estimulado, assim como em casa, com os pais ou responsáveis.
I) Justificativa:
A produção de projetos, especialmente elaborados para atender às necessidades extra-curriculares, estimular nossos estudantes a terem prazer em aprender e auxiliar a escola a realizar mais uma de suas funções: o compromisso com a construção da cidadania.
Esse trabalho social tem a preocupação com o tema norteador “Aprimorando a Cidadania”.
Nossa missão vai além de transformar informação em conhecimentos, cabe a nós responsabilidades tão importantes quanto essa. Devemos oferecer uma sólida formação de cidadãos éticos e co-responsáveis com o futuro.
II) Objetivos:
Conhecer o estatuto do idoso
Desenvolver o espírito crítico;
Aprender a conviver com o diferente;
Conhecer e vivenciar valores éticos necessários para uma boa convivência social;
Envolver a comunidade escolar para colocar em prática novas atitudes em relação às pessoas idosas;
Praticar a cidadania e a busca do bem comum.

III) Recursos:
Humanos: estudantes, professores, orientadoras educacionais, coordenadora pedagógica, funcionários e diretora;
Materiais e financeiros: doações voluntárias e participação de toda comunidade escolar.
IV) Desenvolvimento:
Para aprender, os estudantes precisam vivenciar e incorporar os valores, não basta só ouvir e falar, é necessário praticar e promover a cidadania.
O trabalho relativo à formação de valores deverá ser realizado nas salas de aula pelos professores, redação, artes e outros, através de atividades dinâmicas e criativas.
Promover um trabalho de escrita e revisão sobre o tema: “O papel do idoso na sociedade brasileira” após uma leitura compartilhada da historia abaixo.

Marieta Quer Falar ( Paes, Ducarmo)
A alegria das crianças era o momento da contação de histórias da vovó. Um dia, a vovó resolve criar uma história diferente. E de um baú de retalhos nasce Marieta, uma boneca de pano. Marieta ganha vida e conquista o coração das crianças, alimentado pelo mundo do Era uma vez...
Será trabalhado, também o Estatuto do Idoso em forma de debate e conscientização ao longo de todo o projeto.
1) Fraternidade: Respeito :Zelo: Humildade e Tolerância: Responsabilidade:
• Conversa informal e debate sobre como devemos tratar os idosos;
• Registro escrito e desenhos de atitudes positivas em relação aos idosos;
• Leitura e debate de textos relacionado ao tema;
• Filmes e/ou documentários.
• Comentário da dinâmica sobre a importância de ver a própria imagem refletida no espelho e relacionada às qualidades supracitadas (a dinâmica pode ser outra, escolhida pelo professor);
• História relacionada ao valor “respeito”, direcionar os comentários com perguntas relativas à história;
• Ênfase ao “respeito” próprio. O estudante poderá participar, falando ou escrevendo, duas qualidades;
• Auto-retrato: eu sou assim..., o que eu gosto em mim e o que eu não gosto em mim;
• Conversa sobre atitudes de respeito em casa e principalmente com os idosos;
• Para trabalhar o respeito no ambiente escolar pedir aos estudantes que citem fatos onde eles perceberam falta de respeito (evitar questões anti-éticas que envolvam membros da escola);
• Conversa sobre as normas de boa convivência e as palavras que usamos para demonstrar educação e cordialidade. Fazer faixas escritas com: Por favor, Obrigada, Com licença, Bom dia etc, ilustradas pelos estudantes. Colocá-las no mural da sala;
• Trabalho com letras de músicas e poemas sobre “respeito”.
• Conversa sobre as normas de boa convivência e as palavras que usamos para demonstrar educação e cordialidade. Fazer faixas escritas com: Por favor, Obrigada, Com licença, Bom dia etc, ilustradas pelos estudantes. Colocá-las no mural da sala;.
• Dirija perguntas: de que maneiras podemos promover atitudes do bem? Como você se sente quando ajuda alguém? O que acontece quando ajudamos alguém?
• Comentário sobre os tipos de amor: materno, fraterno e outros.

• Trabalhar com uma parábola, sugestão: Bom Samaritano, ou uma fábula, onde a humildade esteja presente;
• Qual é a real responsabilidade da sociedade com os idosos?
Poderão ser trabalhados também outras virtudes, tais como: cooperação, união e honestidade utilizando-se os mesmos recursos das virtudes anteriores: histórias, músicas e troca de informações.
Todas as atividades são ideias que poderão ser adaptadas de acordo com cada ano/série e turma e/ou professor(a).
Desenvolver atividades sociológicas, montando biografias, levantamento de dados, árvores genealógicas e desenvolvimento de propostas de soluções para o problema dos idosos no município... Estado...
V) Recursos:
• Livros;
• Parábolas e textos de incentivação;
• Som e cd’s;
• Portal JK;
• Materiais diversos: cartolinas, cola, tesoura etc;
• Doações diversas.
VI) Avaliação:
Avaliar é função inerente da atividade humana, do cotidiano e da dinâmica educacional.
A cada “virtude” trabalhada serão observadas as mudanças de atitudes nos estudantes e servirá para que estes se auto-avaliem enquanto cidadãos.
Analisar a participação efetiva dos estudantes no Projeto Social – Dia do Idoso, promovendo amplo exercício de cidadania no ambiente escolar e fora dele. Somente assim se chega ao objetivo final, coletivo: A justiça em seu sentido mais amplo, ou seja, o bem comum.

VII) Expectativas e conclusão:
Esperamos com este trabalho motivar nossos estudantes sobre a necessidade de estarmos mais próximos, convivendo e respeitando o outro.
Educar é relativizar o eu humano; é um processo de abertura para o outro.
Nessa perspectiva, nossos jovens repensarão suas atitudes, de forma livre e responsável, autônoma e solidária, competente e produtiva.
Exercitar a convivência com as adversidades, desenvolver trabalhos voluntários e colaborativos, aprender a ser solidário, tornar capaz de reelaborar e construir o seu próprio projeto de vida.


“A velhice só começa quando se perde o interesse”. – Jean Rostand



22 de junho de 2009

Projeto de Leitura (Maleta da Leitura)

“O livro é aquele brinquedo, por incrível que pareça,
 que, entre um mistério e um segredo, põe idéias na cabeça."
(Maria Dinorah)

Tendo em vista a fundamental importância da formação do leitor, o projeto “Maleta da Leitura” tem como objetivos incentivar o hábito de ler e estimular a criatividade dos estudantes. Além de estimular a criatividade e criar o hábito e o gosto pela boa leitura, o projeto visa também desenvolver a linguagem oral e escrita dos estudantes, de modo a ampliar o vocabulário, o repertório lingüístico, incentivar a reflexão e o posicionamento crítico perante uma leitura, objetivando culminar na sistematização e no prazer do ato de ler diferentes tipos de texto.
Denominado “Maleta da Leitura”, o projeto constitui-se basicamente no incentivo da leitura, escrita e criatividade dos estudantes, por meio da utilização de uma maleta, juntamente com um livro de literatura e um caderno de registros. A cada semana, o próprio estudante escolhe o livro a ser lido e uma apreciação dessa leitura deverá ser feita no caderno de registros. Além disso, o estudante deverá preparar de forma criativa, uma apresentação desse livro para socializar suas aprendizagens com a turma. Essas apresentações ocorrerão toda segunda-feira e o estudante terá uma semana para ler e preparar a apresentação do livro para os colegas de sala.

Projeto: Brincando e aprendendo


Série: maternal ao Ensino fundamental 1º e 2º ano.
Duração: durante o ano letivo
Justificativa: Observando durante o ano letivo passado vejo que o ato de brincar envolve emoções, tensões, dificuldades, descobertas entre outros. Desde os primeiros momentos de vida a criança tem necessidade de brincar e com o tempo cada vez mais tomado por exercícios escolares, ela tem menos espaço para realizar essas atividades. Durante a vida escolar a criança mostra grande necessidade de excitações efetivas e com isso a sua imaginação inventa histórias e as enfeita por isso a importância de brincar, pois facilita o crescimento corporal, desenvolve o lúdico, a coordenação percepto-motora, aumenta a resistência física, promove valores sócio-morais que favorecem a lealdade, liderança, respeito e colaboração. Além de contribuir para um melhor aprendizado das disciplinas escolares e estimular o desenvolvimento das capacidades físicas naturais, através do movimento.

Objetivos:
Conviver com os colegas de modo que a colaboração e o respeito estejam presentes durante as atividades.
Elaborar regras de convivência.
Enriquecer as atividades sugeridas durante as aulas.
Desenvolver a imaginação e a criatividade na composição de histórias.
Dramatizar pequenas peças teatrais.
Elaborar coreografias divertidas conforme a música escolhida.
Familiarizar-se com os diversos tipos de músicas e danças existentes na cultura brasileira.
Valorizar os costumes e a cultura do Brasil.
Organizar grupos para realizar diversas atividades.
Fixar os conteúdos aprendidos durante as aulas de diversas disciplinas em forma de jogos e brincadeiras.
Proporcionar diversas dificuldades para que possam aumentar e descobrir as suas resistências físicas e habilidades de modo que não as prejudiquem ou as machuquem.
Desenvolver e apropriar-se de noções de lateralidade e espacialidade, de dimensão e capacidade.
Realizar agrupamentos, por ordens de tamanho, cor, características diversas.
Proporcionar a liberdade de brincar com temas livres, mas ao mesmo tempo trabalhando o esquema corporal
Reconhecer atividades folclóricas.

Conteúdos trabalhados:
Na área de educação física e as demais disciplinas.

Datas comemorativas.
Músicas.
Danças.
Atividades rítmicas.
Atividades lúdicas.
Atividades folclóricas.
Dramatizações
Jogos com bolas, corda, amarelinha, bambolê, polvo maluco entre outros.

Procedimentos
Trabalhar com procedimentos simples, mas que irão fortalecer o aprendizado de reaprender por meio de jogos e brincadeiras.
Estabelecer em primeiro lugar as regras para que se possa desenvolver uma aula com colaboração e respeito entre os alunos.
Fazer com que os alunos consigam criar e organizar pequenas dramatizações, desenvolvendo a autonomia.
Elucidar os conhecimentos prévios dos alunos e familiares, para trabalhar os costumes, a cultura, danças e músicas do nosso país.
Organizar na quadra atividades programadas.
Proporcionar um período livre para atividades com bolas à escolha das crianças.
Criar condições para que as crianças desenvolvam o esquema corporal.
Trabalhar com atividades rítmicas e folclóricas.

Material necessário:
Rádio (cd).
Bolas
Amarelinha das sílabas e números
Bambolê
Cordas.
Polvo maluco
Jogo da memória
Dominó
Quebra-cabeça.

Avaliação:
Avaliação qualitativa, processual e contínua.
Virá a partir de cada participação e em cada bimestre haverá uma pequena apresentação, seja com música, poesia ou dramatizações. A avaliação será semanal e por apresentação.

Bibliografia:
Revista amae educando – junho- 2000 nº 292.
Revista do professor- out/dez – 2002.
Revista do professor – jan/mar – 2008 nº 93.

Entenda o ao meu ver :
Excitações efetivas significa quando a criança tem excessos de pedidos de atenção para os pais ,familiares, amigos ou mesmo professores(por isso quando acontecem essas excitações efetivas a criança procura uma forma de inventar ou enfeitar histórias, conversas para chamar a atenção.) E por isso a ato de brincar se torna favorável, pois é nesse periodo em que ela começa a brincar de viajar aos céus mesmo estando no chão.
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