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26 de novembro de 2013

Convite à reflexão: Um olhar psicopedagógico!

 
Convido você a se deleitar do poema de
Chico Buarque: Ciranda da Bailarina.

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a
bailarina que não tem
E não tem coceira
Verruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem
Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem
Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem
Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem
O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho*
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem



Procurando bem
Todo mundo tem...


 
Agora vamos refletir o qual vou iniciar com alguns questionamentos.
Quem realmente apresenta problemas de aprendizagens em uma sala de aula?
Como posso pensar apontar ou identificar sem estigmatizar o aluno?
Como posso não negligenciar este aluno que apresenta dificuldades ou transtornos específicos de aprendizagem?
Como posso não generalizar nem banalizar a não aprendizagem?
Convido você psicopedagogo, pedagogo, profissional da educação  para refletirmos sobre nossas práticas e olhar os nossos  aprendiz com um olhar especial, não este olhar que ver apenas problemas, dificuldades em nosso aprendiz. Será “que nossos olhos estão voltados para o objeto principal da educação que é a “Aprendizagem” ou estamos fingindo que:  “ Ensinamos e os alunos fingindo que aprendem.”... Como deixou registrado em seu legado o Mestre Paulo Freire. No poema de Chico Buarque se todo mundo tem pereba,  até que ponto enquanto profissional estou fazendo para sarar as perebas do meu aprendiz  ou estou  provocando  outras muitas vezes bem maiores e difícil de curar?
 
                 Gracilene Vasconcelos.
 
 

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