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29 de outubro de 2012

Pintando o dia das bruxas













FONTE: http://www.imagem.eti.br/

Um pouco + do Dia Nacional do Livro


Para a primeira biblioteca do Brasil, Portugal disponibilizou um acervo bibliográfico muito rico, vindos da Real Biblioteca Portuguesa, com mais de sessenta mil objetos. O acervo era composto por medalhas, moedas, livros, manuscritos, mapas, etc.

As primeiras acomodações da Biblioteca foram em salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, na cidade do Rio de Janeiro.

A escolha da data foi em razão da transferência da mesma para outro local, no dia 29 de outubro de 1810, fundando-se assim a Biblioteca Nacional do Livro, pela coroa portuguesa.

Da data da fundação até por volta de 1914, para se fazer consultas aos materiais da biblioteca era necessária uma autorização prévia.


Os livros são um conjunto de folhas impressas, onde o escritor coloca suas ideias, a fim de deixá-las registradas ou para que outras pessoas possam tomar conhecimento das mesmas. Eles podem variar no gênero dos textos apresentados, sendo documentário, romance, suspense, ficção, autoajuda, bíblico, religioso, poema e poesia, disciplinas escolares, profissões e uma infinidade de áreas.

Para se publicar um livro, o autor deve procurar uma editora a fim de apresentar seu material, que deverá estar devidamente registrado em cartório, para garantir os direitos autorais. A editora se encarrega de fazer a correção do texto, de acordo com as normas cultas da língua, além de sugerir algumas melhoras ao mesmo. Após a edição do texto, a editora cuida do título da obra, que deve servir como atrativo ao público, passando então para o preparo da capa, através da ilustração, impressão da quantidade de volumes e montagem dos exemplares. A editora também é responsável pela divulgação do material, pois é de seu interesse vender o produto.

Após a criação da prensa tipográfica, por Johannes Gutemberg (1398-1468), deu-se a publicação do primeiro livro em série, que ficou conhecido como a Bíblia de Gutemberg A obra foi apresentada em 642 páginas e a primeira tiragem foi de duzentos exemplares. Essa invenção marcou a passagem da era medieval para a era moderna.

O primeiro livro publicado no Brasil foi Marília de Dirceu, escrito por Tomás Antônio Gonzaga. Na época, o imperador do país fazia uma leitura prévia dos mesmos, a fim de liberar ou não o seu conteúdo, funcionando como censura.

Em 1925, Monteiro Lobato, escritor e editor, autor do Jeca Tatu e do Sítio do Pica-pau Amarelo, fundou a Companhia Editora Nacional, trazendo grandes possibilidades de crescimento editorial para o Brasil.

Fonte : Brasil Escola
 
EXTRAÍDO:

29 de Outubro - DIA NACIONAL DO LIVRO



Escritor
Monteiro Lobato
 
O dia 29 de outubro foi escolhido como Dia Nacional do Livro em homenagem à funda-ção da Biblioteca Nacional, que ocorreu em 1810. Só a partir de 1808, quando D. João VI fundou a Imprensa Régia, o movimento editorial começou no Brasil. O primeiro livro publicado aqui foi "Marília de Dirceu", de Tomás Antônio Gonzaga, mas nessa época, a imprensa sofria a censura do Imperador. Só na década de 1930 houve um crescimento editorial, após a fundação da Companhia Editora Nacional pelo escritor Monteiro Lobato, em outubro de 1925.

A Origem do Livro


Os textos impressos mais antigos foram orações budistas feitas no Japão por volta do ano 770. Mas desde o século II, a China já sabia fabricar papel, tinta e imprimir usando mármore entalhado. Foi então, na China, que apareceu o primeiro livro, no ano de 868.

Na Idade Média, livros feitos à mão eram produzidos por monges que usavam tinta e bico de pena para copiar os textos religiosos em latim. Um pequeno livro levava meses para ficar pronto, e os monges trabalhavam em um local chamado "Scriptorium".

Quem foi Gutenberg?

O ourives culto e curioso Johannes Gutenberg (1398-1468) nasceu em Mainz, na Alemanha e, é considerado o criador da imprensa em série.
Ele criou a prensa tipográfica, onde colocava letras que eram cunhadas em madeira e presas em fôrmas para compor uma página. Essa tecnologia sobreviveu até o século XIX com poucas mudanças.

Por volta de 1456, foi publicado o primeiro livro impresso em série: a Bíblia de 42 linhas. Conhecida como "Bíblia de Gutenberg", a obra tinha 642 páginas e 200 exemplares, dos quais existem apenas 48 espalhados pelo mundo hoje em dia. A invenção de Gutenberg marcou a passagem do Mundo Medieval para a Idade Moderna: era de divulgação do conhecimento.

A Importância do Livro
O livro é um meio de comunicação importante no processo de transformação do indivíduo. Ao ler um livro, evoluímos e desenvolvemos a nossa capacidade crítica e criativa. É importante para as crianças ter o hábito da leitura porque com ela, se aprimora a linguagem e a comunicação com o mundo. O livro atrai a criança pela curiosidade, pelo formato, pelo manuseio e pela emoção das histórias. Comparado a outros meios de comunicação, com o livro é possível escolher entre uma história do passado, do presente ou da fantasia. Além disso, podemos ler o que quisermos, quando, onde e no ritmo que escolhermos.
 

19 de outubro de 2012

Trabalhando com mapa brasileiro



Folhinhas para ditado
















FONTE: Galeria do Picasa Vivi Souza

Aumentativo e diminutivo










FONTE: Galeria do Picasa Vivi Souza.

15 de outubro de 2012

Dicas: 6 maneiras de aumentar a participação de seus alunos


Júlio Clebsch


Cenário 1:

Os alunos estão sentados, em fila, prestando atenção na aula. Você faz uma pergunta, e ela fica ecoando na sala. Silêncio absoluto. Você repete a pergunta, de outra maneira. Tenta em Inglês e Portunhol, quem sabe... a única reação foi uma tosse de um aluno.

Cenário 2:

Seus alunos estão falando, animados, participando da aula com toda a vontade. Prestando atenção no que eles dizem, você tenta descobrir o que o Marcelinho Carioca tem a ver com a matéria de Química, e onde esses dois assuntos se encaixam na discussão sobre o penteado novo da Soninha.

Você já viu essas duas situações por aí, professor. Agora, uma classe que participe ativamente da matéria, enriquecendo o aprendizado e tornando seu trabalho mais fácil é difícil de ser encontrada. Elas não nascem prontas, mas podem ser desenvolvidas. Algumas técnicas para você.

1. Quem pergunta quer saber  

Fazer uma pergunta e esperar a resposta é uma das maneiras mais simples de se conseguir uma interação maior de seus alunos. Porém, no início pode ser difícil conseguir que alguém participe. Algumas vezes, será necessário sortear um aluno para responder. Após conseguir a primeira participação, esforce-se para manter o interesse de sua turma:
  
Repita e certifique-se. Fale algo como: “então, o que você está dizendo é que...” a seguir, peça para o aluno desenvolver mais a idéia, se necessário, ou se alguém concorda ou discorda da afirmação.
Elogie quando necessário. Agradeça ao aluno que trouxer alguma nova informação ou participação interessante à sala de aula.
Participe ativamente. Se a discussão não estiver rendendo, dê ao grupo novas informações, use o humor, dê e peça exemplos práticos daquilo que está sendo estudado.

2. Informação
Antes de começar uma discussão sobre algum assunto, explique o que vai ser feito e por quê. Ninguém gosta de ficar em suspense, sem saber o que irá acontecer. Explique a seus alunos que a discussão irá permitir que todos entendam melhor a matéria, diminuindo o tempo necessário para estudos em casa, por exemplo. Informe também o tempo disponível para aquela atividade.

3. Desafie
 
Poucas coisas garantem mais participação em sua aula do que algo dito em tom de desafio. Inspire-se nos programas de perguntas e respostas da televisão, faça com que a turma encare dar uma resposta como uma questão de honra. Tive um professor que começou o ano letivo afirmando que, durante as aulas dele, estaríamos concorrendo a “milhões em pontos”.
E, realmente, de vez em quando ele fazia uma pergunta valendo meio ponto a mais na prova. Foram poucas vezes, mas garantiu a participação de todos e, de quebra, reduziu o número de faltas.

4. Denúncias anônimas
Circule folhas de papel onde os alunos possam responder suas questões sem serem identificados. Esta tática é útil quando o assunto envolve questões éticas ou você quer respostas sintéticas. Também faz com que todos se manifestem, o que pode estimular a participação, uma vez que todos percebem que você realmente quer a opinião deles.

5. Libere a “cola”
Faça uma pergunta e peça para os alunos responderem, com a ajuda do colega que senta na frente ou atrás. Dê pouco tempo para essa atividade, do contrário poderão surgir assuntos paralelos à aula. Cinco minutos são suficientes.

6. Use a imaginação
“Se eu fosse prefeito, eu faria...”, “Se eu fosse um bandeirante, eu...”, e outras frases desse tipo são excelentes para garantir a participação dos alunos. Para evitar repetições, peça que cada estudante responda algo que ainda não tenha sido dito.
 
 

FONTE: CENTRO MUNICIPAL DE ESTUDOS E PROJETOS EDUCACIONAIS JULIETA DINIZ CEMEPE

Dia do Professor em outros países

 

Estados Unidos

National Teacher Day - na terça-feira da primeira semana completa de Maio.

World Teachers’ Day - UNESCO e diversos países - 5 de Outubro

Tailândia

16 de Janeiro

Índia

5 de Setembro

China

10 de Setembro

México

15 de Maio

Taiwan

28 de Setembro

Argentina

11 de Setembro

Chile

16 de Outubro

Uruguai

22 de setembro

Paraguai

30 de Abril


FONTE:
CENTRO MUNICIPAL DE ESTUDOS E PROJETOS EDUCACIONAIS JULIETA DINIZ CEMEPE

Professor: Dia do Futuro

 

O futuro de cada país pode ser visto com clareza ao olhar-se para suas escolas no presente. Por muitos anos, achamos que o futuro vinha das fábricas, estradas, hidrelétricas; e fizemos tudo isso. E o futuro, quando chegou ao Brasil, não pareceu tão bom quanto desejávamos; em alguns casos, pode-se dizer que chegou até pior.

Porque esquecemos que a estrada do futuro está na escola. E a escola é, sobretudo, o professor e a professora: os artesãos que constroem o futuro. Por isso, o Dia do Professor deveria ser considerado também o Dia do Futuro.

No século XXI, a escola precisa ter acesso a todos os meios tecnológicos da modernidade, mas é o professor quem continua fazendo a escola de qualidade. Por isso, um país desejoso de futuro precisa cuidar da trindade do magistério: a cabeça, o coração e o bolso do professor.
O futuro do Brasil só será um bom futuro se todos os professores forem bem formados. Mas não basta a boa formação, se ele não for bem motivado e dedicado ao seu ofício e a seus alunos; e não se pode imaginar um professor bem formado e motivado se ele não for, também, bem remunerado; ao mesmo tempo, não se justifica pagar bem o professor que não for bem formado e dedicado. É uma trindade: formação, motivação, remuneração.

Inep/MEC - Esplanada dos Ministérios, Bloco L - Anexos I e II, 4º andar - CEP:70047-900 - Brasília - DF,
Brasil .15 de outubro de 2003.


Para mudar nossa história, essa trindade deve ser tratada com a seriedade e o respeito devidos. O dia do professor, o dia do futuro, deve ser um dia de comemoração: uma espécie e feriado nacional comemorando antecipadamente as verdadeiras Independência, Abolição e República que ainda não aconteceram. O que a escola brasileira fez até hoje é resultado do esforço de seus professores, que cumprem seus papéis com heroísmo, mas que só poderão construir o futuro de todo o País se realizarmos uma revolução na maneira como o Brasil os trata.

Uma revolução com base em quatro pilares:

Primeiro, implantar um Sistema Nacional de Educação que permita criar a identidade nacional do povo brasileiro, e acabe com o absurdo de a educação brasileira ser um elemento desagregador, que agrava as desigualdades do passado. O Sistema Nacional de Educação será um meio para construir a base que assegure a cada professor, cada escola, e portanto a cada criança, as condições para a boa educação que vai construir o futuro nacional, independente da cidade onde a criança nasce e da vontade do prefeito ou do governador.

Segundo, como previsto no programa que elegeu nosso governo, aprovar o FUNDEB – Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação Básica, que expandirá o atual FUNDEF, dedicado apenas ao ensino fundamental e com um valor ainda pequeno transferido da União aos Estados e Municípios. O FUNDEB ampliará o número de Estados e Municípios beneficiados com recursos federais, incorporará a educação infantil e o ensino médio, além de continuar atendendo o ensino fundamental.

Terceiro, com base no Sistema Nacional de Educação e no FUNDEB, definir um piso salarial para todos os professores brasileiros, que demonstre a valorização que o País assegura àqueles que constroem nosso futuro, e caminhar para, no mínimo, a duplicação do salário médio do professor, ao longo dos próximos anos.

Quarto, vincular tudo isso à formação e à dedicação, por meio do Programa Nacional de Formação Continuada e de Certificação Federal, que propiciará um aumento na remuneração, vinculado à formação. O sistema de certificação, articulado nacionalmente com a valorização e a formação, de mãos dadas, é o caminho para dar ao Brasil o sistema de magistério de que o País precisa. Quando o Brasil adotar esses quatro pilares, todas as demais necessidades das escolas serão facilmente realizadas.
Na velocidade possível em função dos limites de recursos e do ritmo próprio da democracia e das características do sistema federativo brasileiro, esses quatro pilares estão em andamento, desde que se iniciou o Governo Lula. Ainda falta muito para que eles se façam reais e seus efeitos apareçam e se consolidem. Mas este é o caminho em marcha.
Nada disso pode ser feito apenas por Estados, Municípios ou Governo Federal, mas por todo o Brasil, todos nós, juntos, construindo o futuro por meio das mãos dos nossos professores. Um futuro que será bom no dia em que, ao nascer uma criança, seus pais digam com orgulho: quando crescer, será professora, ou professor.

Nesse dia, o futuro já terá chegado, graças aos professores de hoje.

Cristovam Buarque

FONTE:
CENTRO MUNICIPAL DE ESTUDOS E PROJETOS EDUCACIONAIS JULIETA DINIZ CEMEPE

Curiosidades: Dia do professor

I. COMO SURGIU O DIA DO PROFESSOR
 
O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
Segundo dados históricos, no dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial criando o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos deveriam ter suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto apontava: a descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.

Foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.

Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre correspondia a 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.

O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro ocorresse no dia 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".
 

II. 15 DE OUTUBRO: DIA DO PROFESSOR

"Tudo começou com um decreto imperial, de 15 de outubro de 1827, que trata da primeira Lei Geral relativa ao Ensino Elementar. Este decreto, outorgado por Dom Pedro I, veio a se tornar um marco na educação imperial, de tal modo que passou a ser a principal referência para os docentes do primário e ginásio nas províncias. A Lei tratou dos mais diversos assuntos como descentralização do ensino, remuneração dos professores e mestras, ensino mútuo, currículo mínimo, admissão de professores e escolas das meninas.
A primeira contribuição da Lei de 15 de outubro de 1827 foi a de determinar, no seu artigo 1º, que as Escolas de Primeiras Letras (hoje, ensino fundamental) deveriam ensinar, para os meninos, a leitura, a escrita, as quatro operações de cálculo e as noções mais gerais de geometria prática. Às meninas, sem qualquer embasamento pedagógico, estavam excluídas as noções de geometria. Aprenderiam, sim, as prendas (costurar, bordar, cozinhar etc...) para a economia doméstica.
Ao comparar a lei geral do período imperial com a nossa atual lei geral da educação
republicana, a Lei 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), persegue ainda ideais imperiais, ao estabelecer, entre os fins do ensino fundamental, a tarefa de desenvolver a “capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo”.
A Lei de 15 de novembro também inovou no processo de descentralização do ensino ao mandar criar escolas de primeiras letras em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império. Hoje, além da descentralização do ensino, para maior cobertura de matrícula do ensino fundamental, obrigatório e gratuito, o poder público assegura, por imperativo constitucional, sua oferta gratuita, inclusive, para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria (Inciso I, artigo 208, Constituição Federal).

A remuneração dos professores é, historicamente, o grande gargalo da política educacional, do Império à Nova República, de Dom Pedro I a Fernando Henrique Cardoso I e II. O grande mérito do Imperador, ao outorgar a Lei de 15 de outubro de 1827, foi o de não se descuidar, pelo menos, formalmente, dos salários dos professores. No artigo 3º da lei imperial, determinou Dom Pedro que os presidentes, em Conselho, taxariam interinamente os ordenados dos Professores, regulando-os de 200$000 a 500$000 anuais, com atenção às circunstâncias da população e carestia dos lugares.
 
O economista Antônio Luiz Monteiro Coelho da Costa, especialista em cotação de moedas, atendendo minha solicitação, por e-mail, fez a conversão dos réis, de 1827, em reais de 2001 (discutíveis): estima Luiz Monteiro que 200$000 eqüivalem a aproximadamente R$ 8.800,00 (isto é, a um salário mensal de R$ 680,00 considerando o 13º) e 500$000 a aproximadamente R$ 22.000(R$ 1.700,00 por mês).

Os dados mostram como os professores, no século XXI, em se tratando de remuneração, recebem bem aquém dos parâmetros estabelecidos pela lei imperial, no longínquo século XIX. De acordo com dados recentes do Ministério de Educação, do total de professores, 65% ganham menos que R$650, 15% ganham entre R$650 e R$900 e 16% ganham mais de R$900. O salário médio mensal, de acordo com o senso do Ministério de Educação, é de R$1.474 nas escolas federais, R$656 nas particulares, R$584 nas estaduais e R$372 na municipais. Nos municípios cearenses, ainda encontramos milhares de professores recebendo (e com atraso) menos do que um salário mínimo vigente.

Atualmente, a Constituição Federal de 1988, no seu inciso V, artigo 206, garante, como princípio de ensino, aos profissionais de ensino, planos de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional, mas até agora, não há vontade política para se determinar o valor do piso salarial profissional condigno para os professores.

A Lei de 15 de outubro de 1827 trouxe, por fim, para época, inovações de cunho liberal como a co-educação, revelada através da inclusão das meninos no sistema escolar e que as mestras, pelo artigo 13, não poderiam perceber menos do que os mestres.

A formação dos professores foi lembrada pela lei imperial. No seu artigo 5º, os professores que não tinham a necessária instrução do ensino elementar iriam instruir-se em curto prazo e à custa dos seus ordenados nas escolas das capitais.

Preocupados, hoje, com os 210 mil professores leigos, sem formação sequer do pedagógico ofertado no ensino médio, o Brasil contemporâneo, através da Emenda Constitucional n.º 14, de 12 de setembro de 1996 , a LDB, o Fundef, todos promulgados em 1996, orientam os governantes e as universidades para as licenciaturas breves, na luta contra esse déficit de professores habilitados para o magistério escolar, mas com o apoio financeiro do poder público em favor dos professores de rede pública de ensino (Magister, no Ceará, é um bom exemplo).

A expectativa da sociedade, política e civil, é a de habilitar, em nível superior, até o ano de 2007, o grande contigente de professores leigos da educação básica. Será que, ao comemorarmos o Dia do Professor em 2007, 180 anos depois da primeira geral da educação imperial, teremos atingido esse desiderato republicano?
 
Vicente Martins
Professor Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), de Sobral.
 
 
Projeto de Lei que instituiu a data comemorativa
 

"...O Deputado Estadual Paulista, Dr. Antonio Carlos de Salles Filho, no mandato 1947/51, é o autor do Projeto de Lei que instituiu tal homenagem, em âmbito do território do Estado de São Paulo - e, mais tarde, já como Deputado Federal, no mandato 1955/59, fê-lo com espectro e abrangência nacional, passando os abnegados professores a, pelo menos isto, terem seu dia especial, 15 de outubro...."

Lei de 15 de outubro de 1827 - Manda criar escolas de primeiras letras em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império. D. Pedro I, por Graça de Deus e unânime aclamação dos povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil: Fazemos saber a todos os nossos súditos que a Assembléia Geral decretou e nós queremos a lei seguinte:
 
 
Art. 1
o Em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos, haverão as escolas de primeiras letras que forem necessárias.
Art. 2
o Os Presidentes das províncias, em Conselho e com audiência das respectivas Câmaras, enquanto não estiverem em exercício os Conselhos Gerais, marcarão o número e localidades das escolas, podendo extinguir as que existem em lugares pouco populosos e remover os Professores delas para as que se criarem, onde mais aproveitem, dando conta a Assembléia Geral para final resolução.
Art. 3
o Os presidentes, em Conselho, taxarão interinamente os ordenados dos Professores, regulando-os de 200$000 a 500$000 anuais, com atenção às circunstâncias da população e carestia dos lugares, e o farão presente a Assembléia Geral para a aprovação.
Art. 4
o As escolas serão do ensino mútuo nas capitais das províncias; e serão também nas cidades, vilas e lugares populosos delas, em que for possível estabelecerem-se.
Art. 5
o Para as escolas do ensino mútuo se aplicarão os edifícios, que couberem com a suficiência nos lugares delas, arranjando-se com os utensílios necessários à custa da Fazenda Pública e os Professores que não tiverem a necessária instrução deste ensino, irão instruir-se em curto prazo e à custa dos seus ordenados nas escolas das capitais.
Art. 6
o Os professores ensinarão a ler, escrever, as quatro operações de aritmética, prática de quebrados, decimais e proporções, as noções mais gerais de geometria prática, a gramática de língua nacional, e os princípios de moral cristã e da doutrina da religião católica e apostólica romana, proporcionados à compreensão dos meninos; preferindo para as leituras a Constituição do Império e a História do Brasil.
Art. 7
o Os que pretenderem ser providos nas cadeiras serão examinados publicamente perante os Presidentes, em Conselho; e estes proverão o que for julgado mais digno e darão parte ao Governo para sua legal nomeação.
Art. 8
o Só serão admitidos à oposição e examinados os cidadãos brasileiros que estiverem no gozo de seus direitos civis e políticos, sem nota na regularidade de sua conduta.
Art. 9
o Os Professores atuais não serão providos nas cadeiras que novamente se criarem, sem exame de aprovação, na forma do Art. 7
 
Art. 10.
o Os Presidentes, em Conselho, ficam autorizados a conceder uma gratificação anual que não exceda à terça parte do ordenado, àqueles Professores, que por mais de doze anos de exercício não interrompido se tiverem distinguido por sua prudência, desvelos, grande número e aproveitamento de discípulos.
Art. 11.
o Haverão escolas de meninas nas cidades e vilas mais populosas, em que os Presidentes em Conselho, julgarem necessário este estabelecimento.
Art. 12.
o As Mestras, além do declarado no Art. 6 o., com exclusão das noções de
geometria e limitado a instrução de aritmética só as suas quatro operações, ensinarão também as prendas que servem à economia doméstica; e serão nomeadas pelos Presidentes em Conselho, aquelas mulheres, que sendo brasileiras e de reconhecida honestidade, se mostrarem com mais conhecimento nos exames feitos na forma do Art. 7o.
Art. 13.
As Mestras vencerão os mesmos ordenados e gratificações concedidas aos Mestres.
Art. 14.
Os provimentos dos Professores e Mestres serão vitalícios; mas os Presidentes em Conselho, a quem pertence a fiscalização das escolas, os poderão suspender e só por sentenças serão demitidos, provendo interinamente quem substitua.
Art. 15.
Estas escolas serão regidas pelos estatutos atuais se não se opuserem a presente lei; os castigos serão os praticados pelo método Lancaster.
Art. 16.
Na província, onde estiver a Corte, pertence ao Ministro do Império, o que nas outras se incumbe aos Presidentes.
Art. 17.
Ficam revogadas todas as leis, alvarás, regimentos, decretos e mais resoluções em contrário.  Mandamos portanto a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir, e guardar tão inteiramente como nela se contém. O Secretário de Estado dos Negócios do Império a faça imprimir, publicar e correr. Dada no Palácio do Rio de Janeiro, aos 15 dias do mês de outubro de 1827, 6 o da Independência e do Império.

IMPERADOR com rubrica e guarda Visconde de São Leopoldo.
Carta de Lei, pela qual Vossa Majestade Imperial manda executar o decreto da Assembléia Geral Legislativa, que houve por bem sancionar, sobre a criação de escolas de
primeiras letras em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império, na forma acima declarada.
Para Vossa Majestade Imperial ver.
Publicado em 1/12/2001
 
 

FONTE: 
CENTRO MUNICIPAL DE ESTUDOS E PROJETOS EDUCACIONAIS JULIETA DINIZ CEMEPE

Homenagem aos nobres colegas de profissão....



A todos os professores que já passaram em minha vida e todos os colegas de profissão e aos queridos colegas que passam sempre aqui me visitar, com todo carinho!!!

ALESSANDRA

Colorindo o dia do professor...











FONTE: Galeria do Picasa Vivi Souza.

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