Minha avaliação é ampla e eu procuro destacar sempre a área
onde a criança mais se destaca.
Os itens a serem observados são
muitos, mas podem ser sintetizados entre área motora, socio-afetiva e
cognitiva. Dentro destes três itens podem ser observados vários outros
subitens. Ainda é possível agregar uma parte sobre o comportamento (higiene e
saúde).
1. ASPECTOS FÍSICOS: expressão
corporal, harmonia, equilíbrio, ritmo, coordenação, organização espacial ampla,
uso e aplicação da força.
2. ASPECTOS SOCIAIS:
interatividade, participação compartilhada, regras, disciplina, organização,
trabalho em equipe, responsabilidade.
3. ASPECTOS EMOCIONAIS:
experienciar muitos e novos sentimentos, desde a alegria das vitórias e
conquistas até o sabor da derrota e da perda, sendo valorizada cada
manifestação e expressão dos sentimentos.
Deixo abaixo, um texto que fiz sobre este tema: A AVALIAÇÃO NA
EDUCAÇÃO INFANTIL
“Professor nenhum é dono de sua prática
se não tem em mãos, a reflexão sobre a mesma. Não existe ato de reflexão, que
não nos leve a constatações, dúvidas e descobertas e, portanto, que não nos
leve a transformar algo em nós, nos outros e no mundo”. Madalena Freire
Avaliar na educação infantil tem
como objetivo único acompanhar o desenvolvimento da criança , esta avaliação
não poderá ser realizada como forma de medir conhecimentos, mas como ponto de
partida para novas descobertas, servirá como diagnóstico das necessidades dos
alunos, ao mesmo tempo em que será usada pela educadora como uma forma de
nortear a sua prática, esta avaliação também deve fornecer aos pais, um relato
da evolução das capacidades da criança. A avaliação será feita com base no
acompanhamento, observação e registro do educador em relação ao desenvolvimento
e progressos de seus alunos. Não deve possuir caráter rotulador ou
quantitativo, deve sim, servir como fonte de reflexão e análise, para que
possamos perceber até onde chegamos e o que ainda precisamos buscar.
Para o aluno a avaliação é apenas
um modo de conhecê-lo melhor, suas habilidades e suas deficiências, para a
educadora ela deve ser uma forma de percepção de sua prática e deve apontar
modos de aprimorá-la, ao avaliar não devemos nos deter nesta ou naquela área,
mas em todas as competências dos nossos pequenos. Para os pais ela é uma forma
de acompanhamento dos progressos e das dificuldades apresentadas pelos
pequenos, para que possam, junto com a escola e professora, buscar caminhos que
favoreçam o desabrochar e o crescimento integral de seus filhos. É bom lembrar
que, não existe uma forma padrão de avaliar o grupo, cada criança deve ser
avaliada de forma individual, de acordo com suas competências, evoluções e
dificuldades, cada aluno é parâmetro de si mesmo, por isso, quando estamos
avaliando temos que nos livrar das comparações e dar-se ênfase aos progressos
individuais.
Jussara Hoffmann afirma que, “A
avaliação em educação infantil precisa resgatar urgentemente o sentido
essencial de acompanhamento do desenvolvimento infantil, de reflexão permanente
sobre as crianças em seu cotidiano como elo da continuidade da ação pedagógica.
O conhecimento de uma criança é construído lentamente, pela sua própria ação e
por suas próprias idéias que se desenvolvem numa direção: para maior coerência,
maior riqueza e maior precisão. Portanto, mediar a ação educativa, significa
para o educador a abertura de entendimento a essas permanentes possibilidades,
consciente de que as suas expectativas podem não corresponder às formas peculiares
e próprias da criança responder às situações.”
É comum ao professor padronizar
os itens que serão avaliados e rotular alunos que não conseguem corresponder os
objetivos propostos ou que não respondem de forma esperada as atividades
sugeridas.
Qualquer parecer descritivo deve
ter por de trás, um relatório que concentre as anotações referentes ao
acompanhamento de cada criança, no contexto individual e nas suas relações com
o meio. Vygotsky valorizava a linguagem escrita porque afirmava que ela era
mais reflexiva do que a oral. Sendo a escrita uma representação da fala, ela
exige uma reorganização do pensamento, uma maior reflexão e conexão entre as
idéias defendidas. Portanto, os relatórios de avaliação representam a análise e
a reconstituição da situação vivida pela criança na interação com o professor.
Eles representam, ao mesmo tempo, reflexo, reflexão e abertura de novos
possíveis.
Professora Márcia de
Oliveira Soares
DICA:
1 - Tenha sempre em mãos, um
caderno que funcionará como "anedotário", não conte apenas com suas
lembranças, pois esquecemos de detalhes.
2- Leia, entenda e reflita sobre
as fases do desenvolvimento da linguagem, da fala, da escrita, do desenho,
etc... pois, para avaliar é preciso entender como estes processos funcionam e como
a criança elabora seu pensamento, do contrário, podemos fazer uma análise
equivocada.
ALGUNS ITENS PARA COLOCAR NO ANEDOTÁRIO
Novidade
Participação
Interação
Autonomia
Preferências
ColaboraçãoCaracterística
Como se comporta nas atividades
Como se relaciona com colegas/educadora
No que se destaca ( no pátio, na
dança, nas atividades matemáticas, ativdade. De linguagem, nas atividades
artísticas ou musicais etc...)
1. Como chega à escola?
2. Como se adapta ao ambiente?
3. Como se alimenta?
4. Como brinca?
5. Como se relaciona: colegas/educadora
6. Como está se movendo?
7. Como se comunica?
8. Atende as solicitações da educadora?(guarda-guarda)
9. O que faz quando contrariado?
10. Identidade: Reconhece os colegas?
11. Identifica-se pelo nome, sua imagem no espelho?
12. Gosta dos colegas e os identifica?
13. Tem capacidade de resolver conflitos e tomar
iniciativas?
14. É crítica e criativa? Curiosa e inventiva?
15. É participativa e cooperativa?
FONTE: http://www.cantinhodaeducacaoinfantil.com.br/2008/05/modelo-para-avaliao-descritiva-avaliao.html
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