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1 de junho de 2012

OS SANTOS DE JUNHO E SUAS TRADIÇÕES



As festas juninas foram trazidas ao Brasil pelos portugueses, que já as celebravam na Europa, consagrando-as a Deus. Coincidiam com o início da primavera e os camponeses pediam ao Criador que olhasse as suas colheitas.
Características das regiões rurais, as festas juninas têm seu ponto alto na trilogia de Santo Antônio, São João e São Pedro. Embora tenham cunho religioso no início, as festas duram a noite inteira e acabam sempre com a quadrilha, para a qual se preparam todos os rapazes e moças do local. Eles, com suas botinas engraxadas e calças de linho; elas com seus vestidos de chita e cabelos trançados, amarrados com vistosos laços de fita. Transportada para a cidade a quadrilha, quando é dançada, dura pouco tempo. No resto da noite há apenas um baile normal.
A quadrilha é de origem européia do começo do século XIX. Praticada nos salões de palácios europeus, no Brasil a dança popularizou-se, acabando por tornar-se apenas uma dança caipira. É dividida em cinco partes comandadas por um marcador que mistura palavras francesas e portuguesas.
Santo Antônio
Comemorado no dia 13 de junho, Santo Antônio nasceu em Lisboa. A devoção a Santo Antônio, trazida pelos portugueses, aqui aumentou a tal ponto que durante muito tempo o dia 13 de junho foi considerado feriado nacional. Dos santos de junho, é o mais camarada, já que além de proteger as solteiras ainda tem a faculdade de achar objetos perdidos. São muitas as lendas a respeito de sua proteção dentro das casas ou nos campos de batalha contra o holandês invasor, contra os franceses ou na colônia do Sacramento. Esta proteção chegou a ser tão grande que o santo foi reconhecido como Coronel do Exército Brasileiro, recebendo soldo depositado em favor dos conventos franciscanos no país.
Há fórmulas para se conseguir tudo do santo, principalmente no que se refere a casamento. Uma delas: a candidata ao matrimônio escreve num pedaço de papel o nome de quem deseja para marido. O papel dobrado em três é depositado sob a imagem do santo. Se em três dias não for pedida em casamento, tira a imagem do oratório e a coloca num coador de café.
Se passados mais três dias não der resultado o santo é colocado num pilão revirado no chão.
Ainda assim, se o problema continua, a imagem é amarrada pelo pescoço e jogada num poço ou cisterna no quintal. Se depois de “afogado”, o santo ainda não tiver resolvido nada a moça apela e retira a imagem do menino Jesus dos braços de Santo Antônio. Aí, não há santo que resista.
São João
Comemorado no dia 24 de junho, São João é o santo mais importante do mês, embora não seja tão casamenteiro quanto Santo Antônio. Na sua festa ele sempre está dormindo e as moças aproveitam
disso para vestir roupas bonitas e saírem à procura de marido. O forte de São João são as adivinhações e as mocinhas aproveitam de sua sonolência para tirar a sorte, a fim de adivinhar com quem e quando vão casar. Dizem que São João dorme durante a festa porque se ficasse acordado poria fogo na terra.
Os pais de São João eram Isabel e Joaquim e quando ele nasceu, a virgem Maria foi visitá-lo sendo recebida por Isabel com os versos do “Magnificat”. João cresceu no deserto, pregando a vinda do Messias, seu primo Jesus, a quem batizou. Morreu decapitado por ordem de Herodes que assim agiu para agradar à filha de sua amante. Além desses fatos, o resto é lenda. Dizem que ele nasceu numa noite muito bonita e Isabel, para avisar Maria, mandou
erguer um mastro em sua casa, acendendo uma fogueira para iluminar. Era o sinal combinado para a Virgem Maria avisá-la, levando uma capelinha, um feixe de palha seca e folhas perfumadas de manjericão. Por isso é que ainda hoje se levantam mastros e o povo fala das rosas, do cravo, da capelinha e do manjericão.
São Pedro
São Pedro, o santo chaveiro por quem todos deverão passar um dia, se abre às portas do céu, fecha as folias do mês de junho, sendo comemorado no dia 29. A sua festa é menos importante para as moças, mas se a mulher é viúva, é dia de grande festa. São Pedro protege as viúvas, mas principalmente aquelas que não querem se casar de novo. São Pedro, o banqueiro, é no Brasil o padroeiro das vocações sacerdotais, como chefe da Igreja que foi. No seu dia, os pescadores
brasileiros colorem os rios e o mar com suas embarcações enfeitadas para homenageá-lo. Como protetor das viúvas que ele é, neste dia em alguns lugares ainda se realiza a procissão das viúvas.
Como por exemplo, no Alto e Médio São Francisco, com as viúvas subindo rio acima, em canoas, levando uma imagem do santo, para conseguir maior proteção.


FONTE: CEMEPE.

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