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25 de outubro de 2011

Lenda do Papai Noel: Quando e por que o Papai passou a simbolizar o Natal?




A lenda do bom velhinho foi inspirada em uma pessoa verdadeira: São Nicolau, um bispo católico que viveu há muitos séculos atrás. Embora tenha sido um dos santos mais populares do Cristianismo, atualmente poucas pessoas conhecem sua história. Ele viveu em Lycia, uma província da planície de Anatólia no sudoeste da costa da Ásia Menor, onde hoje existe a Turquia.

A história diz que ele nasceu no ano de 350 e ainda jovem viajou para o Egito e Palestina, onde se tornou bispo. Durante o período da perseguição aos Cristãos pelo Imperador Dioclécio, ele foi aprisionado e solto posteriormente pelo sucessor Constantino, o Grande.

Em meados do século IV, o santuário onde foi sepultado, transformou-se em uma nascente de água. Em 1.087, seus restos mortais foram transportados para a cidade de Bari na Itália que se tornou em um centro de peregrinação em sua homenagem. Milhares de igrejas na Europa receberam o seu nome e a ele foram creditados vários milagres. Uma das lendas conta que ele salvou três oficiais da morte aparecendo para eles em sonhos.

“Ele ficou conhecido em todo o Oriente por sua bondade e pela atenção com as crianças”, afirma frei Luiz Carlos Susin, professor de Teologia da PUC - RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul). Diz à lenda que Nicolau presenteava as crianças, no dia de seu aniversario, em 06 de Dezembro.

São Nicolau foi escolhido como o santo patrono da Rússia e da Grécia. É também o patrono das crianças e dos marinheiros. A transformação de São Nicolau em Papai Noel começou a se espalhou pela Europa e a data da entrega de presentes acabou se confundindo com o nascimento de Cristo. “Quando a história chegou à Alemanha, no século XIX, sua imagem passou definitivamente a ser associada com a festividade de Natal e as costumeiras trocas de presentes no dia 06 de Dezembro e o bom velhinho ganhou roupas de inverno, renas, um trenó de neve e uma nova casa: o Pólo Norte”, afirma Luiz.

Antes a essa época, Noel ainda era representado como um homem alto e magro com roupas que variam de cor – dependendo do relato, elas eram azuis, amarelas verdes ou vermelhas.

A silhueta rechonchuda, o rosto barbudo e os trajes vermelhos que conhecemos hoje apareceram pela primeira vez na revista americana “Harper’s Weekly” em 1.881. A figura, desenhada pelo cartunista Thomas Nast, sofreu uma nova transformação em 1931, na criação de um anúncio para a Coca-Cola, o desenhista Haddon Sundblom acrescentou um saco de presentes e um gorro ao personagem. A série de comerciais que mostrava Noel metido em situações engraçadas para entregar seus brinquedos rodou o mundo, popularizou essa imagem e, claro, turbinou as vendas do refrigerante.

O nome Santa Claus, como Noel é conhecido em inglês, é uma adaptação de Sinter Klaas, forma como São Nicolau era chamado pelos holandeses, que levaram suas tradições natalinas para colônias na América no Século XVII (entre elas a região da cidade de Nova York).

Já por aqui, a origem da expressão “Papai Noel” tem raízes no idioma francês, no qual “Noel” significa “Natal”. Ou seja, no Brasil, o bom velhinho ganhou um carinhoso nome que significa literalmente “Papai Natal”.


Curiosidade: Lar gelado – Finlandeses dizem que o bom velhinho mora na Lapônia.
A lenda que Noel vivia no Pólo Norte, onde comandava sua oficina de brinquedos, serviu para os finlandeses estimularem o turismo local. Na década de 1.950, o governo construiu uma vila de madeira na cidade de Rovaniemi, na região da Lapônia, que acabou se tornando no lar oficial do Papai Noel.
Quem decide enfrentar o rigoroso inverno Ártico pode entregar seus recados pessoalmente a um dublê do bom velhinho, que recebe aproximadamente 700 mil cartas por ano – quase todas, é claro, com pedidos de presentes.


Gazeta de Piracicaba. 11/12/2005.
Pesquisas na Internet.

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