SEGUIDORES...

21 de agosto de 2011

Desc. do Brasil: Os tupiniquins


Ao longo dos dez dias que passou no Brasil, a armada de Cabral tomou contato com cerca de 500 nativos. Eram, se saberia depois, tupiniquins - uma das tribos do grupo tupi-guarani que, no início do século XVI, ocupava quase todo o litoral do Brasil. Os tupi-guaranis tinham chegado à região numa série de migrações de fundo religioso (em busca da "Terra Sem Males"), no começo da Era Cristã.

Os tupiniquins viviam no sul da Bahia e nas cercanias de Santos e Bertioga, em São Paulo. Eram uns 85 mil. Por volta de 1530, se uniram aos portugueses na guerra contra os tupinambás-tamóios, aliados dos franceses. Foi uma aliança inútil: em 1570, já estavam praticamente extintos, massacrados por Mem de Sá, terceiro governador-geral do Brasil.



FONTE: Eduardo Bueno/Zero Hora



O Reino do Pau-Brasil

Durante as duas primeiras décadas, desinteressada de colonizar a terra descoberta por Cabral, a Coroa portuguesa acabou por transformá-la numa imensa fazenda de pau-brasil.



        

Em plena vertigem da Índia, com a malagueta inflamando as imaginações, a notícia da descoberta de Pedro Álvares Cabral seria recebida, em Lisboa, com decepção e fastio. A nova terra não possuía metais preciosos nem especiarias. O tédio e a desilusão, porém, não teriam sido imediatos a chegada nave de Gaspar de Lemos, que levava as cartas confirmando o "achamento" do Brasil (e que, talvez, levasse também algumas toras de pau-brasil). Mas a expedição seguinte, feita em 1501 para reconhecer o país, da qual participou, como cosmógrafo, o florentino Américo Vespúcio, traçaria o destino do novo território, reduzindo-o, por quase meio século, à condição de mero coadjuvante no grande painel das descobertas portuguesas.


"(...) nessa costa não vimos coisa de proveito, exceto uma infinidade de árvores de paubrasil."
"(...) e já tendo estado na viagem bem dez meses, e visto que nessa terra não encontrávamos coisa de minério algum, acordamos nos despedirmos dela", escreveu Vespúcio, em setembro de 1504, ao magistrado de Florença Piero Soderini, repetindo o que já dissera ao rei de Portugal, D. Manuel."
Durante as duas primeiras décadas, desinteressada de colonizar a terra descoberta por Cabral, a Coroa portuguesa acabou por transformá-la numa imensa fazenda de pau-brasil, logo arrendada à iniciativa privada. Dessa forma a árvore que ajudou a dar nome ao país começaria a se tornar também a mais perfeita mata fora vegetal do Brasil - mais do que a borracha, o açúcar e o café.
O pau-brasil (Caesalpinia echinata) tingia linhos, sedas e algodões, concedendo-lhes um "suntuoso tom carmesim ou purpúreo": a cor dos reis e dos nobres. Uma espécie semelhante, a Caesalpinia sappan, nativa de Sumatra, já era conhecida na Europa desde os primórdios da Idade Média. A partir do século 17, porém todos os tecidos produzidos em Flandres e na Inglaterra passaram a ser coloridos com o "pau-de-tinta" brasileiro.
Nesta época, a indústria têxtil já começara a se tornar o motor da economia européia. Depois de anos de contrição e andrajos, as mulheres do continente descobriam, enfim, os requintes da moda. Abria-se assim enorme mercado para as roupas realçadas pela polpa da árvore extraída aos milhões de litoral da Bahia e Pernambuco. A operação era realizada por centenas de traficantes espanhóis, ingleses e, sobretudo franceses. Eles foram os primeiros e genuínos "brasileiros" - e os únicos de fato merecedores desse nome.”
FONTE: Eduardo Bueno/Zero Hora
A Terra da Bem Aventurança
    
O Brasil se chama assim por causa do pau-brasil, certo? Em parte. Apesar dos livros didáticos e o senso comum estabelecerem uma relação direta entre o nome do país e o da árvore, abundante no território descoberto por Cabral, a origem etimológica da palavra Brasil é misteriosa e repleta de ressonâncias. Há mais de 20 interpretações sobre a origem do étimo e as discussões parecem longe do fim. O certo é que a palavra é muito mais antiga do que o costume de se utilizar o "pau-de-tinta" para colorir os tecidos. Mais certo ainda é que a lenda e a cartografia antigas assinalavam, em meio às névoas do Mar Tenebroso (o Atlântico), a existência de uma ilha mítica chamada Hy Brazil.

Por um lado, "brasil" vem do francês "brésil" que, por sua vez, é originário do toscano "verzino", como era denominada, na Itália, a madeira usada na tinturaria. Por outro, também é correto afirmar que "brasil" advém do celta "bress", origem do inglês "to bless" (abençoar), expressão que batizou a Ilha da Bem-Aventurança, Hy Brazil.
Foi incrível coincidência entre o vocábulo "bresail" (terra abençoada) e a palavra "brasil" que fez com que surgisse a confusão da qual resultou a certeza de que do nome da madeira nascera o nome do país.
Segundo, O Brasil na Lenda e na Cartografia Antigas, estudo de Gustavo Barroso, lançado em 1941, os homens letrados do século 16 não duvidavam que o nome Brasil provinha da ilha lendária. "Prevaleceu, porém, a opinião do vulgo, já que eram simples marinheiros aqueles que traficavam a madeira rubra”.
O pau-brasil pode não ter dado seu nome ao país. Mas foi com certeza ele que batizou seu povo: eram chamados de "brasileiros" aqueles que traficavam o "pau-de-tinta". Se prevalecessem as regras gramaticais, os nativos do Brasil deveriam se chamar brasilienses.
Os nomes do Brasil
Pindorama (nome indígena)
Ilha de Vera Cruz (1500)
Terra Nova (1501)
Terra dos Papagaios (1501)
Terra da Vera Cruz (1503)
Terra de Santa Cruz (1503)
Terra Santa Cruz do Brasil (1505)
Terra do Brasil (1505)
Brasil (a partir de 1527


FONTE: Cemepe.

0 comentários:

Postar um comentário

Template by:

Free Blog Templates