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22 de agosto de 2011

Atividades diversificadas: Descobrimento do Brasil

Leia o poema com os alunos, integrando conhecimentos de língua portuguesa
Fernando Pessoa, poeta português nascido no final do século XIX, escreveu estes versos sobre as navegações do século XV:
MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Registre:
a) Por que o poeta diz que o mar é português?
b) O que as mães, as noivas e os filhos dos navegantes temiam?
c) Quem quer passar além do Bojador / Tem que passar além da dor. A que o poeta se refere no trecho em destaque?


Observe com atenção!
Astrolábio

Mapa da superfície terrestre feita por Cláudio Ptolomeu, em 1482

Bússola, uma invenção chinesa

























1. O professor poderá solicitar que os alunos realizem uma pesquisa sobre os objetos representados nas fotos. Depois, respondam: Qual a importância deles para as navegações do século XV?
Observação: Os alunos deverão perceber a importância desses objetos para a orientação dos navegantes.
2. Se as dificuldades enfrentadas pelos navegantes eram grandes, por que, na sua opinião, os viajantes se aventuravam nos mares em direção ao Oriente?
Importante:  
Deixe os alunos responderem livremente à questão. Oriente-os, perguntando, por exemplo: O que eles iam buscar no Oriente? Por que se ganhava muito dinheiro com a comercialização desses produtos? Vocês sabem para que eles eram utilizados? Anote o que eles disseram na lousa e peça para fazerem o mesmo no caderno. Ao final da unidade, confronte as hipóteses levantadas pelos alunos com o que foi estudado.


DOCUMENTANDO
O que as pessoas comem e as maneiras como obtêm os alimentos podem nos dizer muito sobre a história de uma sociedade em determinado tempo.
No caso da Europa, só quando conhecemos a importância das especiarias na alimentação é que compreendemos seu valor elevado e os enormes esforços dos portugueses e outros europeus para chegar ao Oriente pelo caminho marítimo.
Na época das navegações ainda não existia energia elétrica, portanto não havia geladeira nem outras formas de refrigeração. Para conservar, por exemplo, a carne dos animais que eram abatidos no outono para ser consumida meses depois, era preciso usar conservantes naturais, como as especiarias e o sal. Além de conservar, as especiarias disfarçavam o sabor dos alimentos armazenados durante vários meses e já um pouco estragados.
Pimenta, canela, gengibre, cravo, orégano, açafrão e noz-moscada eram as principais especiarias utilizadas na Europa do século XV.
O diálogo imaginário reproduzido a seguir, entre um comerciante europeu do século XV e um fornecedor indiano, evidencia que os sacrifícios dos europeus em busca das especiarias eram recompensados.
Indiano:
Por que você vem de tão longe para buscar especiarias na Índia?
Comerciante europeu:
Porque posso vendê-las por um preço muito mais alto lá na Europa.
Indiano:
Mas por que os europeus aceitam pagar tão caro por elas?
Comerciante europeu:
Porque elas não existem na Europa, são plantas ou outros produtos que só nascem em um clima tropical como existe por aqui, na Índia.
Indiano:
Você disse que vende as especiarias por um preço alta na Europa, mas o caminho até a Índia é muito longo e perigoso. Mesmo assim vale a pena?


REGISTRE SUA OPINIÃO!
Nesse texto, o comerciante demonstra que está mais interessado no lucro obtido com a venda das especiarias do que preocupado com os perigos que pode enfrentar. Na sua opinião, ele é corajoso? Que versos do poema Mar Português, na página 37, fazem referência a esse sentimento?

Procure especiarias no mercado municipal, nas feiras livres, nos sacolões e supermercados de seu município e faça uma lista delas. Depois, pergunte aos adultos de sua casa para que são utilizadas atualmente.


FONTE: Cemepe.


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